31 de dezembro de 2018

RESENHA: O conto da aia

Editora: Rocco
Autor(a): Margaret Atwood
Número de páginas: 368

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Olá gente lindaaaaa!!
Para encerrar o ano de 2018 (e todas as bizarrices que aconteceram ao longo desse ano, como a eleição do coiso, por exemplo), finalmente trago a resenha de "O conto da aia", que foi o livro lido na terceira edição da nossa #LeituraColetiva.
Preciso começar essa resenha dizendo o quanto fiquei surpresa-assustada-apavorada com o fato de o livro, mesmo tendo sido escrito há mais de 30 anos, se mostra tão atual, tão possível... tão profético (?).

Na primeira parte do livro pouca coisa acontece. Basicamente conhecemos o cotidiano de Offred, que ao que tudo indica é um tipo de serva. Mas, no geral, é tudo muito vago. Pelo fato de o cotidiano de Offred ser monótono, cheio de dias repetitivos, confesso que fiquei aflita por mais informações, mais detalhes. Sou muito curiosa, não consigo evitar.
A princípio, o que sabemos é que a história se passa em uma sociedade teocrática em que as pessoas são divididas e classificadas e devem (querendo ou não) viver de acordo com aquilo que lhes é estipulado. Offred, por exemplo, é uma aia.  E suas funções são explicadas mais adiante: ela tem a função de viver discretamente na casa de seu Comandante e cumprir com seus deveres "sexuais" uma vez por mês, em um tipo de ritual bizarro, na presença da Esposa (como são chamadas as esposas dos comandantes, sempre sem um nome próprio que as diferencie), a fim de lhe dar um filho (que, claro, será criado pelo Comandante e a Esposa, enquanto a aia será enviada para outra casa, a fim de oferecer um filho a outra família). Aias são, portanto, meros receptáculos.
"Meu nome não é Offred, tenho outro nome que ninguém usa porque é proibido. Digo a mim mesma que isso não tem importância, seu nome é como um número de telefone, útil apenas para os outros; mas o que eu digo a mim mesma está errado, tem importância sim. Mantenho o conhecimento desse nome como algo escondido, algum tesouro que voltarei para escavar e buscar, algum dia." (página 103)

27 de dezembro de 2018

Na Telinha ou na Telona... #140

Olá gente lindaaaa!
Hoje vim trazer a última indicação de dorama do ano, desta vez um dorama para quem gosta de suspense, de tensão, de ficar com "os miolos" bagunçados de tanto criar teorias e para quem gosta de um bom drama. Estou falando de "The Smile Has Left Your Eyes" (O sorriso deixou seus olhos), também conhecido como "100 Million Stars From Sky" (100 milhões de estrelas do céu), que tem o protagonista mais misterioso, enigmático e sinistro de todos os tempos.. até certo ponto da história.
"The Smile Has Left Your Eyes", que foi exibido pela emissora tvN (sua linda!) de 3 de outubro a 22 de novembro de 2018, é um remake de um J-drama chamado "Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi" (Hundred Million Stars From the Sky), exibido em 2002.

Sinopse: Yoo Jin Kook é um detetive veterano de homicídios que está se cansando do seu emprego. O único consolo em sua vida é sua irmã mais nova, Yoo Jin Kang. Ele a venera e a protege como se fosse um pai, desde que eles perderam seus pais.
Quando Jin Kook começa a investigar o suicídio de uma estudante em uma universidade, ele não consegue evitar o pressentimento de que o namorado da estudante, Kim Moo Young, pode ter sido responsável por sua morte.
Moo Young parece ser um cara legal que trabalha em uma micro cervejaria coreana, mas ele também parece ter um lado obscuro. Quando Moo Young conhece Jin Kang e eles começam a desenvolver um relacionamento, Jin Kook fica determinado a impedir esse relacionamento. Mas será que Jin Kook conseguirá proteger Jin Kang quando ela mais precisar?

ELENCO PRINCIPAL:

- Seo In Guk como Kim Moo Young (assistente numa micro cervejaria artesanal. Ele é indiferente na superfície, ainda tem uma inocência infantil nele);
- Jung So Min como Yoo Jin Kang (designer de publicidade que perdeu seus pais em um acidente quando ela era jovem e foi criada pelo irmão, o detetive Jin Gook);
- Park Sung Woong como Yoo Jin Gook (irmão mais velho de Yoo Jin-kang, detetive de homicídios há 27 anos);
- Seo Eun Soo como Baek Seung Ah (filha de uma família rica e melhor amiga de Jin Kang);
- Go Min Si como Im Yoo Ri (uma garota que Moo Young resgatou de cometer suicídio e acaba ficando obcecada por ele).

Minha opinião: Amei! Amei! Amei!
Um mês após terminar esse dorama eu finalmente me sinto pronta (mais ou menos) para dividir minha experiência com vocês. Não sei se um dia vou superar o final, mas sigo tentando haha.
Por se tratar de um remake, durante a exibição de todo o drama, foi impossível não receber alguns possíveis spoilers sobre a versão original, de modo que metade do tempo eu procurava informações sobre a história, e na outra metade eu torcia para que houvesse alguma mudança no desenrolar da trama. Sabem como é, dorameiro sofredor AMA sofrer, mas tem uma esperancinha até o final. Tipo, "Deus me livre, mas quem me dera" hahahah
Já no início do dorama acompanhamos um caso de suicídio de uma universitária, suicídio esse que não convence o detetive Yoo Jin Gook, embora este não esteja responsável pela investigação do caso.
Por alguma razão, suas suspeitas acabam apontando para o misterioso, frio e aparentemente manipulador Moo Young, uma mestre cervejeiro, que trabalha em uma cervejaria artesanal.

10 de dezembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 32 a 46 + notas históricas)

Olá gente lindaaa!
Nossa #LeituraColetiva de "O conto da aia" chegou ao fim e... que fim!
Confiram minhas quotes favoritas dessa terceira e última parte do livro, especificamente dos capítulos de 32 a 46 + notas históricas.

Confiram minhas quotes favoritas dos capítulos de 1 a 16.
Confiram minhas quotes favoritas dos capítulos de 17 a 31.



"Não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos, é o que diz. Pensamos que faríamos melhor.
Melhor?, digo em voz baixa, apagada. Como ele pode pensar que isto é melhor?
Melhor nunca significa melhor para todo mundo, diz ele. Sempre significa pior, para alguns." (página 251)
"Da maneira como fazemos estão protegidas, podem realizar seus destinos biológicos em paz. Com pleno apoio e encorajamento. Agora, diga-me. Você é uma pessoa inteligente, gosto de ouvir o que pensa. O que foi que deixamos de levar em conta?
Amor, respondi." (página 261)
"Há alguma coisa errada, querida?, dizia a velha piada.
Não, por quê?
Você se mexeu.
Apenas não se mexa." (página 263)

2 de dezembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 17 a 31)

Olá gente lindaaaa!
Na última semana demos continuidade a nossa #LeituraColetiva de "O conto da aia", de Margaret Atwood, e lemos os capítulos de 17 a 31.
Confiram minhas quotes favoritas!



"Se eu pensasse que isso nunca mais aconteceria eu morreria.
Mas isso está errado., ninguém morre por falta de sexo. É por falta de amor que morremos. Não há ninguém que eu possa amar, todas as pessoas que eu podia amar estão mortas ou em outro lugar."
(página 125)
"Acredito na resistência do mesmo modo que acredito que não pode haver luz sem sombra; ou melhor, não pode haver sombra a menos que também haja luz." (página 128)
"Nenhuma esperança. Sei onde estou, e quem sou, e que dia é hoje. Esses são testes, e estou sã. A sanidade é um bem valioso; eu a guardo escondida como as pessoas antigamente escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente, quando chegar a hora." (página 133)

29 de novembro de 2018

Na Telinha ou na Telona... #139

Olá gente lindaaaaa!
Finalmente, após várias semanas, venho trazer mais uma indicação de dorama. Já começo este post torcendo para me lembrar dos detalhes importantes sobre o dorama que vou indicar, pois terminei de assistir há mais de um mês e... bem, tenho memória de Dory.
Chega de enrolação e vamos ao que interessa!
A indicação de dorama da semana é "Thirty but Seventeen" (Trinta, mas Dezessete), também conhecido como "Still Seventeen" (ou Still 17), que foi o dorama mais fofo que eu assisti desde "Shopping King Louie". <3
"Thirty but Seventeen" foi ao ar de 23 de julho a 18 de setembro de 2018, na emissora sul-coreana SBS.

Sinopse: Uma vida pode mudar em um instante.
Woo Seo Ri era uma jovem prodígio do violino de 17 anos que estava se preparando para um intercâmbio na Alemanha. Mas um acidente de carro sério a deixa em um coma. Gong Woo Jin, que causou o acidente, fica traumatizado e atormentado pela culpa do que causou. Treze anos depois, ele trabalha como cenógrafo, mas é emocionalmente isolado de todos ao seu redor. Quando Seo Ri acorda inesperadamente do coma 13 anos depois, está no corpo de uma mulher de 30 anos, mas mentalmente ainda tem apenas 17 anos. Woo Jin poderá ajudá-la a se ajustar ao seu novo mundo, e aprender a viver e a amar novamente?

ELENCO PRINCIPAL:

- Shin Hye Sun como Woo Seo Ri (uma mulher de trinta anos que acorda após ficar 13 anos em coma e não se reconhece);
- Park Si Eun como jovem Woo Seo Ri (uma aspirante a violinista cujos sonhos foram destruídos devido a um acidente);
- Yang Se Jong como Gong Woo Jin  (um designer de palco que se culpou pelo acidente que aconteceu com Woo Seo Ri, e se isola desde então);
Yoon Chan Young como jovem Gong Woo Jin  (um jovem doce e carinhoso; é apaixonado por Seo Ri, mas é tímido demais para se declarar; presencia o terrível acidente que destrói o sonho da violinista);
- Ahn Hyo Seop como Yoo Chan (sobrinho e protetor de Woo Jin. Capitão do clube de remo da Taesan High School).

Minha opinião: Amei!
No primeiro episódio conhecemos a protagonista, Woo Seo Ri, uma promissora violinista. Ela está cursando o ensino médio e acaba de ganhar uma bolsa de estudos para fazer um intercâmbio na Alemanha e realizar seu sonho de ser uma famosa violinista. Ela perdeu os pais há alguns anos e desde então vive com os tios. Ela é extremamente distraída, está sempre pensando em música, sempre no mundo da lua, por isso é chamada de "cabeça de vento" por sua melhor amiga.
O mocinho, Gong Woo Jin, é um jovem doce e tímido, com um talento especial para o desenho. Ele é apaixonado por Seo Ri, mas nem ao menos sabe o nome dela. Certo dia, estando no mesmo ônibus que ela, tenta criar coragem para falar com ela e entregar um desenho que fez dela. No entanto, fica desconcertado quando ela o aborda para pedir uma informação. Após trocar poucas palavras, dizendo a garota para continuar no ônibus e descer algumas paradas depois, ele desce do ônibus, decepcionado por não ter entregado o desenho.

24 de novembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 1 a 16)

Olá gente lindaaaa!
A #LeituraColetiva de "O conto da aia", de Margaret Atwood, já começou. Uhullll!
Na última semana foram lidos os capítulos de 1 a 16, e este post reúne minhas quotes favoritas dessa primeira parte do livro.
Confiram!


"Nós ansiávamos pelo futuro. Como foi que aprendemos aquilo, aquele talento pela insaciabilidade? (página 11)
"Tento não pensar demais. Como outras coisas agora, os pensamentos devem ser racionados. Há muita coisa em que não é produtivo pensar. Pensar pode prejudicar suas chances, e eu pretendo durar. Sei por que não há nenhum vidro, na frente do quadro de íris azuis, e por que a janela só se abre parcialmente e por que o vidro nela é inquebrável. Não é de fugas que eles têm medo. Não iríamos muito longe. São daquelas outras fugas, aquelas que você pode abrir em si mesma, se tiver um instrumento cortante." (página 16)

4 de novembro de 2018

LEITURA COLETIVA: O Conto da Aia, de Margaret Atwood

Olá gente lindaaaa!!
Estou muito feliz em poder dizer que nosso projeto de #LeituraColetiva está dando super certo e já estamos dando início a terceira edição. Convidamos vocês para lerem conosco o livro "O Conto da Aia", de Margaret Atwood!
E, por incrível que pareça, a escolha do livro foi feita meses atrás, mas convenhamos... é tão pertinente, considerando os últimos acontecimentos em nosso país, né?!
Confiram abaixo as regras de participação, os blogs participantes e o prêmio (porque sempre tem um prêmio).


Para participar é bem simples: 
> Possuir (ou pegar emprestado na biblioteca, com um amigo, etc) um exemplar de "O Conto da Aia";
> Entrar NESTE grupo no Facebook (onde ocorrerão discussões semanais);
> Participar das discussões semanais sobre a leitura (para poder participar do sorteio de um livro).

BLOGS PARTICIPANTES:
Confissões Femininas (este blog)
Autora Duda Razzera (@dudarazzeraauthor)

29 de outubro de 2018

RESENHA: Negra Nua Crua

Editora: Ijumaa
Autor(a): Mel Duarte
Número de Páginas: 76

Sinopse: Em versos que retratam as inquietações, provocações, sensações, angústias e prazeres da vida pela ótica de uma mulher negra, a obra é dividida em três capítulos que dão título ao trabalho. Em "Negra", a autora problematiza questões raciais, o preconceito e a solidão da mulher negra. "Nua" trata de desejos, sensações e prazeres. Por fim, em "Crua", o lado visceral e combativo da poeta se revela.

Olá gente lindaaa!
Quem acompanha o blog (ou apenas conferir as resenhas disponíveis) sabe que eu não sou muito "chegada" das poesias, mas recentemente tenho me interessado mais por esse tipo de expressão verbal... e tenho amado.
"Negra Nua Crua" é o segundo livro publicado da poeta brasileira Mel Duarte, e retrata muito da realidade da mulher negra, suas lutas, suas conquistas, sua resistência...
Acho que eu não poderia trazer a resenha desse livro em melhor hora, já que estamos em tempos tão estranhos, enfrentando a confusão dos espíritos, tanto apagamento da história, tanto ódio gratuito... tanta gente tentando fazer com que sintamos vergonha de existir, medo de existir.
Eu sou branca (como vocês sabem), por isso nada sei sobre a luta de uma mulher negra, mas sou mulher... sei bem o que é ser mulher na nossa sociedade. E temo pelo que ser mulher nos tempos vindouros.

Diferentemente dos outros livros de poesia feminista que resenhei aqui (O que o sol faz com as flores e A princesa salva a si mesma neste livro), "Negra Nua Crua" é um pouco diferente, tem uma cadência diferente, mais ritmada.... e eu praticamente consegui visualizar cada poesia sendo declamada em um slam ou cantada na forma em um belo rap.
Abaixo apresento os trechos que mais me marcaram em cada uma das três partes que compõem e dão nome ao livro: Negra, Nua e Crua.

18 de outubro de 2018

Na Telinha ou na Telona... #138

Olá gente lindaaaa!
Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de dorama bom?
A indicação de dorama da vez é "Wife I Know", também conhecido como "Familiar Wife" e "Knowing Wife", um k-drama sobre casamento, sobre destino, sobre... viagem no tempo. Isso mesmo, daquelas histórias cheias de reviravoltas ao estilo "efeito borboleta". Quem assistiu "Manhole" e "Go Back Couple" (e amou, assim como eu), com certeza vai amar "Wife I Know"
Ah, mas se você não assistiu a nenhum dos doramas citados, mas ficou babando na atuação de Ji Sung em "Kill Me, Heal Me" (em que ele interpreta SETE personalidades diferentes), com certeza não vai se decepcionar ao dar uma chance para o novo trabalho do autor (e já aproveito para indicar outros doramas em que ele arrasou: "Protect the Boss", "Secret", "Entertainer").
"Wife I Know" tem apenas 16 episódios, que foram exibidos de 1º de agosto a 20 de setembro de 2018 na emissora sul-coreana TvN.

Sinopse: O bancário Cha Joo Hyuk e a esposa dele, Seo Woo Jin, estão casados há cinco anos. Todos os dias, Cha Joo Hyuk lida com um chefe mandão no trabalho e quando chega em casa é recepcionado pela a esposa irritadiça. Ele anda cansado da velha rotina e começa a pensar em uma maneira de escapar disso. Um dia, Cha Joo Hyuk toma uma decisão que altera a vida dele para sempre. Não é apenas a vida do casal que muda, muda a vida do melhor amigo do Cha Joo Hyuk, Yoon Jong Hoo, e a vida do primeiro amor dele, Lee Hee Won, também. Com tudo mudado, ele se vê levando uma vida completamente diferente. Agora, Cha Joo Hyuk tem que decidir o que ele quer de verdade.

ELENCO PRINCIPAL:

- Ji Sung como Cha Joo Hyuk (funcionário de um banco, casado e pai de dois filhos; está infeliz no casamento e coloca a culpa disso na esposa);
- Han Ji Min como Seo Woo Jin (uma mulher casada que tenta o seu melhor para equilibrar entre carreira e a vida familiar. Ela é casada com Joo Hyuk há cinco anos e tem dois filhos);
- Kang Han Na como Lee Hye Won (primeiro amor de Cha Joo Hyuk; na época de faculdade era violoncelista);
- Jang Seung Jo como Yoon Joong Hoo (melhor amigo e colega de trabalho de Joo Hyuk. Sua vida é mudada completamente junto com Joo Hyuk devido a um incidente inesperado);
- Park Hee Von como Cha Joo Eun (irmão mais nova de Cha Joo Hyuk);
- Oh Eui Sik como Oh Sang Sik (amigo de Cha Joo Hyuk Yoon Joong Hoo).


Minha opinião: Amei! Amei! Amei!
Ah, eu já comentei que sou apaixonada por viagem no tempo? Já, né?! Pois bem, assim que li a sinopse de "Wife I Know" eu já tive certeza de que eu iria amar esse dorama. E não deu outra. 
A trama gira em torno de Cha Joo Hyuk um trabalhador comum, casado e pai de dois filhos pequenos. Ele se sente sobrecarregado, pressionado, estressado e etc. tanto no trabalho quanto em casa. Na verdade, em casa é ainda pior... a esposa, Seo Woo Jin, está sempre estressada, sempre de mal humor, sempre gritando. Ele mal consegue enxergar nela a mulher por quem se apaixonou doze anos atrás.
Woo Jin, por sua vez, se sente sobrecarregada pela jornada tripla, já que cuida da casa e dos filhos (sem a ajuda do marido, que só pensa em trabalho, que está sempre ausente...) e ainda trabalha fora. Mas é claro que Joo Hyuk não vê as coisas por esse ângulo e só consegue ver a esposa como um monstro. O monstro que faz de sua vida um inferno.
Certo dia, após ganhar umas moedas de 2006 (fabricadas em 2006) de um "maluco" no metrô, ele acaba voltando ao passado. Na primeira vez que isso acontece ele tem certeza que se trata apenas de um sonho, mas alguns detalhes acabam fazendo com que ele tente voltar no tempo mais uma vez. Vendo que não se trata de um sonho, ele toma uma decisão: vai mudar sua história! E faz exatamente isso, muda sua história... e muda de esposa.

1 de outubro de 2018

RESENHA: Norte e Sul

Editora: Martin Claret
Autor(a): Elizabeth Gaskell
Número de páginas: 744

Sinopse: Margaret Hale é uma mulher forte, filha de um ministro religioso, que se muda para a cidade de Milton, no norte da Inglaterra. Margaret vê o sul, lugar onde nasceu como símbolo do idílio rural, o triunfo da harmonia social e do decoro. Imagem que se contrapõe com o norte e seu ambiente sujo, rude e violento. Ela se depara com a difícil realidade da população local, encontra novas amizades e o surgimento de uma crescente atração por John Thornton, dono de uma fábrica têxtil.

Olá gente lindaaa!!
Já faz um tempinho que concluí a leitura dessa romance social sensacional, mas só hoje consegui um tempinho pra vir aqui dividir mina experiência de leitura com vocês.
"Norte e Sul" foi o livro livro da segunda edição da #LeituraColetiva organizada por mim e outras blogueiras (mais informações aqui e aqui). E... que surpresa boa!

"Norte e Sul" é um clássico escrito em 1854, mas publicado no Brasil apenas em 2011. Eu conheci a história, anos atrás, por meio da adaptação televisiva do romance, produzida pela BBC em 2004. Desde então decidi que leria o livro (embora na época ainda não houvesse nenhuma edição publicada no Brasil). Então, quando foi preciso decidir qual seria segunda leitura em conjunto, não precisei pensar muito para sugerir que lêssemos um dos romances mais famosos de Gaskell

No início do livro, quando conhecemos Margaret Hale, a jovem de 19 anos que foi criada em pelos tios em Londres e agora acaba de voltar "para casa", para  viver novamente com os pais no interior rural da Inglaterra, confesso que lembrei de "Mansfield Park", de Jane Austen. Mas, que bom que a semelhança entre os dois romances para por aí. Diferentemente da "apagada" Fanny Price, Margaret é uma personagem com muita personalidade, muita força, muita bondade e um tiquinho de "nariz empinado".
Margaret mal acaba de se restabelecer em seu lar de infância, de onde tanto sentia falta e precisa lidar com mais uma mudança. Seu pai, um pároco querido pela vizinhança e famoso por seus sermões, decide que deixar de pregar, ele tem dúvidas quanto ao que sempre acreditou e não se sente confortável em continuar sendo um pároco. Assim, após algumas providências, ele parte com a esposa e a filha para Milton, uma cidade industrial. Ele não poderia ter escolhido um lugar mais diferente de Helstone, onde vivia com a esposa.
"As carruagens tinham mais ferragens e menos madeira e couro em volta dos cavalos. As pessoas nas ruas, embora apresentassem um ar divertido, tinham a mente preocupada. As cores pareciam mais cinzentas, mais resistentes, não tão alegres e bonitas." (página 113)

16 de setembro de 2018

Na Minha Caixa de Correio!! #160

Olá gente lindaaa!!
Confiram alguns livros que recebi da Editora Pedrazul! A editora abraçou nosso projeto de #LeituraColetiva de livros clássicos e disponibilizou alguns que fazem parte da lista de próximas leituras do projeto. Confiram!

PARCERIA:

- Um Coração para Milton - Trudy Brasure
400 páginas (amarelas).
Quem acompanha o blog sabe que nossa última leitura coletiva foi do livro "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell. Pois bem, "Um Coração para Milton" é uma continuação do romance (escrito por outra autora).

10 de setembro de 2018

RESENHA: A princesa salva a si mesma neste livro (As mulheres têm uma espécie de magia #1)

Editora: LeYa
Autor(a): Amanda Lovelace
Número de páginas: 208

Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa A princesa salva a si mesma neste livro ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes ("A princesa", "A donzela", "A rainha" e "Você"), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito. 

Olá gente lindaaa!
Acho que caí nas graças das poesias feministas! Em julho, li "O que o sol faz com as flores", de Rupi Kaur, e me apaixonei. Ao procurar outros livros que o mesmo tipo de poesia, acabei me deparando com "A princesa salva a si mesma neste livro", e não deu outra: amei forte! Esse livro é o primeiro da trilogia "As mulheres têm uma espécie de magia", seguido por "A bruxa não vai para a fogueira neste livro", já publicado no Brasil, e "The Mermaid's Voice Returns in this One" (ainda inédito por aqui).

O livro, dividido em quatro partes (A princesa, A donzela, A rainha e Você), traz poesias sensíveis e ao mesmo tão fortes, tão reais, tão cruas... E vamos lendo, nos chocando e nos solidarizando.
Segundo informações presentes do site oficial da autora, as três primeiras partes (compostas de poesias sobre amor, perda, tristeza, abuso(?)), reúnem a vida da autora, o que faz com que as poesias sejam ainda mais impactantes. A quarta parte, com poesias mais inspiradoras, sobre cura, empoderamento, capacitação, etc., serve como uma nota ao leitor, um tipo de incentivo.

A Princesa (Parte I)
Nesta parte, as poesias focam bastante na relação da autora com o próprio corpo, com o próprio peso, como a constante imposição de um padrão de beleza inalcançável, com relacionamentos amorosos abusivos e, também, em sua relação problemática com uma mãe que, ao que parece, era ausente. Abaixo, dois das minhas poesias favoritas dessa parte:
"paus & pedras
nunca quebraram
                                      meus ossos,
mas palavras
fizeram eu
me deixar morrer de fome
até
                                      você poder
                                      ver todos eles."

- pele e osso. (página 26)
- o silêncio sempre foi o meu grito mais alto (página 40)
O segundo poema transcrito acima, trata-se, na verdade, do título de um poema em branco. O quão forte e certeiro é se deparar com uma página em branco e constatar que todo o "silêncio" contido na página é, na realidade, um grito? Confesso que fiquei arrepiada.

9 de setembro de 2018

#LeituraColetiva - Norte e Sul | #quotes (capítulos de 43 a 52)

Olá gente lindaaa!
E não é que a #LeituraColetiva de "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell, chegou ao fim! Gente, como passou rápido! E, confesso pra vocês, fiquei com um gostinho de quero mais.
Enquanto não sai a resenha desse romance social incrível, confiram minhas citações favoritas dos capítulos de 43 a 52!




"A sra. Shaw e Edith mal podiam prestar atenção a Margaret em seu retorno ao lugar em que elas insistiam em chamar de lar. Para ela era quase uma ingratidão de sua parte ter um sentimento secreto de que o vicariato de Helstone, e não apenas ele, mas também a casinha pobre de Milton com seu pai ansioso, sua mãe inválida e todos os seus pequenos problemas domésticos de relativa pobreza formavam a ideia de lar." (Página 638)
"São as pequenas transformações entre as coisas familiares que conhecemos que mostram o mistério do tempo para os jovens, e mais tarde perdemos o sentido do mistério. Considero todas as coisas que vejo como uma consequência natural. Para mim a instabilidade das coisas humanas é familiar. Já para você ela é uma coisa nova e opressiva." (página 665)

6 de setembro de 2018

Na Telinha ou na Telona... #137

Olá gente lindaaaa!
Em julho eu fiz resenha do dorama "Age of Youth" (Idade da Juventude), também conhecido como "Hello My Twenties!" e disse que mal podia esperar para conferir a segunda temporada (principalmente porque segundas temporadas de doramas é algo raríssimooo). Pois bem, cá estou, trazendo nada mais, nada menos que a resenha de "Age of Youth 2". E, sim, mal posso esperar pela terceira, quarta, quinta.... temporadas. Coréia, nunca te pedi nada!

"Age of Youth 2" foi exibido pela emissora JTBC de 25 de agosto a a 7 de outubro de 2017.

Sinopse: Se passa um ano depois da primeira temporada de Age of Youth. Jin Myung conseguiu um trabalho depois de retornar da China. Ye Eun tirou um ano de folga para se recuperar por causa de seu ex-namorado abusivo e agora está retornando para a faculdade. Ji Won ainda não conseguiu um namorado. Eun Jae terminou com o seu primeiro amor e está passando por uma dor emocional. Jo Eun, a nova moradora do Belle Epoque, está ficando no quarto anteriormente ocupado por Yi Na.

ELENCO PRINCIPAL:

- Han Ye Ri como Yoon Jin Myung (nossa sanbae, agora com 29 anos, finalmente volta da China e consegue o tão sonhado emprego, mas vai ter de lidar com muitos desafios);
- Han Seung Yeon como Jung Ye Eun (23 anos; após se trancar em casa por um ano, é hora de Ye Eun voltar à faculdade e enfrentar o mundo, que parece muito menos acolhedor que a casa que divide com as amigas);
- Park Eun Bin como Song Ji Won (23 anos; apesar de ser fissurada em sexo, nossa querida Ji Won permanece virgem e sem nunca ter tido um relacionamento amoroso);
- Ji Woo como Yoo Eun Jae (22 anos; a novata tímida que chegou toda reprimida na casa há pouco mais de um ano, agora precisa enfrentar sua primeira desilusão amorosa, seu primeiro término)
- Choi Ara como Jo Eun (22 anos; é a mais nova moradora da casa, que chegou até ali por um motivo bem específico: entregar uma carta cheia de ódio que encontrou por acaso);
- Kim Min Seok como Seo Jang Hoon (sobrinho da proprietária da Belle Epoque; está passando  uns dias de favor na casa da tia antes de se servir o exército);
- Son Seung Won como Im Sung Min (estudante de jornalismo e melhor amigo de Ji Won; trabalha em um jornal e entende (aguenta) a amiga como ninguém);
- Lee Yoo Jin como Kwon Ho Chang (novo possível interesse amoroso de Ye Eun; um estudante de engenharia que, aparentemente, tem autismo).


Minha opinião: Amei! Amei! Amei!
Nem sei por onde começar essa resenha, e isso sempre acontece quando eu venho falar de um dorama do qual eu gostei muito. Claro que esse é o caso de "Age of Youth 2".
O primeiro episódio começa com a volta de Yoon Jin Myung à Coréia do Sul, após uma temporada na China. No aeroporto estão as outras quatro meninas com quem Jin Myung divide a Belle Époque (república).
E esse primeiro episódio é só pra dar aquela quebrada no gelo e podermos nos familiarizar novamente com as personagens. Kang agora tem um carro e resolve ir com as demais garotas buscar Jin Myung no aeroporto, e é aí que a aventura começa, já que ela é uma péssima motorista. As meninas chegam no aeroporto cansadas, estressadas e loucas para irem embora. No entanto, no caminho de volta se perdem e muitas coisas improváveis, hilárias e engraçadas acontecem quando elas precisam passar a noite em uma pousada por não terem encontrado o caminho de volta para casa. Tendo relembrado da personalidades das personagens, da relação entre elas (e tendo aceitado - ou não - o fato de que a personagem Yoo Eun Jae ser interpretada por uma atris diferente da primeira temporada), a partir do episódio seguinte, assim como na primeira temporada, acompanhamos o dia-a-dia das meninas.
Com a saída de Kang Yi Na (interpretada por Ryu Hwa Young) da república, as demais precisam encontrar uma nova moradora. É aí que a General, ou melhor, Jo Eun, entra em cena. Após encontrar um misteriosa, recheada de ódio e com o endereço da Belle Époque no verso, Jo Eun resolve investigar e acaba sendo confundida com uma candidata ao quarto vago da casa. Assim, após uma única entrevista ela passa a dividir a casa com as meninas que já conhecemos

2 de setembro de 2018

#LeituraColetiva - Norte e Sul | #quotes (capítulos de 33 a 42)

Olá gente lindaaa!
Nossa #LeituraColetiva de "Norte e Sul" já está caminhando para a reta final, faltando apenas uma semaninha de leitura. No entanto, hoje é dia de apresentar a vocês minhas citações favoritas dos capítulos de 33 a 42.
Confiram!


"Ele foi assombrado pela recordação daquele rapaz jovem e bem-apessoado pelo qual ela demonstrava uma atitude de íntima confiança. Essa recordação o atravessou com tanta agonia que o levou a apertar as mãos com força a fim de sufocara dor." (página 469)
"Nunca mais falariam sobre tais coisas de novo como tinha acontecido. Mas uma única conversa foi o bastante para fazer de cada um deles uma pessoa especial para o outro." (página 480)

1 de setembro de 2018

Na Minha Caixa de Correio! #159

Olá gente lindaaaa!
Depois de muito tempo, venho mostrar para vocês os livros que adquiri recentemente. Os dois primeiros eu comprei no mês passado, mas acabei esquecendo de postar, os demais chegaram na última semana.

COMPRINHAS:

- As suas lembranças são minhas - Cecelia Ahern (Editora Rocco)
352 páginas (brancas).
Quero completar minha coleção dessa autora maravilhosa que eu A-D-O-R-O!
Comprei numa promoção do Submarino (3 livros por R$ 19,90).


 - Grotescas - Natsuo Kirino (Editora Rocco)
576 páginas (brancas).
Há tempos quero ler esse livros, mas ele sempre está super caro. Comprei dois exemplares (já sabem que um é de vocês, né?!) na mesma promoção em que comprei o livro aí de cima.

26 de agosto de 2018

#LeituraColetiva - Norte e Sul | #quotes (capítulos de 23 a 32)

Olá gente lindaaaa!!!
Confiram minhas citações favoritas (algumas delas, pelo menos) dos capítulos de 23 a 32 de "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell! #LeituraColetiva

"- Mas eu sei que ela não tem interesse por mim. Sei que se houvesse uma chance em mil, ou mesmo em um milhão, eu me colocaria aos pés dela." (página 335)
"Não conseguia esquecer o toque dos braços dela em volta do seus pescoço, por mais inconveniente que lhe tivesse parecido na hora em que aconteceu. Mas agora, ante a lembrança do abraço protetor dela, estremecia dos pés à cabeça e via todo o poder de determinação e autocontrole se derreter, tal qual cera diante do fogo." (página 342)

23 de agosto de 2018

Na Telinha ou na Telona... #136

Olá gente lindaaaa!
Hoje vim indicar mais um dorama coreano deste ano (porque 2018 tá com tudo desde o início!), "Are You Human Too?" (Você é humano também?), também conhecido como "Are You Human?".
O dorama foi exibido pela emissora KBS2, de 4 de junho a 31 de julho de 2018.
Uma curiosidade sobre "Are You Human Too?": toda a produção levou dois anos para ser concluída e o dorama foi todo pré-filmado, ou seja, quando o primeiro episódio foi ao ar, a série já estava completamente pronta (o que geralmente não acontece, em se tratando de doramas coreanos). As filmagens começaram no início de junho de 2017 e terminaram em 29 de novembro do mesmo ano.



Sinopse: Nam Shin é herdeiro do ilustre Grupo PK. Bonito e charmoso, Nam Shin tem uma bela noiva, Seo Ye Na. Um dia, um acidente estranho o coloca em coma. Mas Nam Shin meio que é revivido. Oh Laura é a mãe do jovem herdeiro e perita em inteligência artificial. Ela quer proteger o filho em coma e a posição dele. Com a ajuda do amigo do Nam Shin, Ji Young Hoon, Oh Laura troca o Nam Shin por um androide chamado Nam Shin III, que ela criou por sentir falta do filho, para assim ele proteger o império do Nam Shin de pessoas como o Seo Jong Gil, um ambicioso diretor que está louco para subir de posição no Grupo PK. Kang So Bong (Gong Seung Yeon, é a guarda-costas do Nam Shin III. Por dentro ela é uma pessoa gentil e amável, mas é durona por fora. Embora, constantemente, pareça irritada, Kang So Bong fará de tudo para defender e proteger o Nam Shin III, o que inclui mostrar a ele como agir feito humano. O androide não só tem que imitar o Nam Shin, como também tem que impedir a conspiração que quase tirou a vida do “gêmeo” dele. E enquanto todos se preocupam com o verdadeiro Nam Shin, o Nam Shin III começa a desenvolver sentimentos, e fica se perguntando se pode ter a própria vida dele... e amar. Mas se ele não conseguir impedir a conspiração, não haverá uma vida a ser vivida.

ELENCO PRINCIPAL:

- Seo Kang Joon como Nam Shin / Nam Shin III (Nam Shin é um herdeiro de terceira geração que teve uma vida de mer5@ após ser separado da mãe; ele decide procurar pela mãe a acaba sofrendo um acidente que o deixa em coma / Nam Shin III é um androide criado por Oh Laura, para suprir a saudade do filho, de quem foi separada);
- Gong Seung Yeon como Kang So Bong (uma ex-lutadora de MMA que teve de deixar os rings após uma grave lesão; atualmente ela trabalha como guarda-costas e é designada a cuidar de Nam Shin / Nam Shin III);
- Lee Joon Hyuk como Ji Young Hoon (secretário e único amigo de Nam Shin; uma pessoa pragmática e realista. Sua formação está atrelada à empresa de Nam Shin, PK Group, na qual ele foi criado em um orfanato que o conglomerado financiou e se tornou um dos melhores alunos de uma universidade também apoiada pelo PK Group);
- Kim Sung Ryung como Laura Oh (mãe de Nam Shin e especialista no campo da inteligência artificial. Inteligente, intensamente focada e, muitas vezes, fria; ela é a principal pesquisadora que trabalha no desenvolvimento do androide com uma equipe secreta de cientistas de ponta).

Minha opinião: Amei! Amei! Amei!

"Are You Human Too?" foi o terceiro dorama envolvendo androide que eu assisti, e continuo adorando a temática. Sempre fico fascinada como o modo como essa abordagem é capaz de nos fazer pensar, dentre outras coisas, nas relações humanas. O primeiro dorama desse tipo que eu assisti foi o J-drama "Zattai Kareshi", baseado em um mangá homônimo, que fala (basicamente) sobre um androide que seria "o namorado perfeito". Já o segundo dorama que vi sobre o tema foi "I'm Not a Robot", um dos primeiros doramas que assisti esse ano, cujo protagonista é alérgico a pessoas e, por isso, opta por adquirir um tipo de "robô pessoal".
Em ambos os casos vemos uma semelhança: para as relações desejadas pelos protagonistas humanos, um androide se mostrou mais adequado que um humano e, muitas vezes, mais humano que um humano (estou desconsiderando o fato de quem em "I'm Not A Robot" o protagonista apenas achar se tratar de um androide, embora seja uma pessoa). E o mesmo acontece com "Are You Human Too?", como o passar dos episódios não apenas o androide vai ganhando cada vez mais características humanas, como os humanos (sim, quase todos os personagens desse dorama) vãos e mostrando frios e irracionais como máquinas. E isso faz com que nós, telespectadores, passemos a torcer pelo androide (uma máquina!) e contra o(s) humano(s). É bizarro, é ilógico... mas é inevitável!
Nam Shin  é herdeiro de terceira geração de um grande conglomerado que está investindo em carros com inteligência artificial. Desde a primeira cena não simpatizamos com ele, que se mostra um belo de um embuste (inclusive esbofeteia uma mulher, que por acaso é nossa protagonista). Ele foi separado da mão ainda criança, e criado de forma nada carinhosa pelo avô, que o educou para não gostar ou confiar em ninguém. Ele desconfia da própria sombra e não tem qualquer afeto por seus familiares.
Já nos primeiros episódios, após criar uma cena (bater em sua guarda-costas e chamar a atenção da imprensa), ele consegue escapar da vigilância do avô e foge para a República Tcheca, a fim de reencontrar a mãe após vinte anos. No entanto, ele nem ao menos tem tempo para isso, pois é atropelado (de forma muuuuito suspeita) e fica em coma.

19 de agosto de 2018

#LeituraColetiva - Norte e Sul | #quotes (capítulos de 12 a 22)

Olá gente lindaaaa!
A segunda semana da nossa #LeituraColetiva de "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell, chegou ao fim! E, como é de costume, hoje trado minhas citações favoritas referentes aos capítulos lidos ao longo da semana (de 12 a 22). Confiram!

"- Não tenho dúvida de que os clássicos são proveitosos para aqueles que têm tempo livre. Mas confesso que foi contra a minha vontade que meu filho voltou a estudá-los. [...] Os clássicos podem fazer bem para homens que desperdiçam seu tempo no campo ou em universidades. Mas os homens de Milton têm de ter seus pensamentos e sua força ocupados pelo trabalho diário. Pelo menos essa é a minha opinião." (página 208)
"A sra. Thornton sorriu um sorriso amargo, pois a franqueza de Margaret lhe agradara. E talvez tenha sentido que ela andara fazendo-lhe perguntas demais, como se tivesse direito de catequizá-la." (página 211)

16 de agosto de 2018

Na Telinha ou na Telona... #135

Olá gente lindaaaaa!
Hoje vim indicar mais um dorama recente que foi super queridinho pelos dorameiros, estou falando de "What's Wrong With Secretary Kim" (O que há de errado com a secretária Kim?), também conhecido como "Why Secretary Kim?".
"What's Wrong With Secretary Kim" é baseado em uma webtoon homônima, escrita por Jung Kyung-Yoon e originalmente publicada em 2013. O dorama foi exibido pela emissora sul-coreana tvN de 6 de junho a 26 de julho de 2018.

Sinopse: É possível ser tão egocêntrico ao ponto de não ter ideia do que está acontecendo em sua volta? Lee Young Joon é vice-presidente da empresa de sua família, o Grupo Yoomyung. Ele é tão narcisista que não presta atenção ao que a sua fiel secretária, Kim Mi So, está tentando lhe dizer quase sempre. Depois de passar nove anos fazendo Young Joon ter boa aparência e inflar o seu imenso ego, Min So decide largar o emprego. Young Joon aceitará que Mi So não quer mais trabalhar para ele ou entenderá errado?
ELENCO PRINCIPAL:

- Park Seo Joon como Lee Young Joon / Lee Sung Hyun (vice-Presidente do Grupo Yoomyung. Ele é bonito e capaz, mas seu narcisismo faz com que seja difícil trabalhar com ele);
- Park Min Young como Kim Mi So (uma secretária altamente qualificada que trabalha com Young Joon há nove anos. Ela dedicou sua vida a ganhar dinheiro para ajudar as irmãs mais velhas a estudar e pagar as dívidas do pai; apesar de ser a caçula, assumiu a maior parte das responsabilidades);
- Lee Tae Hwan como Lee Sung Yeon / Morpheus (irmão mais velho de Young Joon e um autor famoso; ele e o irmão não tem uma boa relação e fica ainda pior quando Sung Yeon se apaixona por Mi So);
- Kang Ki Young como Park Yoo Sik (diretor do Yoomyung Group e melhor amigo de Young Joon, a quem dá conselhor amorosos e sobre relações interpessoais, já que o amigo não lega muito jeito).


Minha opinião: Amei!
Eu comecei a assistir "What's Wrong With Secretary Kim?" assim que lançaram os primeiros episódios e fui fisgada logo no início, em especial pelo protagonista incomum. Ok, é um CEO lindo, rico e cobiçado como em 98% dos doramas, mas logo eu explico o que ele tem de incomum (e engraçado).
A história gira em torno de Lee Young Joon, um jovem bonito, rico e extremamente narcisista que é vice-presidente da empresa da família, e sua secretária Kim Mi So, em quem confia cegamente e com quem trabalha há nove anos.
Tudo bom, tudo na mais perfeita normalidade... até a Secretária Kim anuncia que quer deixar o emprego. Isso desestabiliza Lee Young Joon, não por ele precisar dos serviços de sua inseparável secretária, que é capaz de fazer o trabalho de olhos fechado, mas por não conseguir entender como alguém quer deixar de trabalhar para alguém tão perfeitamente perfeito como ele. HA-HA-HA! E não, eu não estou exagerando, é exatamente assim que ele se sente.
Então, ele tenta convencer Mi So de quão honrada ela deve se sentir por ele permitir que ela trabalhe com ele. Mas ela está decidida, quer ter tempo para si mesma, quer arrumar um namorado, se casar, formar uma família, etc. Assim, após pedir alguns conselhos ao melhor (e único) amigo, Park Yoo Sik, Young Joon decide (DECIDE!) que a melhor maneira de evitar que Kim Mi So se demita é se casando com ela. Simples assim. E ele anuncia sua decisão como se a convidasse para um jantar. Ele é hilário, gente!

15 de agosto de 2018

#LeituraColetiva - Adaptação televisiva de "Norte & Sul" (BBC - 1975

Olá gente lindaaaa!
Como vocês sabem, no dia 4 de agosto demos início a mais uma #LeituraColetiva, desta vez do clássico "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell. Assim, do mesmo modo que fiz durante a leitura de "O Morro dos Ventos Uivantes", resolvi fazer algumas postagens apresentando curiosidades, informações, etc. sobre o livro.
Como muitos (ou todos) de vocês já sabem, em 2004 "Norte e Sul" recebeu uma adaptação televisiva, uma série dramática de apenas quatro episódios, produzida pela BBC.
No entanto, além dessa adaptação razoavelmente conhecida (da qual falaremos em um outro momento), o romance de Elizabeth Gaskell já havia recebido outra adaptação, em 1975, também com quatro episódios e produzida pela BBC.



A notícia boa é que os quatro episódios estão disponíveis (e legendados em português) no Youtube!


***
Divirtam-se!

Beijos e amassos!!

12 de agosto de 2018

#LeituraColetiva - Norte e Sul | #quotes (capítulos de 1 a 11)

Olá gente lindaaaa!
Nossa #LeituraColetiva de "Norte e Sul", de Elizabeth Gaskell, teve início na última semana e os primeiros onze capítulos foram lidos. Confiram minhas citações favoritas até o momento:

"Às vezes as pessoas se perguntavam como pais tão bonitos podiam ter tido uma filha tão distante de qualquer padrão de beleza. Sem nenhum formosura, diziam às vezes [...] seu semblante era sempre digno e reservado demais para uma pessoa tão jovem." (página 44)
"As carruagens tinham mais ferragens e menos madeira e couro em volta dos cavalos. As pessoas nas ruas, embora apresentassem um ar divertido, tinham a mente preocupada. As cores pareciam mais cinzentas, mais resistentes, não tão alegres e bonitas." (página 113)

9 de agosto de 2018

Na Telinha ou na Telona... #134

Olá gente lindaaaa!
A indicação de dorama dessa semana é para quem tem coração forte, para quem gosta de uma sofrência, de uma história de amor desgracenta e cheia de sofrimento. Se você é desses (canceriano, como eu!), não pode deixar de assistir "Come and Hug Me" (Venha e me abrace), também conhecido como "Come Here and Give Me a Hug").
O dorama foi ao ar de 16 de maio a 19 de julho de 2018, pela emissora sul-coreana MBC. E, vou logo avisando, você provavelmente irá chorar em TODOS os episódios (e vai amar isso!).

Sinopse: Como é a vida. Às vezes, você fica grato e feliz por estar vivo, mas depois perde a razão de viver quando perde gradualmente as coisas ou as pessoas que são queridas para você. Quando você enfrenta dificuldades, começa a se perguntar se viver significa apenas que você está caminhando por um caminho de miséria. No entanto, enquanto você está andando sozinho por esse caminho, chega um momento em que você fica desesperado pela mão de alguém. Esta mão pode evitar que você se demore em sua própria miséria e também pode desencadear o desejo de viver, embora a vida seja cheia de dificuldades. Este drama mostra o momento exato em que duas mãos se estendem e florescem, mantendo-se aquecidas e seguras. Come and Hug Me deseja dizer aos espectadores que, embora a vida não seja cheia de milagres, ainda há uma pequena esperança de que ela melhore.

ELENCO PRINCIPAL:

- Jang Ki Yong como Chae Do Jin / Yoon Na Moo (um detetive novato que tenta seguir em frente e ser bem-sucedido na polícia para compensar o fato de ser filho de um assassino);
- Jin Ki Joo como Han Jae Yi / Gil Nak Won (uma mulher com um transtorno do pânico que sonha em se tornar atriz como sua mãe, e apesar de ter sofrido muito, ela supera isso e jura viver bem);
- Heo Joon Ho como Yoon Hee Jae (pai de Chae Do Jin. Um serial killer psicopata que no passado, deu "carinho" ao filho, sem demonstrar sua real faceta; não demonstra remorso por seus crimes);
- Kim Kyung Nam como Yoon Hyun Moo (irmão mais velho de Chae Do Jin; tem uma personalidade violência e sempre desejou a atenção do pai);
- Seo Jeong Yeon como Chae Ok Hee (mãe de criação de Che Do Jin)
- Kim Seo Hyung como Park Hee Young (repórter carniceira que não cansa de "botar" o dedo na ferida de Chae do Jin e Han Jae Yi; ela fez carreira usando o caso de Yoon Hee Jae, lançou uma biografia do psicopata e não "larga o osso").

Minha opinião: Amei! Amei!
Vocês estão cansados de saber que amo um bom drama. Drama mesmo, daqueles que acaba com a gente, que nos desestabiliza... e "Come and Hug Me" faz bem o seu papel.
A trama gira em torno de Yoon Na Moo e Gil Nak Won, dois jovens que se conheceram e se apaixonaram 12 anos atrás, quando ambos tinham 16 anos. A história deles tinha tudo para ser mais uma linda e simples história de amor, não fosse o fato de que o pai de Na Moo, um psicopata, fosse um serial killer... e assassina cruelmente os pais de Nak Won.
Desde o início sabemos que os pais de Nak Won foram assassinados pelo pai de Na Moo, que ele foi preso e está cumprindo pena por seus crimes (mais de 12 assassinatos!), mas não sabemos exatamente como isso aconteceu.
Nos primeiros capítulos, somos apresentados aos personagens em 2015, nove anos após o crime que chocou o país. A mãe de Gil Nak Won era uma atriz famosa e querida, que decidiu dar uma pausa na carreira para se dedicar á família, mudando-se para o interior. Talvez por isso o caso tenta tido tanta visibilidade na mídia e ainda esteja na memória de todos.

2 de agosto de 2018

Na Telinha ou na Telona... #133

Olá gente lindaaaa!
Hoje vim falar sobre "Miss Hammurabi" (Senhorita Hammurabi), um HINO coreano que foi exibido recentemente.
O dorama foi ao ar de 21 de maio a 16 de julho de 2018, pela emissora sul-coreana JTBC.

Sinopse: Park Cha Oh Reum é uma juíza novata e extremamente idealista. Ela cresceu em uma família comum e sabe como é não ter poder e nem a ajuda da lei. Ela quer ser a protetora das pessoas necessitadas. Apaixonada e determinada, ela encara a corte como seu palco para a justiça. Im Ba Reun é um companheiro juiz. Ele segue rigidamente as regras e vem de uma família bem-sucedida. Ele luta pelos princípios e pelas regras. Sendo determinado e honesto, ele trabalha apenas com o cérebro, sem envolver seu coração. Han Se Sang é o juiz com mais experiência entre eles. Realista e com grande entendimento das leis, ele monitora os jovens juízes enquanto lutam pela lei - ou entre eles mesmos. Juntos, os três juízes cuidam de casos e percebem que servir a justiça não é tão simples quanto ler o Código de Hamurabi.

 ELENCO PRINCIPAL:

- Go Ara como Park Cha Oh Reum (uma juíza novata, apaixonada e idealista que permanece fiel às suas crenças e defende a justiça. Em pouco tempo, fica conhecida por defender sempre o lado mais fraco);
- Kim Myung Soo as Im Ba Reun (um juiz adjunto conhecido por fazer seu trabalho e seguir as regras, tudo isso de um modo metódico, sem se importar muito com as pessoas ao seu redor; isso começa a mudar com a chegada da juíza novata, seu primeiro amor);
- Sung Dong Il as Han Se Sang (um juiz sênior com anos de experiência e conhecimento que entende as duras realidades da vida. Apesar de caloroso, é bastante temperamental, seu mal-gênio é conhecido em todo o tribunal);
- Ryu Deok Hwan as Jung Bo Wang (um juiz adjunto do Departamento 43; conhece quase tudo sobre todos e é amigo de Im Ba Reun);
- Lee Elijah as Lee Do Yeon (uma taquigrafa do Departamento 44; ela é linda, eficiente e misteriosa, gerando curiosidade entre os colegas de trabalho, que fazem mil suposições sobre o trabalho que ela diz ter no turno da noite).

Minha opinião: Amei! Amei! Amei!!
"Miss Hammurabi" é um drama jurídico, ou seja, que se passa quase que completamente em um um tribunal. Isso quer dizer que além de acompanharmos as histórias dos personagens centrais, também conhecemos diferentes casos a serem resolvidos por eles.
Não vou negar, apesar de assistir pouco doramas desse gênero, sempre que assisto sou fisgada logo no início (assim como acontece com dramas médicos).
Mas o diferencial de "Miss Hammurabi" (além da protagonista sensacional, da qual vou falar mais adiante nesta resenha), são os temas abordados, sempre evidenciando o machismo, sexismo e misoginia presentes na sociedade coreana atual (e não apenas coreana, vale lembrar). Casos como estupro, assédio e violência contra a mulher são abordados em mais de um episódio, e são mostrados vários pontos de vista, de modo que percebemos o quão enraizados alguns pensamentos e comportamentos estão nas pessoas, independentemente do gênero, e na sociedade como um todo.
Nossa protagonista, Park Cha Oh Reum, acaba de se tornar juíza, e começa a trabalhar com o juiz sênior Han Se Sang e o juiz adjunto Im Ba Reun, e embora eles discordem em alguns aspectos, discutam, etc., acabam desenvolvendo um vínculo de amizade e companheirismo.
No entanto, a chegada de Oh Reum ao tribunal não é tão pacífica, e em pouco tempo, por não entender e aceitar certos comportamentos dentro e fora do tribunal, principalmente quando tais comportamentos intimidam, machucam e prejudicam os mais fracos, a juíza novata é apelidada de Miss Hammurabi, fazendo referência a um rei babilônico do século XVIII a.C., que acredita-se ter criado o Código Hammurabi, encontrado em 1901, que apresenta 282 leis. Quem nunca ouviu a expressão "olho por olho, dente por dente"? Pois bem, vem desse código Hammurabi, e determina que a pena por algum crime cometido não deve ser uma vingança desmedida, mas proporcional à ofensa cometida pelo criminoso.