Autor(a): Françoise Héritier
Número de páginas: 108
Sinopse: Nesta meditação, nesta espécie de poema em prosa em homenagem à vida, totalmente íntimo e sensorial, a renomada antropóloga Françoise Héritier vai atrás das pequenas coisas agradáveis (às vezes nem tanto) às quais aspira o mais profundo do nosso ser: as imagens e as emoções, os momentos marcados de recordações que dão sabor à vida, que a tornam mais rica e mais interessante do que muitas vezes acreditamos que ela seja, e que nada nem ninguém poderá nos tirar, nunca, jamais!
Olá gente lindaaaa!
Hoje trago a resenha de um livro que me surpreendeu de diversas formas diferentes, tanto pelo fato de eu ter iniciado a leitura sem ao menos saber do que se tratava (entendam, trata-se de um livro que comprei em 2014 apenas por estar na promoção, sem nunca ler a sinopse), como também por ser tão simples e ao mesmo tempo tão sensível e real.
Logo nas primeiras páginas, ainda na apresentação do livro, a autora explica que o livro surgiu quando ela recebeu uma carta de um amigo e resolveu respondê-la listando pequenas coisas agradáveis (ou não) que, segundo ela, fazem a vida valer a pena, aquilo que ela chama de "sal da vida", aquilo que dá gosto, dá sabor à nossa existência.
"Existe, sim, uma forma de leveza e de graça no simples fato de existir, que vai além das ocupações profissionais, além dos sentimentos poderosos, além dos engajamentos políticos e de todos os gêneros, e foi unicamente sobre isso que eu quis falar. Sobre esse pequeno plus que nos é dado a todos: O SAL DA VIDA." (página 10)
Sem nenhuma ordem específica a autora vai listando aquilo que ela acredita ser o sal de sua vida, e por mais simples e "insignificantes" que essas coisas possam parecer, o leitor (eu, no caso) acaba se identificando e compreendendo os motivos de cada item estar na lista. A vida é feita, afinal, de pequenas coisas, pequenas conquistas, pequenas perdas, pequenos acontecimentos. Nós é que não sabemos dar o devido valor às coisas.















