Editora: Martin Claret
Autor(a): Elizabeth Gaskell
Número de páginas: 744
Sinopse: Margaret Hale é uma mulher forte, filha de um ministro religioso, que se muda para a cidade de Milton, no norte da Inglaterra. Margaret vê o sul, lugar onde nasceu como símbolo do idílio rural, o triunfo da harmonia social e do decoro. Imagem que se contrapõe com o norte e seu ambiente sujo, rude e violento. Ela se depara com a difícil realidade da população local, encontra novas amizades e o surgimento de uma crescente atração por John Thornton, dono de uma fábrica têxtil.
Olá gente lindaaa!!
Já faz um tempinho que concluí a leitura dessa romance social sensacional, mas só hoje consegui um tempinho pra vir aqui dividir mina experiência de leitura com vocês.
"Norte e Sul" foi o livro livro da segunda edição da
#LeituraColetiva organizada por mim e outras blogueiras (mais informações
aqui e
aqui). E... que surpresa boa!
"Norte e Sul" é um clássico escrito em 1854, mas publicado no Brasil apenas em 2011. Eu conheci a história, anos atrás, por meio da adaptação televisiva do romance, produzida pela BBC em 2004. Desde então decidi que leria o livro (embora na época ainda não houvesse nenhuma edição publicada no Brasil). Então, quando foi preciso decidir qual seria segunda leitura em conjunto, não precisei pensar muito para sugerir que lêssemos um dos romances mais famosos de Gaskell.
No início do livro, quando conhecemos
Margaret Hale, a jovem de 19 anos que foi criada em pelos tios em Londres e agora acaba de voltar "para casa", para viver novamente com os pais no interior rural da Inglaterra, confesso que lembrei de
"Mansfield Park", de
Jane Austen. Mas, que bom que a semelhança entre os dois romances para por aí. Diferentemente da "apagada"
Fanny Price,
Margaret é uma personagem com muita personalidade, muita força, muita bondade e um tiquinho de "nariz empinado".
Margaret mal acaba de se restabelecer em seu lar de infância, de onde tanto sentia falta e precisa lidar com mais uma mudança. Seu pai, um pároco querido pela vizinhança e famoso por seus sermões, decide que deixar de pregar, ele tem dúvidas quanto ao que sempre acreditou e não se sente confortável em continuar sendo um pároco. Assim, após algumas providências, ele parte com a esposa e a filha para Milton, uma cidade industrial. Ele não poderia ter escolhido um lugar mais diferente de Helstone, onde vivia com a esposa.
"As carruagens tinham mais ferragens e menos madeira e couro em volta dos cavalos. As pessoas nas ruas, embora apresentassem um ar divertido, tinham a mente preocupada. As cores pareciam mais cinzentas, mais resistentes, não tão alegres e bonitas." (página 113)