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18 de fevereiro de 2019

RESENHA: Outros jeitos de usar a boca

Editora: Planeta
Autor(a): Rupi Kaur
Número de páginas: 208

Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

Olá gente lindaaaa!
Após conhecer a escrita sensível e certeira de Rupi Kaur em "O que o sol faz com as flores" fiquei louca para ler mais coisas da autora. E cá estou, trazendo a resenha de mais um livro de poemas que são afiados e letais como flechas envenenadas. 
O livro é dividido em quatro partes, respectivamente a dor, o amor, a ruptura e a cura, abordando temas como abuso infantil, estupro, assédio, machismo, entre outros igualmente sérios, incômodos... e necessários.
Mais uma vez, não sei muito bem como resenhar esse livro sem apresentar alguns dos meus poemas favoritos para que vocês tirem suas próprias conclusões. Confiram abaixo algumas quotes de cada uma das quatro partes do livro.

10 de setembro de 2018

RESENHA: A princesa salva a si mesma neste livro (As mulheres têm uma espécie de magia #1)

Editora: LeYa
Autor(a): Amanda Lovelace
Número de páginas: 208

Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI A princesa salva a si mesma neste livro, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa A princesa salva a si mesma neste livro ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes ("A princesa", "A donzela", "A rainha" e "Você"), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito. 

Olá gente lindaaa!
Acho que caí nas graças das poesias feministas! Em julho, li "O que o sol faz com as flores", de Rupi Kaur, e me apaixonei. Ao procurar outros livros que o mesmo tipo de poesia, acabei me deparando com "A princesa salva a si mesma neste livro", e não deu outra: amei forte! Esse livro é o primeiro da trilogia "As mulheres têm uma espécie de magia", seguido por "A bruxa não vai para a fogueira neste livro", já publicado no Brasil, e "The Mermaid's Voice Returns in this One" (ainda inédito por aqui).

O livro, dividido em quatro partes (A princesa, A donzela, A rainha e Você), traz poesias sensíveis e ao mesmo tão fortes, tão reais, tão cruas... E vamos lendo, nos chocando e nos solidarizando.
Segundo informações presentes do site oficial da autora, as três primeiras partes (compostas de poesias sobre amor, perda, tristeza, abuso(?)), reúnem a vida da autora, o que faz com que as poesias sejam ainda mais impactantes. A quarta parte, com poesias mais inspiradoras, sobre cura, empoderamento, capacitação, etc., serve como uma nota ao leitor, um tipo de incentivo.

A Princesa (Parte I)
Nesta parte, as poesias focam bastante na relação da autora com o próprio corpo, com o próprio peso, como a constante imposição de um padrão de beleza inalcançável, com relacionamentos amorosos abusivos e, também, em sua relação problemática com uma mãe que, ao que parece, era ausente. Abaixo, dois das minhas poesias favoritas dessa parte:
"paus & pedras
nunca quebraram
                                      meus ossos,
mas palavras
fizeram eu
me deixar morrer de fome
até
                                      você poder
                                      ver todos eles."

- pele e osso. (página 26)
- o silêncio sempre foi o meu grito mais alto (página 40)
O segundo poema transcrito acima, trata-se, na verdade, do título de um poema em branco. O quão forte e certeiro é se deparar com uma página em branco e constatar que todo o "silêncio" contido na página é, na realidade, um grito? Confesso que fiquei arrepiada.

4 de setembro de 2017

RESENHA: Os homens explicam tudo para mim

Editora: Jangada
Autor(a): Rebecca Solnit
Número de páginas: 208

Sinopse: Em seu ensaio icônico “Os Homens Explicam Tudo para Mim”, Rebecca Solnit foca seu olhar inquisitivo no tema dos direitos da mulher começando por nos contar um episódio cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler”, sem lhe dar chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. A partir dessa situação, Rebecca vai debater o termo mansplaining, o fenômeno machista de homens assumirem que, independente do assunto, eles possuem mais conhecimento sobre o tema do que as mulheres, insistindo na explicação, quando muitas vezes a mulher tem mais domínio do que o próprio homem. Por meio dos seus melhores textos feministas, ensaios irônicos, indignados, poéticos e irrequietos, as diferentes manifestações de violência contra a mulher, que vão desde silenciamento à agressão física, violência e morte. Os Homens Explicam Tudo para Mim é uma exploração corajosa e incisiva de problemas que uma cultura patriarcal não reconhece, necessariamente, como problemas. Com graça e energia, e numa prosa belíssima e provocativa, Rebecca Solnit demonstra que é tanto uma figura fundamental do movimento feminista atual como uma pensadora radical e generosa.

Olá gente lindaaa!!
Hoje vim falar de mais um livro feminista, porque sim, porque a cada dia que passa eu penso que precisamos falar sobre as questões de gênero, mais do que nunca (a exemplo disso, confiram este post que fiz na Fanpage!).
"Os homens explicam tudo para mim" é um livro que reúne ensaios feministas (escritos entre 2008 e 2014) da jornalista, historiadora e escritora Rebecca Solnit. Esses ensaios apresentam diversos exemplos reais de casos extremos de misoginia, machismo e da luta diária de toda mulher, evidenciando o fato de que nascer mulher e existir plenamente em nossa sociedade é quase um ato revolucionário.

No primeiro ensaio, "Os homens explicam tudo para mim", a autora apresenta uma situação inusitada pela qual passou, quando um homem ficou por vários - e longos - minutos falando de um livro que ela PRECISAVA ler, sem ao menos lhe dar oportunidade (ou espaço na conversa) para explicar que ela própria era a autora do tal livro. Isso seria um exemplo isolado, se cada uma de nós, mulheres, não tivesse um exemplo parecido para contar.

21 de agosto de 2017

RESENHA: Para educar crianças feministas - um manifesto

Editora: Companhia das Letras
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Número de páginas: 96

Sinopse: Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.
Olá gente lindaaa!!
Hoje vim falar sobre um livro super curtinho que deveria estar na cabeceira de todo ser humano. Sério. Eu já li "Sejamos todos feministas" da autora e assisti algumas falas dela no TED, por isso a admiro há um bom tempo, mas acho que dentre tudo o que eu já tive o prazer de conhecer de Chimamanda Adichie, "Como educar crianças feministas" é o que mais toca em pontos essenciais no que diz respeito a questões de gênero: para termos um mundo melhor para mulheres e homens, é preciso que a educação de meninos e meninas seja exatamente a mesma. Igualdade total e completa.
"[...] penso que é moralmente urgente termos conversas honestas sobre outras maneiras de criar nossos filhos, na tentativa de preparar um mundo mais justo para mulheres e homens." (página 8)
Embora eu não tenha filhos e, confesso, não pretenda ter, tenho dois sobrinhos e mais de uma vez ouvi alguém da família dizendo ao meu sobrinho para "falar como um homem", ou para não pegar os ursinhos da tia Amanda "porque são coisas de menina" e etc, e isso sempre me incomodou. Como uma criança de quatro anos pode falar como um homem? Ele deve falar como uma criança! Que história é essa de "coisas de meninas"? Brinquedos são apenas brinquedos e são feitos para crianças. Brinquedos e brincadeiras não têm gênero.