24 de novembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 1 a 16)

Olá gente lindaaaa!
A #LeituraColetiva de "O conto da aia", de Margaret Atwood, já começou. Uhullll!
Na última semana foram lidos os capítulos de 1 a 16, e este post reúne minhas quotes favoritas dessa primeira parte do livro.
Confiram!


"Nós ansiávamos pelo futuro. Como foi que aprendemos aquilo, aquele talento pela insaciabilidade? (página 11)
"Tento não pensar demais. Como outras coisas agora, os pensamentos devem ser racionados. Há muita coisa em que não é produtivo pensar. Pensar pode prejudicar suas chances, e eu pretendo durar. Sei por que não há nenhum vidro, na frente do quadro de íris azuis, e por que a janela só se abre parcialmente e por que o vidro nela é inquebrável. Não é de fugas que eles têm medo. Não iríamos muito longe. São daquelas outras fugas, aquelas que você pode abrir em si mesma, se tiver um instrumento cortante." (página 16)
"Os jovens são com frequência os mais perigosos, os mais fanáticos, os mais nervosos com suas armas. Ainda não aprenderam com o tempo sobre as coisas da vida. Você tem que ir bem devagar com eles." (página 31)
"Nós parecíamos capazes de escolher naquela época. Éramos uma sociedade que estava morrendo, dizia Tia Lydia, de um excesso de escolhas." (página 36)
"Estamos fascinadas, mas ao mesmo tempo sentimos repulsa. Elas parecem despidas. Foi preciso tão pouco tempo para mudar nossas ideias a respeito de coisas como essa.
Então penso: eu costumava me vestir assim. Isso era liberdade."
(página 40)
"Aprendemos a ver o mundo aos arrancos, em arquejos, como se prendendo a respiração." (página 42)
"Conto, em vez de escrever, porque não tenho nada com que escrever, de todo modo, escrever é proibido. Mas se for uma história, mesmo em minha cabeça, devo estar contanto-a para alguém. Você não conta uma história apenas para si mesma. Sempre existe alguma outra pessoa.
Mesmo quando não há ninguém."
(página 52)
"Eu os tenho, esses ataques de passado, como uma vertigem, uma onda engolfando e passando por cima de minha cabeça. Por vezes isso quase não pode ser suportado." (página 65)
"Eu me ajoelhei para examinar o piso do armário e lá estava, escrito em letras minúsculas, bem recentes, parecia, riscadas com um alfinete ou talvez apenas uma unha, no canto onde caía a sombra mais escura: Nolite te bastardes carborundorum." (página 65)
"Meu nome não é Offred, tenho outro nome que ninguém usa porque é proibido. Digo a mim mesma que isso não tem importância, seu nome é como um número de telefone, útil apenas para os outros; mas o que eu digo a mim mesma está errado, tem importância sim. Mantenho o conhecimento desse nome como algo escondido, algum tesouro que voltarei para escavar e buscar, algum dia." (página 103)

"Ele tem alguma coisa que não temos, tem a palavra. Como a desperdiçamos, um dia." (página 109)
"Elas punham para tocar uma gravação em disco, a voz era de um homem. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é um reino dos céus. Bem-aventurados os misericordiosos. Bem-aventurados os mansos. Bem-aventurados os que se calam. Eu sabia que este último eles tinham inventado, sabia que estava errado, e que tinham excluído partes também, mas não havia nenhuma maneira de verificar. Os Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.Ninguém disse quando." (página 109)
"Rezo silenciosamente: Nolite te bastardes carborundorum. Não sei o que significa, mas me soa correto, apropriado, e terá que servir, porque não sei mais o que dizer a Deus. Não agora." (página 111)
"Talvez eu esteja louca e isto seja algum novo tipo de terapia.
Gostaria que fosse verdade; então eu melhoraria e isto acabaria."
(página 115)

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

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