Autor(a): Mel Duarte
Número de Páginas: 76
Sinopse: Em versos que retratam as inquietações, provocações, sensações, angústias e prazeres da vida pela ótica de uma mulher negra, a obra é dividida em três capítulos que dão título ao trabalho. Em "Negra", a autora problematiza questões raciais, o preconceito e a solidão da mulher negra. "Nua" trata de desejos, sensações e prazeres. Por fim, em "Crua", o lado visceral e combativo da poeta se revela.
Olá gente lindaaa!
Quem acompanha o blog (ou apenas conferir as resenhas disponíveis) sabe que eu não sou muito "chegada" das poesias, mas recentemente tenho me interessado mais por esse tipo de expressão verbal... e tenho amado.
"Negra Nua Crua" é o segundo livro publicado da poeta brasileira Mel Duarte, e retrata muito da realidade da mulher negra, suas lutas, suas conquistas, sua resistência...
Acho que eu não poderia trazer a resenha desse livro em melhor hora, já que estamos em tempos tão estranhos, enfrentando a confusão dos espíritos, tanto apagamento da história, tanto ódio gratuito... tanta gente tentando fazer com que sintamos vergonha de existir, medo de existir.
Eu sou branca (como vocês sabem), por isso nada sei sobre a luta de uma mulher negra, mas sou mulher... sei bem o que é ser mulher na nossa sociedade. E temo pelo que ser mulher nos tempos vindouros.
Diferentemente dos outros livros de poesia feminista que resenhei aqui (O que o sol faz com as flores e A princesa salva a si mesma neste livro), "Negra Nua Crua" é um pouco diferente, tem uma cadência diferente, mais ritmada.... e eu praticamente consegui visualizar cada poesia sendo declamada em um slam ou cantada na forma em um belo rap.
Abaixo apresento os trechos que mais me marcaram em cada uma das três partes que compõem e dão nome ao livro: Negra, Nua e Crua.



