31 de dezembro de 2018

RESENHA: O conto da aia

Editora: Rocco
Autor(a): Margaret Atwood
Número de páginas: 368

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Olá gente lindaaaaa!!
Para encerrar o ano de 2018 (e todas as bizarrices que aconteceram ao longo desse ano, como a eleição do coiso, por exemplo), finalmente trago a resenha de "O conto da aia", que foi o livro lido na terceira edição da nossa #LeituraColetiva.
Preciso começar essa resenha dizendo o quanto fiquei surpresa-assustada-apavorada com o fato de o livro, mesmo tendo sido escrito há mais de 30 anos, se mostra tão atual, tão possível... tão profético (?).

Na primeira parte do livro pouca coisa acontece. Basicamente conhecemos o cotidiano de Offred, que ao que tudo indica é um tipo de serva. Mas, no geral, é tudo muito vago. Pelo fato de o cotidiano de Offred ser monótono, cheio de dias repetitivos, confesso que fiquei aflita por mais informações, mais detalhes. Sou muito curiosa, não consigo evitar.
A princípio, o que sabemos é que a história se passa em uma sociedade teocrática em que as pessoas são divididas e classificadas e devem (querendo ou não) viver de acordo com aquilo que lhes é estipulado. Offred, por exemplo, é uma aia.  E suas funções são explicadas mais adiante: ela tem a função de viver discretamente na casa de seu Comandante e cumprir com seus deveres "sexuais" uma vez por mês, em um tipo de ritual bizarro, na presença da Esposa (como são chamadas as esposas dos comandantes, sempre sem um nome próprio que as diferencie), a fim de lhe dar um filho (que, claro, será criado pelo Comandante e a Esposa, enquanto a aia será enviada para outra casa, a fim de oferecer um filho a outra família). Aias são, portanto, meros receptáculos.
"Meu nome não é Offred, tenho outro nome que ninguém usa porque é proibido. Digo a mim mesma que isso não tem importância, seu nome é como um número de telefone, útil apenas para os outros; mas o que eu digo a mim mesma está errado, tem importância sim. Mantenho o conhecimento desse nome como algo escondido, algum tesouro que voltarei para escavar e buscar, algum dia." (página 103)

27 de dezembro de 2018

Na Telinha ou na Telona... #140

Olá gente lindaaaa!
Hoje vim trazer a última indicação de dorama do ano, desta vez um dorama para quem gosta de suspense, de tensão, de ficar com "os miolos" bagunçados de tanto criar teorias e para quem gosta de um bom drama. Estou falando de "The Smile Has Left Your Eyes" (O sorriso deixou seus olhos), também conhecido como "100 Million Stars From Sky" (100 milhões de estrelas do céu), que tem o protagonista mais misterioso, enigmático e sinistro de todos os tempos.. até certo ponto da história.
"The Smile Has Left Your Eyes", que foi exibido pela emissora tvN (sua linda!) de 3 de outubro a 22 de novembro de 2018, é um remake de um J-drama chamado "Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi" (Hundred Million Stars From the Sky), exibido em 2002.

Sinopse: Yoo Jin Kook é um detetive veterano de homicídios que está se cansando do seu emprego. O único consolo em sua vida é sua irmã mais nova, Yoo Jin Kang. Ele a venera e a protege como se fosse um pai, desde que eles perderam seus pais.
Quando Jin Kook começa a investigar o suicídio de uma estudante em uma universidade, ele não consegue evitar o pressentimento de que o namorado da estudante, Kim Moo Young, pode ter sido responsável por sua morte.
Moo Young parece ser um cara legal que trabalha em uma micro cervejaria coreana, mas ele também parece ter um lado obscuro. Quando Moo Young conhece Jin Kang e eles começam a desenvolver um relacionamento, Jin Kook fica determinado a impedir esse relacionamento. Mas será que Jin Kook conseguirá proteger Jin Kang quando ela mais precisar?

ELENCO PRINCIPAL:

- Seo In Guk como Kim Moo Young (assistente numa micro cervejaria artesanal. Ele é indiferente na superfície, ainda tem uma inocência infantil nele);
- Jung So Min como Yoo Jin Kang (designer de publicidade que perdeu seus pais em um acidente quando ela era jovem e foi criada pelo irmão, o detetive Jin Gook);
- Park Sung Woong como Yoo Jin Gook (irmão mais velho de Yoo Jin-kang, detetive de homicídios há 27 anos);
- Seo Eun Soo como Baek Seung Ah (filha de uma família rica e melhor amiga de Jin Kang);
- Go Min Si como Im Yoo Ri (uma garota que Moo Young resgatou de cometer suicídio e acaba ficando obcecada por ele).

Minha opinião: Amei! Amei! Amei!
Um mês após terminar esse dorama eu finalmente me sinto pronta (mais ou menos) para dividir minha experiência com vocês. Não sei se um dia vou superar o final, mas sigo tentando haha.
Por se tratar de um remake, durante a exibição de todo o drama, foi impossível não receber alguns possíveis spoilers sobre a versão original, de modo que metade do tempo eu procurava informações sobre a história, e na outra metade eu torcia para que houvesse alguma mudança no desenrolar da trama. Sabem como é, dorameiro sofredor AMA sofrer, mas tem uma esperancinha até o final. Tipo, "Deus me livre, mas quem me dera" hahahah
Já no início do dorama acompanhamos um caso de suicídio de uma universitária, suicídio esse que não convence o detetive Yoo Jin Gook, embora este não esteja responsável pela investigação do caso.
Por alguma razão, suas suspeitas acabam apontando para o misterioso, frio e aparentemente manipulador Moo Young, uma mestre cervejeiro, que trabalha em uma cervejaria artesanal.

10 de dezembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 32 a 46 + notas históricas)

Olá gente lindaaa!
Nossa #LeituraColetiva de "O conto da aia" chegou ao fim e... que fim!
Confiram minhas quotes favoritas dessa terceira e última parte do livro, especificamente dos capítulos de 32 a 46 + notas históricas.

Confiram minhas quotes favoritas dos capítulos de 1 a 16.
Confiram minhas quotes favoritas dos capítulos de 17 a 31.



"Não se pode fazer uma omelete sem quebrar os ovos, é o que diz. Pensamos que faríamos melhor.
Melhor?, digo em voz baixa, apagada. Como ele pode pensar que isto é melhor?
Melhor nunca significa melhor para todo mundo, diz ele. Sempre significa pior, para alguns." (página 251)
"Da maneira como fazemos estão protegidas, podem realizar seus destinos biológicos em paz. Com pleno apoio e encorajamento. Agora, diga-me. Você é uma pessoa inteligente, gosto de ouvir o que pensa. O que foi que deixamos de levar em conta?
Amor, respondi." (página 261)
"Há alguma coisa errada, querida?, dizia a velha piada.
Não, por quê?
Você se mexeu.
Apenas não se mexa." (página 263)

2 de dezembro de 2018

#LeituraColetiva - O conto da aia | #quotes (capítulos de 17 a 31)

Olá gente lindaaaa!
Na última semana demos continuidade a nossa #LeituraColetiva de "O conto da aia", de Margaret Atwood, e lemos os capítulos de 17 a 31.
Confiram minhas quotes favoritas!



"Se eu pensasse que isso nunca mais aconteceria eu morreria.
Mas isso está errado., ninguém morre por falta de sexo. É por falta de amor que morremos. Não há ninguém que eu possa amar, todas as pessoas que eu podia amar estão mortas ou em outro lugar."
(página 125)
"Acredito na resistência do mesmo modo que acredito que não pode haver luz sem sombra; ou melhor, não pode haver sombra a menos que também haja luz." (página 128)
"Nenhuma esperança. Sei onde estou, e quem sou, e que dia é hoje. Esses são testes, e estou sã. A sanidade é um bem valioso; eu a guardo escondida como as pessoas antigamente escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente, quando chegar a hora." (página 133)