27 de abril de 2015

RESENHA: O Caminho Certo

Autor(a): Ana C. Martines
Número de Páginas: 360

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Sinopse: Até onde a morte pode mudar a vida de uma pessoa? Paloma sempre teve tudo o que quis, até ver seu mundo desmoronar no dia em que sua mãe comete suicídio. Na longa busca pela superação conhece Ricardo, um rapaz intenso, pronto para virar sua vida de cabeça para baixo. Ela é mimada, ele não quer entregar seu coração novamente. No entanto, ambos carregam cicatrizes do que já viveram. Um romance trágico e improvável. Qual será o caminho certo?
Um grande amor é capaz de curar um coração partido?

Olá gente lindaaa!
Hoje venho falar de uma grata surpresa que tive na última semana, a leitura de "O Caminho Certo", o livro de estreia da autora e blogueira Ana Martines.
A Ana me enviou o pdf do livro e eu logo me comprometi a ler e resenhas, mas confesso que não esperava muito da história. Talvez pela pouca idade da Ana (apenas 18 aninhos), eu acreditei que a história seria bem água com açúcar e não esperava uma escrita tão madura e uma história tão bem desenvolvida. Vou falar para vocês algo que eu já disse para ela, o livro (que é do gênero New Adult) não fica devendo em nada para livros do gênero que as editoras vivem importando de fora. Por esse motivo, fiquei super feliz em saber que o livro foi aprovado por uma editora (e ainda está sendo analisado por mais duas), o que significa que em breve termos o livro físico circulando por aí. Parabéns, Ana! Você merece isso e seu livro merece ler lido por muitos e muitos leitores.

O livro, que é narrado em primeira pessoa (alternando os pontos de vista de Paloma e Ricardo), se inicia com uma data importante na vida de Paloma, seu aniversário de 18 anos. Era a única coisa que faltava para sua vida ser perfeita: liberdade para fazer tudo o que ela já fazia "por baixo dos panos". Paloma sempre teve tudo o que quis, é rica, mimada, popular e invejada por todos. Por onde anda é notada, abraçada, paquerada. Enfim, nunca passa despercebida.
Filha única de um casal super apaixonado, ela nunca precisou de nada, pois nada lhe faltou. Tem um cartão de crédito sem limites sempre a mão, frequenta as melhores festas, fica com os mais gatinhos (mesmo que nem consiga se lembrar de seus nomes no dia seguinte) e participa das festas mais badalada. Tudo mais do que perfeito.
"– É Miguel. – Gritou, interrompendo minha fuga. – Meu nome. Miguel. – Repetiu um pouco mais baixo.
– Você já sabe o meu. – Falei. Virei o rosto e sorri para ele, feliz com o seu esforço para se aproximar de mim. Miguel. Não merecia ter o nome esquecido.
Só que ao chegar em casa, dez minutos depois, não lembrava nem com que letra começava seu nome."
(página 7)
Entretanto, tudo isso muda exatamente no dia em que acreditava que conquistaria sua liberdade. Ao chegar do colégio, preparada para muitos beijos, abraços e planos de comemoração por parte dos pais, que nunca deixaram a data passar em branco, Paloma encontra a casa silenciosa. Eles haviam esquecido do seu aniversário?
Ao entrar no banheiro, porém, a realidade é muito pior do que o simples esquecimento de uma data importante, na banheira está sua mãe. Coberta de água e muito sangue. Sem vida há sabe-se lá quantas horas. Sua mãe se suicidou no dia do seu aniversário. 
Seu pai, por outro lado, está fora de casa como sempre. Está no trabalho, como sempre. As pessoa sempre têm suas prioridades, a de seu pai sempre foi o trabalho, o status, a sua imagem na sociedade. Por que Paloma nunca se deixou perceber isso? Por que ela sempre preferiu se enganar ao imaginar a própria vida como um conto de fadas?
Sua vida era uma farsa. Sua família não era perfeita e, se ela fosse sincera consigo mesma, admitiria que não se importava. O que lhe interessava era sua própria vida, sua própria popularidade, sua fama no colégio e na cidade. Seus muitos amigos (falsos), seus muitos pretendentes (interesseiros), sua vida perfeita (falsa e vazia). Sua mãe precisou se matar para que ela desse conta de que tudo não passava de uma farsa. E seu caminho de dores e tristezas estava apenas começando.
"E, neste momento, eu merecia o seu abraço. Precisava dele. O dia havia sido cansativo, por mais que tenha recebido muita atenção. Sabia que nenhuma era verdadeira, eles só queriam um pouco da minha fama. Ou da minha beleza, talvez. E este era o único problema de ter tudo: nunca sabia o que queriam de mim." (página 7)
É justamente quando está passando por tudo isso que Paloma conhece o lado bom das pessoas. Não das pessoas com quem sempre conviveu, não dos seus chamados "amigos", mas de quem menos poderia ter imaginado. Um desconhecido. Sim, um desconhecido, afinal eles só se falaram uma vez num corredor... Miguel, ao contrário do que se poderia imaginar, não é um pretendente. Ele só quer ser amigo de Paloma por, talvez, ter enxergado nela algo que nunca ninguém havia notado.
Ao conhecer Ricardo, irmão de Miguel, porém, apesar da atração inegável entre eles, não poderiam ser mais diferentes (embora tão iguais) e se detestarem mais. Ambos possuem seus pré-conceitos um em relação ao outro, mas a convivência, sempre conturbada e, de certa forma, forçada pela situação, faz com que seja cada vez mais difícil se manterem separados e hostis. Um velho clichê, a garota rica mimada com o cara pegador e cafajeste. Vocês podem me perguntar, tem como esses ingredientes ainda funcionarem em um livro? CLARO QUE SIM! 
Ricardo, assim como Paloma, também carrega o mundo nas costas. tem um passado igualmente assombrado com a morte e outros demônios. Após conviver com Paloma e presenciar seu crescimento e sua mudança, Ricardo sente-se cada vez mais atraído por ela. Quer protegê-la. Por isso, faz de tudo para evitar que se relacionem. Ele tem certeza de que ele só pode fazer mal à ela. Não é o cara que ela merece. Ele precisa protegê-la dele mesmo. A partir daí a relação desses dois vira um verdadeiro cabo de guerra.
"– Você acredita nisso? Acredita que o amor é capaz de superar a morte? – Perguntei, confuso pelos sentimentos em conflito.
– Eu... Eu acho que sim. – Respondeu insegura do que dizia.
– Seja sincera.
– Tem amor que é forte o suficiente para curar qualquer ferida. – Falou, passando as mãos pelo meu rosto em um carinho que queria sentir para sempre.
– Mas e quando a pessoa não é capaz de amar? – Perguntei, buscando respostas em seu olhar.
– Quando a pessoa não é capaz de amar, ela não é capaz de viver.
– Você está viva? – Perguntei desesperado por uma resposta.
– Você está?
– Com você, eu estou. – Revelei sem nem pensar duas vezes. Nenhuma frase pareceu tão verdadeira como esta.
Paloma me olhou com brilho nos olhos, e enfim respondeu com a voz mais doce que já ouvi.
– Eu também estou.
Estávamos vivos, juntos. Isso era tudo o que importava."
(página 173)
***
Você já estão cansados de saber que eu adoro cartas em livros, né?! Por isso preciso dizer que amei um elementos que a Ana inseriu na história: o diário da mãe de Paloma. A mulher escreveu um diário para a filha... é como um conjunto de cartas escritas em diferentes fases da vida de Paloma. Adorei!
Aproveito esta resenha para dizer que achei as atitudes "finais" de Ricardo totalmente incompreensíveis. Beirou ao ridículo. Juro que queria encontrá-lo (não para agarrá-lo, como eu desejei desde o começo do livro) para enchê-lo de "porrada". rs Mas é claro que ele consegue se redimir (embora eu achei que ele merecia sofrer um pouco mais...#amandavingativa).
nem preciso dizer que recomento muitíssimo esse livro, né?!
Quanto a escrita da autora, eu me surpreendi com sua maturidade e fluidez´, encontrei apenas alguns probleminhas com colocações pronominais e tempos verbais, mas nada que uma nova revisão não resolva. Esse é o problema de revisarmos nosso próprio texto, acaba sempre passando uma coisinha ou outra. Mas acredito que quem não trabalha com revisão ou não seja chato (como eu) nem vai notar, rs.

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!


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