16 de outubro de 2017

RESENHA: Não me esqueças

Editora: Verus
Autor(a): Babi A. Sette
Número de páginas: 350

Sinopse: Em um cenário de contos de fadas, Babi A. Sette convida o leitor a mergulhar em um mundo novo, repleto do encantamento que somente um amor de almas gêmeas pode realizar
Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas. 
Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança.
Enquanto o austero Gareth tem a vida toda sob controle e resiste a mudanças, Lizzie está muito entusiasmada com suas explorações e descobertas. Porém a vida de ambos é alterada de maneira inexorável quando uma fatalidade transforma a tão sonhada aventura de Lizzie em pesadelo.
Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora, sem saber que finalmente poderão encontrar aquilo que só ousavam buscar em sonhos.
Olá gente lindaaa!
Sim, eu finalmente trago a resenha completa de "Não me esqueças", da autora Babi A. Sette. Nem vou dizer que eu adorei, pois posso soar repetitiva. Vocês sabem que sou apaixonada pela escrita e pelas histórias da Babi, então vamos direto à resenha.

Ah, confiram minhas Primeiras Impressões sobre o livro e a resenha que vis dos outros livros da autora: Entre o amor e o silêncio, A promessa da rosa, O despertar do lírio e Senhorita Aurora.

"Não me esqueças" se passa vinte anos após o último livro da série Flores da Temporada, e abre uma nova série de época da autora, mas temos o prazer de reencontrar personagens dos livros anteriores, já que a protagonista é filha de Arthur e Kathelyn, de "A promessa da rosa".
Tudo começa com Lizzie e seus frequentes sonhos com um lobo. Desde muito nova ela vive tendo estranhos sonhos com um lobo em uma floresta e, há um tempo, um homem também aparece em seus sonhos. mas esses sonhos nunca terminam bem, fazendo-a acordar assustada, angustiada e com a sensação de que tudo parece real demais.
"- Não vá! - ela gritou para o vale. - Não! - repetiu, derrotada e exausta.
A bruma se adensava, tornando-se espessa e sufocante, grossa como fumaça de caldeiras. Quente como respirar fogo.
Lizzie cobriu o rosto com as mãos e sacudiu a cabeça, os olhos queimavam lágrimas de frustração.
- Por que você nunca me espera? - protestou contra a paisagem oculta pela névoa." (página 8)
Apesar de ser filha do duque de Belmont, uma verdadeira dama inglesa, ela gosta mesmo é da cultura celta, dos "selvagens", como classifica sua avó. A frete de seu tempo, Lizzie é uma cabeça pensante, uma fã e pesquisadora da cultura celta e vive rodeada de seus manuscritos sobre o assunto ou tocando arpa celta nos eventos familiares, para o espanto dos mais convencionais.
Desde que debutou na sociedade, há quatro anos, e sofreu uma grande decepção amorosa, Lizzie está decidida a não se casar, a ser uma solteirona rodeada de manuscritos antigos sobre a cultura celta, sua grande paixão. E, ao receber um convite para passar a próxima temporada em terras escocesas, Lizzie se aproveita do "desespero" do pai diante de sua recusa em se casar e o faz acreditar que participar da temporada na Escócia será uma boa chance de tentar conhecer um possível pretendente. Assim, acompanhada de sua amiga e camareira, Camille (e praticamente uma tropa de homens que garantirão sua segurança), Lizzie embarca para a maior aventura de sua vida.
"Lizzie mordeu o lábio, com uma expressão zombeteira, e fechou os olhos ao declamar:
- Diathan! Oh, diathan! A'gabhail gu àm eile.
- O que você disse? - Camille perguntou, assustada.
Lizzie abriu a boca para responder, mas a dona da estalagem, que lhes servia a bebida, respondeu no lugar dela:
- A senhorita pediu para ser levada para outro mundo, outra época... e fez isso na língua que é ouvida pelas montanhas, rios e florestas dessas terras. - A senhora murmurou uma prece antes de sair." (páginas 50-51)
Porém, durante a viagem sua carruagem é atacada e roubada, e após um engano Lizzie é deixada para trás, enquanto Camille é levada em seu lugar pelos saqueadores (e sequestradores). Ferida e desnorteada, Lizzie corre sem rumo no meio do bosque até perder a consciênicia... e acorda em um castelo celta. O castelo dos seus sonhos. Com o lobo dos seus sonhos. E um homem mascarado, usando kilt. (#quero!) Mas... ao que tudo indica ela é uma prisioneira, não uma hóspide.
O homem que esconde o rosto atrás de uma máscara e tem uma voz de trovão é Gareth MacGleann, chefe do clã, que além de me arrancar suspiros, me fez arrancar meus cabelos e tão misterioso. Já no início, por meio de algumas conversas confusas, misteriosas e nada claras com sua tia Joyce, sabemos que Gareth parece ter uma ligação com Lizzie desde o passado ou, ao menos, saber mais sobre ela do que todos imaginam. 
"Quando tentou levar o ar para dentro dos pulmões, o que invadiu suas narinas, seu sangue e sua pele não foi simplesmente ar, e sim uma mistura de sol, luta, terra, madeira e floresta. Gareth MacGleann." (página 102)
E a presença de Lizzie no castelo não o deixa nada confortável, não apenas pelo fato de a jovem não estar segura, já que o clã a vê como uma ameça simplesmente por ser inglesa, uma sassenach, mas também porque ela o atrai mais do que ele gostaria de admitir.
"Gareth MacGleann, chefe do clã, líder destemido e inabalável, pela primeira vez na vida ficou com os joelhos bambos." (página 105)
Uma história de romance com um toque místico de sonhos, além de muita, mas muita informação sobre a cultura celta. Vê-se que a autora fez uma extensa e detalhada pesquisa, de modo que é fácil se sentir transportada para o castelo de Mag Mell, da famosa e mística lenda. Além disso, tem um ingrediente extra que sempre me encanta em todas as histórias: o destino. Quem não se encanta com uma história sobre almas gêmeas? Até mesmo eu, com meu coração peludo e pulguento (embora ainda um pouco romântico), fico suspirando com essas histórias. Além disso, quem não gosta de um escocês musculoso usando kilt? Em suas anotações, Lizzie dá especial atenção a essas duas coisas... 
"Os celtas sugerem que o tempo no ritmo da alma é eterno, portanto nada do que se vive é tempo perdido." (página 150)
"- Eu não vou desistir, nunca... Porque, com ela, somente o 'para sempre' teria sido suficiente." (página 317)
"Observando a natureza cíclica das coisas, devemos entender que tudo é cíclico, inclusive os momentos alegres e os tristes. Portanto, eles passam." (página 328)
***
Além de dizer que amei, assim como todos os livros anteriores da Babi, termino essa resenha dizendo que aguardo ansiosamente pelos próximos livros da autora, e vou logo pedindo por um livro para cada um dos irmãos de Lizzie, a começar pelo fofíssimo Steve (se bem que também quero ver alguém desengomar o cabideiro haha #entendedoresentenderão).
Se eu recomendo? Óbvio que sim! 
Babi, obrigada por mais essa linda história de amor! ❤ São palavras como as suas que ainda me fazem suspirar, esquecer dos problemas e da realidade (tão diferente desse lindo conto de fadas). ❤

Classificação: 

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

2 comentários

  1. Saudações Lady Amanda,
    Apesar de ter problemas com romances históricos (já me decepcionei bastante com a falta de informação e loucura insana de autores com parcas pesquisas) pela crítica, esse meu incômodo não seria problema. Mesmo sendo um romance e já imaginarmos o final, também não me parece óbvio demais, apesar dos clichês. Gosto da ambientação, a Escócia é incrível! O livro foi adicionado à lista de futuras leituras, principalmente pelo seu entusiasmos :)



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    1. Olá, Rainha Ana!
      Primeiramente, obrigada por seu comentário. Realmente, uma boa pesquisa fica evidente na escrita, né?! E nesse quesito a Babi sempre arrasa.
      Apesar nas coisas "óbvias" e clichês (que eu adoro", fui surpreendida várias vezes ao longo da leitura, e já aviso que no final há algumas revelações que fecharam com romance com chave de ouro.
      Terminei a leitura dias atrás, mas ainda estou com borboletas no estômago.

      Saudações!

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