2 de outubro de 2017

RESENHA: It: a coisa

Editora: Suma de Letras
Autor(a): Stephen King
Número de páginas: 1102

Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em “It: a coisa”, clássico de Stephen King, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.
Olá gente lindaaaa!
Não, vocês não leram errado: esta é mesmo uma resenha de "It: a coisa". Mas, como era de se esperar, não foi escrita por mim, que sou a mais medrosa das medrosas quando se trata de histórias de terror. Confiram o que nossa resenhista Ana Paula achou do livro que deu origem ao filme homônimo, que estreou recentemente nos cinemas.
***
Tudo começou com um barquinho de papel descendo pelas correntezas da rua em um dia chuvoso no Maine. George está orgulhoso do brinquedo feito pelo seu irmão mais velho, Bill, mas inesperadamente seu barco é levado pela água é cai em um bueiro. Ao abaixar para resgatá-lo, George dá de cara com um palhaço que está lá embaixo! Conversando com o palhaço, descobrimos que ele se chama Pennywise! Mas, ao contrário do que George esperava, ele não é seu amigo, e puxa o menino pelo braço para dentro do bueiro! George é a primeira vítima da história que conhecemos.
Todo o enredo (as longas 1102 páginas) gira, e é motivado, em torno deste acontecimento. Com o passar dos dias outras vítimas, todas crianças, são feitas e um comunicado dos gestores da cidade é feito: haverá toque de recorrer para toda a comunidade!
Há sete personagens principais que vamos conhecendo ao longo da leitura: Bev, Eddie, Richie, Ben, Bill, Mike e Stan; o chamado Clube dos Otários! O grupo não se conhece desde o começo da narrativa, é necessário muitas páginas para que o grupo se forme! Bill, irmão de George, é o “capitão” deles! É nele que confiam e é por ele que os amigos se juntam para uma missão: descobrir quem ou o quê mata as crianças e dar um fim nele. É lindo ver a amizade do grupo, eles são leais e possuem muito amor um pelo outro. 
"Talvez, pensou ele [Eddie], não existam coisas como amigos bons ou ruins. Talvez existam só amigos, pessoas que ficam ao seu lado quando você se machuca e que ajudam você a não ser sentir muito sozinho. Talvez valha a pena sentir medo por eles, sentir esperança por eles e viver por eles. Talvez valha a pena morrer por eles também, se chegar a isso. Não amigos bons, não amigos ruins. Só pessoas com quem você quer e precisa estar; pessoas que constroem casas no seu coração." (página 781)
O livro se divide em duas partes: a parte 1 se passa em 1958, quando o Clube dos Otários são ainda crianças. A segunda parte se passa 27 anos depois, quando as crianças já são adultas. Essa divisão tem um motivo: há uma teoria de que a “coisa” que assombra a cidade ressurge a cada 27 anos. Todos os personagens possuem uma descrição bem detalhada de suas vidas, suas fraquezas e seu convívio fora do grupo. Isso faz com que os conheçamos profundamente e nos identifiquemos com cada um deles.
"Acho que foi a primeira dor verdadeira que senti na vida [...]. Não foi como eu achava que seria. Não acabou comigo como pessoa. Acho... que me deu base de comparação, pude descobrir que ainda dava para existir dentro da dor, apesar da dor." (página 762)
O que percebemos lendo o livro é que a “coisa” que assombra a cidade pode se transformar em qualquer coisa, pois ela representa o medo que cada um tem. Então, ela adquire várias formas: uma múmia, um mendigo, um lobisomem... Estudando na biblioteca, Ben tem palpites de onde a “coisa” mora e há várias missões em busca de derrotar ela, antes que haja mais caos.
O livro é cheio de ensinamentos... No meio de tanto horror encontramos verdades sobre a amizade e o amor. Afinal, foi a amizade e a lealdade que uniu os personagens e os fizeram fortes o suficiente para derrotar a “coisa”. É de longe o livro mais extenso que já li, mas valeu a pena cada linha, cada capítulo! Não é a toa que Stephen King é considerado o mestre do terror!
"Talvez seja por isso que Deus nos fez crianças primeiro e nos colocou mais perto do chão, porque Ele sabe que é preciso cair muito e sangrar muito pra aprender essa simples lição. Você paga pelo que recebe, você é dono daquilo pelo que pagou... e mais cedo ou mais tarde, o que é seu volta pra casa, pra você." (página 88)
Classificação:


***
Esperamos que vocês gostem!!

Beijos e amassos!!

Um comentário

  1. Saudações Lady Amanda e Lady Ana Paula,

    Confesso que também sou muito medrosa e não me aventuro em nenhum livro do King. Mas o Duque é fascinado por terror e conhece bem todas as obras do autor. Então, querendo ou não - e por curiosidade - eu conheço a obra e fiquei de olho no que era relatado no filme. A ideia dele ser uma espécie de "bicho-papão" é fantástica, não há como negar. Assim como a obra e a construção dela também são bons, afinal, é muito sucesso e tempo na memória dos leitores para não ser bom.


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