12 de outubro de 2017

Na Telinha ou na Telona... #102

Olá gente lindaaaa!!!
Hoje vim falar sobre um dorama que deu o que falar, "The Bride of the Water God", também conhecida como "The Bride of Habaek" (A noiva do deus da água). Além de ter batido o record de dorama com menor audiência dos últimos tempos, também gerou uma série de reclamações em relação à falta de química entre os protagonistas.
“The Bride of the Water God” é uma série sul-coreana baseada em uma manhwa (de mesmo nome) que foi ao ar de 3 de julho a 22 de agosto de 2017.

Sinopse: O que você faria se tivesse que dar continuidade a uma estranha tradição familiar?
Yoon So Ah (Shin Se Kyung) é uma neuropsiquiatra pragmática, que luta para manter seu próprio consultório. Sua família recebeu a missão de servir Ha Baek (Nam Joo Hyuk), um deus da água encarnado, já há várias gerações. E agora, é a vez de So Ah dar continuidade ao legado da família. Ha Baek se apaixona por So Ah, mas precisará competir pelo coração da moça com Hoo Ye (Im Joo Hwan), o presidente de uma companhia de resorts que disputa um pedaço de terra com So Ah, mas acaba se apaixonando por ela.
Moo Ra (Krystal Jung) é uma deusa do Reino da Água que vive na Terra há centenas de anos. Moo Ra é atriz e ama Ha Baek, e não ficou nada satisfeita com a ideia de perdê-lo para So Ah. Enquanto isso, Bi Ryum (Gong Myung) é um deus do vento que sempre teve um amor não correspondido por Moo Ra, mesmo sabendo dos sentimentos dela por Ha Baek.
Pode um relacionamento entre uma mulher humana e um deus ter algum futuro?
ELENCO PRINCIPAL:

- Nam Joo Hyuk como Habaek (o deus da Água que está destinado a ser o Rei do Reino da Água e Imperador do reino dos Deuses; ao vir para a Terra cumprir uma missão, ele perde seus poderes e "se torna" um humano normal);
- Shin Se Kyung como So Ah (uma neuropsiquiatra que tem seu próprio consultório mas está passando por dificuldades e tem uma montanha de dívidas; seu sonho é ir embora para Vanuatu (um país na Oceania);
- Gong Myung como Bi Ryum (um deus do vento que é apaixonado por Moo Ra apesar de saber que ela ama Habaek; foi colega de faculdade de So Ah, embora ela não soubesse sua real identidade);
- Krystal como Moo Ra (uma deusa da água que vive entre os humanos há cem anos; por sua beleza, se torna uma atriz famosa; tem uma amor unilateral por Habaek);
- Lim Ju Hwan como Hoo Ye (um semi-deus que vive como um ser humano normal; é o CEO de um resort e principal rival dos deuses. Acaba se apaixonando por So Ah).


Minha opinião: Adorei!
Comecemos pelo começo: esse dorama é baseado em um manhwa (mangá coreano) que tem muitos fãs espalhados pelo mundo, mas eu não tive contato com a história original, de modo que minha opinião pode (com certeza!) divergir bastante da opinião de pessoas que conferiram as duas versões (original e adaptação) e fizeram suas comparações.
Habaek é o deus do Reino da Água e vive o Reino Divino, mas é enviado á Terra com a missão de as pedras dos deuses que estão guardadas com deuses guardiões. Sim, eu sei.... pura viagem!
Habaek está destinado a ser o imperador do Reino Divido, por isso após o cumprimento da missão ele deve voltar e assumir o trono. Parece bem simples, mas...
Ao chegar na Terra, especificamente em Seoul, além de perder as coordenadas que o levaria diretamente até os deuses guardiões, ele também perde a insígnia que o Sumo Sacerdote de deu, que serviria para chamar o criado dos deuses: um humano descendente de alguém que jurou sua lealdade (e de todos os seus descendentes) aos deuses. Por conta disso, sua estadia acaba se prolongando, já que encontrar esses deuses guardiões será como encontrar uma agulha no palheiro.
Habeak é arrogante e narcisista e não tem qualquer interesse nos humanos ou no mundo humano, mas tem de lidar com o fato de ter perdido seus poderes ao chegar à Terra, de modo que agora tem todas as limitações de um ser humano normal. A questão é: ele é um deus e está em um lugar em que nunca esteve, onde as pessoas agem de determinada maneira e onde ele não é referenciado e adorado... ai, ai...

So Ah, uma neuropsiquiatra maltratada pela vida cheia de dívidas e cheia de mágoas e rancores em relação ao pai, que desapareceu há anos, não faz ideia de sua condição de "criada dos deuses" e não acredita nas palavras incoerentes de Habaek, acreditando que ele tem problemas psicológicos.
Ao dar as costas ao deus da água, porém, a pouca paz de So Ah desaparece, já que ela começa a ouvir as plantas por onde quer que passe, de modo que não tem um segundo de descanso. Mas é mais fácil acreditar que está ficando louca ou que está exausta do que acreditar nas palavras do estranho desconhecido que se acha um deus.
Embora tente diagnosticar e ajudar na recuperação de pacientes com problemas psicológicos (os poucos pacientes que possui), So Ah tem dificuldade em superar os próprios traumas, todos decorrentes de uma infância conturbada por conta do altruísmo excessivo do pai, que se dedicava a cuidar de órfãos e moradores de rua, acabando por negligenciar a própria família.
Como eu já comentei, So Ah perde a paz quando Habaek surge em sua vida, seja por fazê-la ouvir as plantas ou por exigir uma dedicação que ela não está disposta a oferecer. Além de bastante exigente, o deus da água é extremamente narcisista, o que me rendeu boas risadas.
Confesso que embora eu tenha me divertido bastante com os jeito de Habaek e com as várias vezes em que suas expectativas não foram atendidas (como morar temporariamente em uma barraca inflável, usar roupas baratas e estranhas em vez de ternos feitos sob medida, ter de se adaptar ao fato de que seu corpo é o de um humano comum, portanto sente fome, por exemplo...), acho que o personagem deixou um pouco a desejar, achei "um pouco forçado", frio demais... Enfim, não sei se é uma característica do manhwa ou não.
Até a metade do dorama, mais ou menos, algumas coisas foram jogadas e gerou uma certa expectativa pelo desenrolar da história, criando um suspense bem bacana, mas achei que o final foi bastante corrido, de modo que coisas que pareciam exigir um desenrolar mais problemático acabou sento tratado como "pouca coisa", o que me decepcionou um pouco.
Coisas como a antiga noiva humana de Habaek, a rivalidade entre os deuses e os semideuses, etc. poderiam ser melhor explorados.
Além disso, fiquei incomodada com alguns pontos: o fato de a protagonsta ser boa e tentar ser "má", me pareceu um tanto forçado. Ou a pessoa é amargurada e fria ou não é. Achei pouco convincente.
Além disso, a personalidade fria de Habaek dificulta qualquer química no início do dorama e, embora a gente perceba que So Ah está ficando caidinha por Habaek (mesmo com o jeito dele), não dá pra sentir um real desenvolvimento do interesse dele por ela, de modo que as coisas parecem acontecer de um minuto para o outro, não de forma gradual e natural. Mas, não obstante.... os beijos não deixaram nada a deseja, pelo contrário. Então, com ou sem desenvolvimento gradual do romance, os beijos me pareceram bastante convincentes.
Claro que além dos protagonistas, somos apresentados a outros personagens interessantíssimos, como deuses que vivem na Terra há centenas de anos, um semideus que tenta viver uma vida normal como um humano, uma vidente, etc.


Quanto a trilha sonora, já no primeiro episódio fiquei completamente apaixonada. Quem me conhece sabe que quanto mais sofrida, depressiva e lenta for a música, mais eu gamo haha. Assim, não foi sem razão que me apaixonei por Glass Bridge (Savina & Drones) e Without You (Lucia). Além dessas belezinhas sofridas (que não saem da minha playlist), também amei The Reason Why (Yang Da Il) e The Day I Dream (Kassy).

Vocês podem conferir os episódios, legendados em português (claro) no Drama Fever (para usuários premium), mas também encontram gratuitamente no Kingdom Fansub (é necessário cadastro).

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

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