24 de julho de 2017

Primeiras Impressões: "Hoje eu sou Alice", de Alice Jamieson

Olá gente lindaaaa!!
Hoje venho dividir com você minhas primeiras impressões sobre o livro "Hoje eu sou Alice", que conta a dura história de Alice, uma mulher que, aos 24 anos, foi diagnosticada com transtorno de personalidade múltipla e nos conta, em primeira pessoa, o que causou esse transtorno. Ela não mede palavras e não usa metáforas, conta as coisas como elas realmente são, sem medo de chocar o leitor ou causar qualquer desconforto.

"Naquele dia ela era Alice, mas já havia sido Billy, Samuel, Shirley..."

Sinopse: Em 'Hoje eu sou Alice' a autora relata a jornada de uma vítima de transtorno de múltipla personalidade, que precisou lutar contra a anorexia, o álcool e contra nove personalidades alternativas que emergiram após ficarem adormecidas diante de uma infância cruel. Sem controle, Alice entregou-se a elas - e sua vida passou a ser um caleidoscópio de acontecimentos e revelações. Este é o relato sobre uma doença e sobre a história de uma mulher que decidiu lutar contra a realidade e a imaginação.

Até o momento eu li apenas 150 páginas, metade do livro. Ontem, domingo (23/07), eu pretendi ler a metade restante e trazer uma resenha completa pra vocês hoje, mas... "Hoje eu sou Alice" não é um livro para ser devorado. Apesar da linguagem simples e clara, as situações relatadas causam desconforto (para dizer o mínimo) do começo ao fim.
Sabe quando lemos "senti a bile subindo" ou algo parecido com isso em alguns livros? Bem, sempre achei essa frase tão clichê quanto "soltei o ar, sem perceber que o estava prendendo". No entanto, com "Hoje eu sou Alice", senti na pele: eu realmente senti a bile subir - várias vezes - e precisei interromper a leitura.

A autora já inicia o livro jogando na cara do leitor a informação de que sofreu abuso sexual, físico e emocional durante toda sua infância, e diz que não se desculpará pela linguagem chocante e pelas verdades indigestas que apresentará ao longo do livro. Daí, já dá pra imaginar o que vem a seguir, né?! A crueza pura e absoluta de sua triste história.
"Eu tinha emoções conflitantes, sentia pena do meu pai, que parecia tão solitário e recluso, ao passo em que também era acometida por um ódio dele inexplicável quando acordava na escuridão da noite de um pesadelo e me surpreendia fazendo a prece:
- Quero que você morra. Quero que você morra. Quero que você morra."
(página 34)
Alguns dos hábitos que tenho durante a leitura é marcar alguns trechos, alguns para me lembrar de alguma coisa específica na hora de fazer a resenha, outros por achar fofinho, bonito relevante ou citável em qualquer circunstância. Lendo "Hoje eu sou Alice", também marquei várias passagens (mais de 20, até agora), mas nenhuma delas é fofinha ou citável. São todas desconfortáveis e guardam muita informação nas entrelinhas; passagens do tipo que me deixam com o coração apertado e u nó na garganta (e na boca do estômago) ao reler.
"- Você não parece você mesma hoje.
- Nunca sou eu mesma - respondi.
Ela me dirigiu aquele olhar impaciente que as mães costumar reservar às filhas adolescentes, e, quando saiu do quarto, pensei na conversa que acabáramos de ter:
[...]
Aquelas duas frases provavelmente haviam sido as mais honestas que já trocáramos. Era a mim mesma que eu estava procurando."
(página 36)
***
Espero trazer a resenha completa deste livro pra vocês, mas já adianto que, antes mesmo de concluir a leitura, recomendo fortemente. Não será uma leitura prazerosa, agradável ou divertida. Mas será uma leitura transformadora.

***
Beijos e amassos!!

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