1 de agosto de 2016

RESENHA: The Kiss of Deception (Crônicas de Amor e Ódio #1)

Editora: DarkSide Books
Autor(a): Mary E. Pearson
Número de Páginas: 406

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 
Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.
Olá gente lindaaaa!!
Hoje eu vim falar de um livro que está bombando na blogosfera e que você precisam conhecer. Eu sei que já tem um zilhão de resenhas desse livro, mas não vou conseguir não falar sobre ele.

A história se passa em uma época medieval e nossa protagonista, Lia (que na verdade se chama Arabella Celestine Idris Jezelia) é uma jovem princesa de 17 anos e é uma Primeira Filha da Casa de Morrighan, o que é, por si só, uma responsabilidade tremenda, já que tradicionalmente todas as Primeiras Filhas possuem o Dom. Dizem que o dom aparece logo na puberdade, mas Lia não o possui e acredita que nunca irá. Não bastasse esse peso sobre suas costas, a fim de terminar com as guerras e disputas entre Morrigham e o reino vizinho, Dalbreck, o pai de Lia decide casá-la com o príncipe do tal reino. O problema é que Lia nem conhece seu futuro marido.
"Eu só tinha dezessete anos. Não tinha o direito de nutrir meus próprios sonhos para o futuro?" (página 15)
Lia imagina a importância dessa tênue aliança entre os reinos, mas não se conforma com a ideia de ter um casamento assim. Ela deseja um casamento como o irmão Walther, que casou por amor. Sendo assim, Lia e sua fiel escudeira, Pauline, fogem horas antes do tão esperado casamento.
"'Eu não sou um soldado no exército do meu pai.'
Minha mãe aproximou-se de mim, esfregou minha bochecha com a mão, e disse, em um sussurro: 'Sim, minha querida. Você é.'" (página 20)
Partindo de Civica, elas vão para Terravin (ambas as "cidades" são no reino de Morrigham), o lugar onde Pauline nasceu e para onde sempre desejou voltar. Decidida a viver a própria vida com base em suas próprias escolhas, Lia e Pauline se instalam em uma estalagem e lá começam a trabalhar como garçonetes. Lia nunca esteve tão realizada. Como é possível que ela se sinta tão realizada longe de tudo o que conheceu durante toda sua vida? Pois é. Lia finalmente sente que pode ser ela mesma. Apenas Lia, como sempre gostou de ser chamada, não mais Arabella.
"[...] não é bom viver do talvez. O talvez pode ser distorcido e transformado em coisas que nunca existiram de verdade." (página 319)
Porém, entretanto, todavia, nessa mesma estalagem também se hospedam duas figuras interessantes, o príncipe de Dalbreck e um assassino de Venda (mais um reino cheio das tretas com Morrigham), mandado para dar cabo na vida da princesa fugitiva. E foi nesse ponto que eu me surpreendi e fui completamente enganada pela autora.
Confesso para vocês que antes de ler esse livro eu li várias resenhas, assisti a vários vídeos em que as blogueiras diziam que a parte mais interessante do livro era que ninguém sabia quem era o príncipe ou o assassino, nem mesmo o leitor. No entanto, quando comecei a ler eu pensei "Essas meninas estão loucas! É óbvio que fulano é o príncipe e ciclano é o assassino. Isso é claro como a água." Até parece, gente! Me enganei redondamente.
"'Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo a grandeza.'
'Algumas coisas duram'.
Encarei-o. 'É mesmo? E exatamente que coisas seriam essas?'
'As coisas que importam.'"
(página 119)
Os capítulos são narrados em primeira pessoa por Lia e, às vezes pelo príncipe, às vezes pelo assassino. Em outras vezes, porém, conhecemos o ponto de vista de Kaden e Rafe, dois hospedes da estalagem. Sim, um deles é o príncipe e o outro é o assassino. A estratégia da autora foi bem simples, porém inteligente: ela nos dá algumas características físicas e comportamentais que nos fazem imaginar quem é quem, no entanto, sempre que esses personagens fazem referência a quem são, seja citando o nome de seu reino ou outras coisas, o capítulo é identificado com "Príncipe" ou "Assassino", de modo que não tenhamos certeza sobre qual deles é Rafe ou Kaden (muito embora ei jurasse que sabia de tudo!). Você não imaginam o meu choque quando a identidade de cada um foi revelada e eu fiquei com cara de tacho por ter me enganado. Hunf!
A leitura está mais do que recomendada, claro. Uma narrativa intrigante e interessante do começo ao fim e, de quebra, com uma edição M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!
"Algumas verdades recusam-se a ficar escondidas." (página 176)
"Mas até mesmo os grandes podem tremer de medo.
Até mesmo os grandes podem cair." (página 177)
"Talvez não houvesse nenhuma forma de definir o sentimento. Talvez houvesse tantos tons de amor quanto existem tons de azul no céu." (página 338)

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

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