2 de dezembro de 2013

RESENHA: Limiar

Editora: Galera Record
Autor(a): Jessica Warman
Número de Páginas: 392

Sinopse: Liz Valchar sempre teve tudo o que poderia desejar. Dinheiro, beleza, um namorado perfeito e, agora, uma festa de aniversário no iate particular, na companhia de seus cinco melhores amigos. Mas quando ela acorda no dia seguinte, percebe algo errado. Boiando na água, bem ali, entre o barco e o cais, está o corpo de uma adolescente. Ao observar melhor, Liz percebe horrorizada, que aquele é o seu corpo. E que ela está morta. A única companhia dela é Alex, um menino que morreu um ano antes em um acidente de carro. Juntos, tentarão solucionar o mistério da morte dela, reconstruindo seus últimos dias de vida.

Olá gente lindaaaaa!
Após algumas semanas de muitos trabalhos de faculdade e pouco tempo destinado ás minhas amadas leituras, consegui terminar a leitura de "Limiar".

Como seria a sensação de acordar após um cochilo, na noite do próprio aniversário,  notar que todos os seus amigos estão chapados e dormindo por todo lado e, ao lado de fora encontrar o próprio corpo sem vida?
Bem, Elizaberth Valchar conhece bem a sensação. Em seu aniversário de 18 anos, seu pai permite que ela comemore no barco da família com seus amigos. Após muita bebida e erva, todos acabam dormindo, inclusive Liz, apesar de não se lembrar do momento em que foi se deitar. Ao acordar, pouco depois da meia-noite, Liz tenta acordar seus amigos, mas não consegue. Eles devem estar chapados. Apesar do frio, Liz resolve ir para o lado de fora, pois há um barulho irritante vindo o cais. Ele jamais imaginou que encontraria o próprio corpo caído na água, em uma posição um tanto estranha. Ela está sonhando ou está realmente morta?
"As botas foram presente de aniversário dos pais. Ela as tinha usado com orgulho a noite toda, e agora a ponteira de ferro da bota esquerda está presa em uma posição esquisita entre o barco e o cais, com cada onda que chega, ela chuta contra a lateral, quase como se estivesse tentando acordar as pessoas.
Como sei de tudo isso? Porque as botas são minhas. Assim como as roupas. A garota na água sou eu." (página 13)
Bom, este é o início do livro. A partir daí Liz encontra Alex, um garoto quieto da escola que morreu atropelado um ano antes. Apesar de suas muitas diferenças, vão tentar descobrir a causa da morte de Liz e desvendar os muitos segredos que parecem estar por trás de toda a história. Mas, porque será que, após a morte, os dois se cruzaram?
Confesso que ler as primeiras 100 páginas foi um pouco difícil. Apesar de a narrativa ser bem fluida e a trama em si causar curiosidade, a protagonista é um pé no saco. Sim, a Liz é insuportável!
O tipo de personagem fútil e superficial que nem depois de morta para de se importar com coisas supérfluas. Claro que com o desenrolar da história a personagem vai amadurecendo (ou eu me acostumei com ela, não sei dizer), mas confesso que o que me motivou a ler foi o Richie (namorado traficante de Liz). O cara, apesar de ter um pézinho no lado errado, é super inteligente, carinhoso e lindo. *-*
Uma característica interessante da história é que Liz possui poucas lembranças de sua vida. Ela se lembra de Richie, se lembra de amá-lo desde que se conhece por gente. lembra da meia-irmã com que sempre se deu bem, se lembra de coisas insignificantes como o fato de ter ganhado de aniversário a bota que estava usando ao morrer, mas não se lembra de momentos antes de sua morte e de muitos outros detalhes cruciais para desvendar sua morte.
Aparentemente sua morte foi acidental. Todos estão satisfeitos com essa explicação, mas ainda assim Joe Wright, o policial encarregado do caso ainda parece interessado em investigar. assim, por meio das lembranças de Liz que vão chegando á tona e, as especulações de Joe vamos reconstruindo os últimos dias da vida de Liz e notamos que a garota guardava muito ais segredos do que imaginamos.
"- Entendo. Liz tinha segredos. - Joe está quase sorrindo, mas não exatamente. - Sabe o que é engraçado sobre segredos, Vince? Eles não ficam bem escondidos. Não importa o quanto se tenta, alguém sempre tem uma pista. (...)" (página 357)
****
Adorei como Liz e Alex, mesmo sendo tão diferentes e tendo vivido em mundos tão opostos passam a se dar bem, ou quase isso. Foi interessante também, a desconstrução da garota popular superficial, não que Liz tenha mudado muito ao longo do livro, mas o fato de conhecermos sua história de vida e os traumas de infância fez com que a entendamos melhor. Preciso dizer que Alex é uma graça. Realmente me emocionei com ele e o fato de ter vivido praticamente à margem de tudo. Um garoto pobre, quieto, filho de pais super religiosos... tendo que ser invisível para não ser alvo de grupos populares como o de Liz.
Ao longo da trama antipatizei com várias personagens, inclusive a madrasta e a meia-irmã de Liz e, em meio a essa antipatia, me irritei com Liz por não perceber que elas eram duas cobras. Ai, ai...
Recomendo a leitura!

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

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