23 de abril de 2013

Entrevista com Teri Terry, autora de "Reiniciados"!!

Olá gente lindaaa!!
Lembram da resenha que fiz de um dos lançamentos da Farol Literário, "Reiniciados"? (CONFIRA A RESENHA AQUI!) Então, a editora realizou uma entrevista com a autora, na qual foram selecionadas algumas perguntas feitas pelos blogueiros parceiros. Vamos conferir?

Teri Terry, cujo nome e sobrenome têm a mesma pronúncia, como ela explica aqui nesta entrevista com os blogueiros, fala da singularidade da narrativa de “Reiniciados”, de sua pesquisa para a escrita e sobre a possibilidade de reiniciar pessoas em nossa sociedade. Você vai ler perguntas de Luciara Silva, do Leituras e Devaneios; da Brenda Lorrayne, que resenha para o blog Catavento de Ideias; do estudante Guilherme Cepeda, do Burn Book;  da blogueira do Arquivo Passional, Elis Culceag; da blogueira carioca Kel Costa, que escreve no It Cultura. Também participam com curiosidades Juliana Utuyama, da página Up!Brasil; e por fim, Yasmin Carli, que planta sementes em forma de letras no Cultivando a Leitura. Confira o resultado aqui:

Catavento de Ideias – Em um ambiente literário recheados de distopias, “Reiniciados” tem uma premissa de enredo bastante singular. Como funcionou seu processo de criação do livro?
TT – “Reiniciados” começou com um sonho que tive – de uma garota correndo, apavorada, em uma praia.  Acordei muito cedo depois de ter este sonho e escrevi antes  de estar  realmente acordada, e assim continuei escrevendo. A história cresceu a partir do sonho, por isso não foi uma escolha consciente seguir  nessa direção. No entanto, existem muitos temas na história que me fascinam como: a identidade e o que faz com que  sejamos o quem somos; o que faz de alguém um criminoso violento - algo dentro deles, ou a forma como eles foram criados e as experiências que tiveram.

Burn Book -  Você pensa que esse conceito de "Reiniciados" poderia ser aplicado na sociedade atual, nos modelos de terroristas e afins que nem é  falado no livro?
TT – O que faz de um romance distópico interessante, na minha opinião,  é quando você pode ver que o que está acontecendo de errado na sociedade é algo também atraente.  É fácil ver como uma solução como a de Reiniciados tem apelo, especialmente quando aplicada aos criminosos muito jovens ou terroristas. Ninguém quer prender um adolescente de 14 anos para o resto de sua vida, mas e se pela gravidade  do crime não fosse seguro libertá-lo? “Reiniciados” dá uma solução que faz as pessoas se sentirem seguras, e dá uma segunda chance para jovens infratores. Mas olhando de outro ponto de vista, se uma pessoa é a soma de suas experiências e memórias, reiniciá-las não seria como matá-las? Seu corpo pode viver, mas o que fez eles serem quem eram foi levado embora. Como isso pode ser uma punição justificável? Então a minha resposta é: eu posso ver o apelo de reiniciar uma pessoa, mas eu espero que isso nunca aconteça de fato.

Cultivando a leitura e Arquivo Passional – Como foi a sua pesquisa para compor a personagem Kyla? Você deve ter tido de ir à fundo para construir as nuances da memória e da sua perda. Você conversou com pessoas que perderam a memória ou com médicos especializados nesta área da medicina?
TT – Eu sempre me interessei pela psicologia da mente e pelas teorias da neurociência. Estudos recentes, feitos com ratos, mostram que neurônios específicos no cérebro, quando estimulado, incitam certas memórias. Com meus anos de graduação em ciências, eu fiz uma série de cursos de psicologia, e mais tarde em outros cursos estudei a estrutura e função cerebral. Além disso, eu confiei em pesquisa na internet e em minha imaginação.

AP – Na história, Kyla está cercada de pessoas que acompanham sua reintegração à sociedade como uma "reiniciada": médicos, professores, psicólogos e a nova família, mas ela não consegue confiar em ninguém. Essa situação tem paralelo com a nossa realidade atual?
TT – Eu não tenho em mente nenhuma situação real na construção dessas personagens ou fatos, embora sejauma coisa lamentável que às vezes as pessoas que deveriam proteger os jovens - sua própria família, igreja, escola ou comunidade - são, por vezes, os que mais os prejudicam. Como escritora, o que mais me fascinou foi criar personagens multifacetados, que não são apenas bons ou ruins, mas que, na verdade, são mais parecidos com pessoas reais.


Up! Brasil – Teri, li que você detesta brócolis e gosta de gatos. A protagonista também possui essas características. O que mais Kyla tem em comum com você? 
TT – Além de odiar brócolis e gostar de gatos, eu não acho que Kyla e eu temos muito em comum: ela tem personalidade própria, e é muito mais corajosa do que eu. Apesar de que somos boas dizendo coisas que não deveríamos em certas ocasiões.

It Cultura – Quais são ou foram suas influências literárias?
TT – Quando eu era adolescente os meus livros favoritos foram, “O Senhor dos Anéis”, do Tolkien, livros de Anne McCaffrey Pern, e tudo de ficção científica ou fantasia. Eu li muito quando era criança. Levava cestos cheios de livros da biblioteca a cada semana. Agora leio principalmente YA e romances para mais jovens ou livros adultos ocasionalmente. Eu leio YA, em parte, porque é sobre o que eu escrevo, e eu preciso ter uma ideia do que funciona e o que não funciona no que está sendo publicado  hoje. Mas eu leio YA principalmente porque eu amo. É um tipo de livro que assume riscos e não é definido por categorias como acontece com a literatura para adultos. Minhas leituras recentes que amei são, novamente,  ficção científica / fantasia / ficção especulativa, mas eu tento de tudo um pouco. Meus favoritos “Ultraviolet and Quicksilver”, de RJ Anderson; “The Adoration”, de Jenna Fox;“Unwind”, de Neal Shusterman e muitos outros.Há tantas publicações interessantes de YA.

Farol – Onde você estava antes de “Reiniciados”? Por que você estava escondendo ele de nós? É simplesmente incrível o seu livro!
 TT – Muito obrigada! Eu não o estava escondendo. Eu tenho escrito há anos e tentava  publicá-lo.  Eu também tinha uma longa lista de trabalhos diferentes ao longo do caminho: tenho sido advogada, no Canadá; optometrista na Austrália, e no Reino Unido eu tenho trabalhado para uma instituição de caridade, em escolas e bibliotecas. Agora escrevo em tempo integral.

Leituras e Devaneios – Teri, você tem alguma rotina para escrever? Algum horário em específico?
Teri Terry – Eu adoro escrever pela manhã bem cedinho: na cama com meu laptop e um copo de chá antes de acordar de verdade, com música baixinha ligada na casa bem silenciosa. Se isso as coisas estiverem dessa maneira todas as manhãs eu escrevo desde às seis ou sete da manhã até uma ou duas da tarde. Nas tardes de verão eu escrevo na casa de veraneio, no jardim, mas eu nunca escrevo bem à tarde. Eu geralmente uso esse tempo para editar textos.

Leituras e Devaneios – Como foi sua formação como leitora, como você foi apresentada aos livros? Lembra-se do primeiro livro que leu?
TT – Na casa dos meus pais sempre havia livros por todos os lados, eu sempre gostei de histórias desde muito cedo. Eu não me lembro do primeiro livro que li, mas um de que me lembro de ter lido e relido várias vezes é “Milhões de Gatos”, de Wanda Gag. Eu costumava pegar emprestado na biblioteca uma grande cesta com livros.

Farol – Teri,a pronúncia de seu nome e sobrenome é a mesma? Como ele surgiu?
 TT – Elessão pronunciados da mesma forma e isso confunde as pessoas  algumas vezes, como quando marco uma reunião. Meu nome é Teresa, mas eu sempre fui chamada de Teri. Quando me casei, o sobrenome do meu marido era Terry, então eu me tornei Teri Terry!

CI – Com os direitos de filmagem já vendidos, fica a enorme expectativa para a escolha dos atores. Mesmo que não seja escolhida, alguma atriz em particular deixaria você satisfeita no papel de Kyla?
TT – “Reiniciados” teve seus direitos de filmagem comprados pela Prescience, então eu espero que o filme saia em breve. É muito difícil para mim escolher uma atriz para o papel de Kyla, porque, Kyla é uma pessoa real: eu sei exatamente como ela é, e sua aparência. Sendo assim, ninguém poderia colocar uma imagem diferente na minha cabeça. Vou ter de deixar a escolha do elenco para os especialistas.

Farol – O livro éfinalista de vários  prêmios literários e chegou a ganhar alguns. Você imaginou que isso poderia acontecer com o seu primeiro romance publicado? Imagino como é importante para você, pois é o seu romance 9º, mas o primeiro a ser publicado.
 TT – É claro que quandoseu primeiro livro é publicado você espera estar entre finalistas de prêmios literários, mas essas coisas estão fora de seu controle. Eu tento não pensar muito sobre isso. É muito perturbador  tentar escrever o próximo livro focando no sucesso do primeiro.

UB – Depois que o terceiro livro for lançado, você já tem outros projetos em mente? Pretende continuar no gênero da distopia?
TT – Eu ainda não sei o que vai acontecer,tenho muitas ideiais e estou pensando nelas. Não necessariamente em distopia, embora seja seguro dizer que (ainda que não esteja definido se vai se passar no futuro)  será um thriller. Eu amo escrever enredos  sinuosos com momentos de tensão.

P.S.: Esta entrevista foi tirada do blog da editora. -> www.blogfarolliterario.com.br

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Beijos e amassos!!

Um comentário

  1. adorei a entrevista! *-*
    ainda não li o livro dela, mas já ouvi falar muito bem :P
    "Eu amo escrever enredos sinuosos com momentos de tensão." já gostei dela ;~~

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