19 de junho de 2017

RESENHA: The Heart of Bretrayal (Crônicas de Amor e Ódio #2)

Editora: DarkSide Books
Autor(a): Mary E. Pearson
Número de páginas: 402

Sinopse: Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela.
Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
Olá gente lindaaaa!
Após várias semanas sem postar resenhas no blog, venho falar sobre o tiroteio, porrada e bomba que foi o Segundo volume da trilogia Crônicas de Amor e Ódio, "The Heart of Betrayal".
Quem leu minha resenha de “The Kiss of Decption” (se não leu, LEIA AQUI) sabe que eu já havia adorado o primeiro volume e estava sedenta pela continuação, no entanto, “The Heart of Betrayal” superou minhas expectativas. Ah, lembrando que, por se tratar do segundo volume da trilogia, é inevitável que haja spoilers do volume anterior, então leiam por sua conta em risco.

No final de “The Kiss of Deceprion”, Lia adentra Venda como prisioneira e é surpreendida por Rafe, que se declara um emissário do príncipe de Dalbreck. Sendo assim, tanto Lia quanto Rafe passam a ser prisioneiros e motivos de muitas desconfianças por parte dos governadores das províncias, pelo Conselho e, principalmente, pelo Komizar, o líder bárbaro de Venda.
No início, apesar do fato de ter sido sequestrada por Kaden, Lia ainda acredita que ele possa ser seu aliado, já que ele não é muito bom em esconder seus sentimentos por ela. No entanto, com o passar dos dias, Lia percebe que sua lealdade para com Venda e, principalmente, para com o Komizar serão difíceis de superar. Afinal, ele é o Assassino, o braço direito do Komizar, a quem todos respeitam.
“Seriam necessários muitos atos, e não apenas um, todos os passos renegociados. Mentiras teriam que ser contadas. Confianças, conquistadas. Limites desagradáveis, cruzados. Tudo isso pacientemente, e paciência não era meu ponto forte.” (página 11)
Além do fato de estar em uma terra estranha, em meio a um povo desconhecido e uma cultura totalmente diferente da sua, Lia precisa lidar com o fato de que não sabe em quem confiar, se é que há em quem se confiar numa situação dessas. Ela precisa se prender a esperança de que os amigos de Rafe (ainda que apenas quatro) estão vindo à Venda para resgatá-los. O Komizar, por sua vez, é um homem frio, calculista e ganancioso. Em alguns momentos ele diz (e tenta demonstrar) que se importa com o povo, mas o que ele realmente deseja é poder, mais poder e muito mais poder. Lia, como uma princesa prisioneira terá de servir para ajudá-lo a conseguir o que quer. E, ainda que essa seja a última coisa que Lia deseja, não há muito que ela possa fazer pra evitar e, o máximo que ela pode fazer é tentar sobreviver.
“’Parece-me uma forma brutal de se governar.’
‘É uma forma brutal de se governar, mas também quer dizer que se você escolhe liderar, deve trabalhar muito arduamente para Venda. E o Komizar faz isso. Em Venda, houve banhos de sangue durante anos. É preciso um homem forte para navegar nessas águas e permanecer vivo.’
‘Como ele consegue fazer isso?’
‘Melhor do que os últimos Komizares. Isso é tudo que importa’.” (página 70)
Nós acompanhamos, por um lado, Lia e Rafe tentando não levantar suspeitas quanto ao relacionamento deles e, principalmente, quanto a real identidade do "emissário do príncipe" enquanto esperam por ajuda para fugir; por outro lado, conhecemos um pouco mais sobre as canções sagradas de Venda e do que podemos chamar de "profecia", já que Lia parece estar revivendo a antiga canção de Venda, que exige, entre outras coisas, seu sacrifício pelo povo vendano. Em "The Heart of Betrayal" nós temos mais alguns sinais do dom de Lia, espero ver ainda mais dele no terceiro e último volume da trilogia, principalmente levando-se em conta o que Lia aprontou no final desse segundo volume. Mal posso esperar para saber quais serão as consequências.
“A esperança é um peixe deslizante... impossível de prendê-la por muito tempo, dizia minha tia Clovis quando eu languescia por alguma coisa que ela considerava infantil e impossível. Então você tem que segurá-la com mais força, dizia minha tia Bernette para contraria sua irmã mais velha antes de me escoltar para fora, ressentida.  No entanto, algumas coisas deslizam das nossas mãos, não importando com quanta força nos prendêssemos a elas.” (página 183)
Aos que "torcem o nariz" para triângulos amorosos, aviso que embora não haja exatamente um triângulo amoroso, confesso que em alguns momentos eu fiquei dividida entre Kaden e Rafe. Embora Kaden seja o Assassino e tenha sequestrado Lia, é evidente sua preocupação em relação a segurança dela, Rafe por outro lado, não parece conhecer a verdadeira Lia ou entender a Lia em que ela tem se tornado desde que chegaram a Venda. Kaden é um personagem que me conquistou de verdade, de modo que eu sinto uma pena tão grande por ele, pela vida que ele foi obrigado a levar e pela lealdade que ele tem para com o maldito Komizar e o povo vendado, que o acolheu quando ele mais precisou. No fundo, acho que boa parte dos personagens tem uma história sofrida... até mesmo Lia, agora que é considerada traidora por seu próprio povo. 
“Voltei aos meus pensamentos sobre Lia. Como eu poderia dizer a ela que sabia, no meu âmago, quase desde o início, que deveríamos ficar juntos? Que eu tinha e visto envelhecendo junto a ela? Que um dom que eu nem mesmo tinha certeza de que ela teria me disse há muito tempo seu nome antes até mesmo que eu tivesse colocado os olhos nela.” (pagina 259)
Se eu recomendo “The Heart of Betrayal”? De olhos fechados!
“Mas até mesmo os grandes podem tremer de medo.
Até mesmo os grandes podem cair.”
(página 223)

Classificação: 

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

2 comentários

  1. AMEI O POST! Como eu disse na minha resenha, gostei muito do fato de a autora ter explorado mais a parte fantástica da história! A Lia, na minha opinião, continua a garota destemida que corre atrás do que acredita! Amei! *-*

    Abraços.
    Alex, do Um Bookaholic. <3

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    Respostas
    1. Oi, Alex!
      Muito obrigada pelo comentário! <3

      A Lia arrasa, né?!
      Eu mal posso esperar para ler o terceiro volume da trilogia e saber se o dom da Lia vai se melhor explorado haha

      Beijos,
      Amanda

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