1 de maio de 2017

RESENHA: Fiquei com o seu número

Editora: Record
Autor(a): Sophie Kinsella
Número de Páginas: 464

Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.

Olá gente lindaaa!
Hoje é um dia épico, pois eu FINALMENTE li Sophie Kinsella! (e os anjos dizem "Amém!").
Pois é, eu tenho vários livros da autora na estante há anos, mas ainda não tinha lido nada (não sei por que raios...). Na última semana, após meses de ressaca literária, eu resolvi interromper a leitura de um outro livro (o qual eu demorei 3 semanas para ler apenas 100 páginas. Sério!) e tentar me recuperar da minha ressaca lendo um gênero leve e divertido. O primeiro nome que me veio a mente foi Sophie Kinsella, afinal, são muitos os elogios dos leitores, né?!

Em "Fiquei com seu número" conhecemos Poppy Wyatt, uma jovem fisioterapeuta que está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. Ele foi seu paciente e apenas um mês após se conhecerem, já estava noivos. Seu casamento é dali a poucos dias e ela decide fazer um encontrinho com as amigas no restaurante de um famoso hotel para exibir seu maravilhoso anel de noivado, um anel de esmeralda, uma herança de família.
"Sei que algumas noivas só pensam na música ou nas flores ou no vestido. Mas eu só penso nos votos. Na saúde e na doença... Na riqueza e na pobreza... Prometo lhe dar minha fidelidade eterna... Durante toda a minha vida eu ouvi essas palavras mágicas. Em casamentos da família, em cenas de filmes, até em casamentos reais. As mesmas palavras, sempre repetidas, como uma poesia que resistiu aos séculos. E agora vamos recitá-las um para o outro. Faz minha espinha dorsal formigar." (página 87)
Porém, como é bem característico dos chick-lits, as coisas começam a dar muito errado. Todas as amigas estão experimentando o anel (coisa de mulher...) quando acontece uma confusão e o alarme de incêndio é acionado. Em meio a vuco-vuco instalado, Poppy perde seu precioso anel de vista. E, claro, entra em desespero. Começa a passar seu número de celular para todos os funcionários do hotel e implora para que entrem em contato assim que encontrarem o anel. É um caso de vida ou morte. Minutos depois, seu celular é roubado. Tem como ficar pior? No caso de Poppy, claro que tem!

Ainda mais desesperada, Poppy parece ver uma luz no fim do túnel quando encontra um celular em uma lata de lixo no saguão do hotel. Parece que sua sorte está prestes a mudar! Ela, então, passa seu novo número de telefone (afinal, se o celular está no lixo, ele é público. Achado não é roubado!). Acontece que trata-se do celular da assistente de um executivo. E esse executivo é Sam, o homem das frases curtas e grossas, e ele quer o celular de volta.
"- Sr. Yamasaki, Sr. Yamasaki, Sr. Yamasaki... Onde você está? - murmuro ao telefone, ainda sorrindo com alegria.
- Assistindo.
- O quê? - Eu levanto a cabeça e percorro o saguão com o olhar.
De repente, meu olhar fixa num homem de pé sozinho, a uns 30 metros de distância. Ele usa um terno escuro e tem um cabelo preto e cheio, que está todo bagunçado, além de estar com um telefone no ouvido. Mesmo de longe consigo perceber que está rindo."
(páginas 31-32)
Após uma conversa e algumas explicações, Poppy e Sam entram em um acordo: ela ficará com o celular até que encontre seu anel de noivado, mas deve encaminhar todas a mensagens e e-mails para Sam. Apenas isso. Apenas encaminhar. Tudo parece perfeito, fácil... não fosse o fato de Poppy ser tão curiosa e impulsiva.
E é aí que a diversão começa de verdade. Poppy acaba lendo todos os e-mails e mensagens de Sam e, em certo ponto, começa a respondê-los sem que Sam saiba. Ela é hilária, gente! Está sempre se metendo nos assuntos alheios com a intenção de ajudar de alguma forma, mas na maior parte do tempo ela só causa confusão.
Conforme a história vai se desenrolando, vamos acompanhando Poppy com os últimos preparativos do casamento, sua atitude passiva diante da cerimonialista incompetente e mal-humorada ou diante dos sogros, que são professores universitários, extremamente inteligentes e insuportáveis, da amiga Annalise, que parece ser uma invejosa e fica cobiçando (na cara dura) o noivo da amiga. Ao mesmo tempo, acompanhamos a vida corporativa de Sam, o modo como ele se relaciona com os colegas de trabalho, etc. E, por incrível que pareça, Poppy parece ter tantos conselhos para Sam, tanto a oferecer, mas parece expectadora da própria vida. Sempre se colocando em segundo plano.
"Minha mão está segurando o telefone com tanta força que acho que vou ficar com câimbra. Mas não consigo afrouxar os dedos. Sinto como se, quanto mais forte apertasse, mais próxima estivesse de Sam. Sinto como se estivesse segurando a mão dele." (página 348)
***
Bem, uma leitura leve, extremamente divertida. Um livro recheado de cenas de "vergonha alheia" que vai arrancar gargalhadas de qualquer leitor. Sem contar que é impossível não se apegar aos personagens (principalmente Poppy), não querer dar um sermão em Poppy pela impulsividade ou falar umas poucas e boas para os sogros dela, pra ver se eles baixam um pouco a bola. haha
Super recomendo! Pretendo ler mais livros da autora tão logo for possível!

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

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