10 de março de 2014

RESENHA: A Garota que Você deixou para Trás

Editora: Intrínseca
Autor(a): Jojo Moyes
Número de Páginas: 384

Sinopse: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.
Olá gente lindaaaaaa!
Finalmente terminei de ler mais uma obra de arte da DIVA Jojo Moyes e não consigo evitar o sorriso bobo que carrego no rosto desde então. Adoro quando me envolvo com as personagens e me deixo levar pela narrativa nostálgica, tentando imaginar o que eu faria em certas situações e torcendo para que tudo dê certo no final. Canceriana que sou, esperando sempre um final feliz.
As histórias criadas por Moyes, por vezes mesclando passado e presente, nos apresentando duas histórias se entrelaçando, não são felizes, descomplicadas... pelo contrário, são sempre entremeadas de tristeza, sofrimento e cautela. O leitor prende a respiração por diversas vezes diante da expectativa pelo que pode vir no capítulo seguinte. Você vai rir, chorar, suspirar e torcer.

Em "A Garota que Você deixou para trás" conhecemos Sophie Lefèvre e sua família, ou pelo menos o que resta dela durante a guerra. O ano é 1916 e Sophie e sua irmã Hèlene tomam conta do antigo hotel da família, que agora mal funciona como um bar que serve um café ruim. Seu marido, assim como o marido da irmã, estão em algum front da França tentando lutar.
Os alemães já ocuparam a pequena cidade de St Péronne e, todos os quartos do antigo hotel já foram saqueados. A comida dos moradores é controlada pelos alemães, que preferem deixar a população em estado de quase inanição. Como se não bastasse, Sophie foi informada pelo novo Kommandant alemão de que terá que cozinhar para seus soldados. Enquanto todos na cidade comem pão preto, que mal consegue enganar a fome, ela é obrigada a cozinhar diversos pratos saborosos para os alemães. Ela tem que alimentar o inimigo.
"- A sensação é de que... trocamos de agressor. Às vezes acho que passarei a vida inteira curvada à vontade de outra pessoa. Você, Sophie, eu a vejo rindo, determinada, muito corajosa, pendurando quadros, gritando com os alemães, e não entendo de onde vem isso. Não consigo me lembrar de como era viver sem medo." (Página 25)
Todas as noites a salão principal do hotel fica cheio de soldados alemães famintos e, com receio, Sophie nota que o quadro que seu marido pintou dela, e agora está pendurado no salão é alvo da constante observação do novo Kommandant. Ele não é como o anterior. Ele tem olhos inteligentes. Após alguns dias sob a tensão de cozinhar para os alemães e comer as sobras, se houver. Sophie é pega desprevenida quando o Kommandant tenta começar uma conversa com ela. Ele fala sobre arte e admira a pintura feira por Édouard, seu amado marido.
O quadro é a única coisa que faz com que Sophie mantenha a esperança de ter seu marido de volta e o fato de o quadro ser tão visivelmente cobiçado pelo comandante não a deixa confortável. Porém, quando ela fica sabendo que seu marido foi mandado para um campo de prisioneiros, ela decide se aproveitar da paixão do Kommandant pela obra de arte. Ela torce para que seja a coisa certa a fazer, pois sabe que sua segurança e de toda sua família depende dela. Ela não pode falhar.
"Eu queria que ele fosse embora. Não queria que mencionasse aqueles nomes. Aquelas lembranças eram minhas, pequenos presentes a que eu podia recorrer para me reconfortar nos dias em que me sentia esmagada pela realidade. Eu não queria os meus dias mais felizes poluídos pelas observações superficiais de um alemão." (página 40)
Anos depois, mais especificamente no ano de 2006, somos apresentados à Liv, que mesmo após quatro anos tenta superar a morte do marido. Apesar de morar na sofisticada casa de vidro projetada pelo marido que era arquiteto, ela está endividada e, trabalhando como revisora, mal recebe o suficiente para pagar o imposto à prefeitura.
No aniversário de morte de David, sua amiga Mo, com que ela se reencontrou há pouco tempo, tem que trabalhar e a ideia de ficar em casa sozinha é insuportável demais. Por isso, a fim de tentar esquecer a data e fazer com que as horas passem mais depressa e, ao mesmo tempo, evitar a aproximação de possíveis pretendentes, Liv vai à um bar gay. Em consequência de alguns acontecimentos (causados por sua natural falta de sorte) ela conhece Paul (que também não é gay). Pela primeira vez em quatro anos ela se sente atraída por alguém, mas não é fácil deixar de pensar em David e na vida que tiveram.
"Às vezes a vida é uma série de obstáculos, uma questão de colocar um pé na frente do outro. Às vezes, de repente ela se dá conta, é simplesmente uma questão de fé cega." (página 343)
Apesar da atração que ambos sentem uma pelo outro, seja por coincidência ou destino, Liv e Paul se enfrentarão no tribunal. Ele trabalha em uma empresa que recupera antigas obras de arte saqueadas nas 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Liv, por sua vez, possui uma obra do pintor Édouard Lèfevre que ganhou do marido de presente de casamento há quase dez anos. O quadro intitulado "A Garota que você deixou para trás" é o objeto que Liv mais ama, pois ganhou do marido e a consolou após sua morte. Agora, ele está sendo reivindicado pelos descendentes de Édouard. Quem será o verdadeiro dono do quadro por direito?
"- (...) Imegine só.
- Imaginar o quê?
- O que a gente perde. Só tentando se agarrar a umas poucas coisas."
(página 359)
*** 
Ahhh como é boa a sensação de terminar um livro desses!
Como vocês bem sabem (pois não me canso de ressaltar), eu A-D-O-R-O livros que mesclam duas (ou mais histórias) ocorridas em épocas diferentes e que, por algum motivo, se cruzam. A escrita de Moyes é envolvente e a autora sabe muito bem como conduzir a(s) trama(s) de modo que a cada final de capítulo o leitor fique curioso e ansioso pelo seguinte. Gostei bastante do final e, de certa forma de surpreendeu.
Confira as resenhas que fiz de outros títulos da autora:
A Última Carta de Amor | Como eu era antes de você

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!



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