12 de agosto de 2013

RESENHA: Quando você voltar

Editora: Arqueiro
Autor(a): Kristin Hannah
Número de Páginas: 352

Sinopse: Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.
Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.
No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.
Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.
Olá gente lindaaaa!
Hoje venho dividir com vocês minhas impressões sobre mais um livro da DIVA Kristin Hannah, Quando você voltar. Essa mulher sabe como tocar o coração do leitor de formas inimagináveis e constrói seus personagens com uma realidade e profundidade tão grande, consegue descrever seus sentimentos, angústias e dores de uma forma tão papável que chega a arrepiar. Embora o livro não tenha superado "O Caminho para Casa", também da autora, a leitura me deixou igualmente reflexiva e tocada. 

Aos 41 anos, Jolene tem uma profissão peculiar: é subtenente da Força Aérea americana e parte integrante da Guarda Nacional, onde faz o que mais ama: pilota helicóptero. Em casa tem que conciliar seu trabalho, com todos os treinamentos que exige, ao papel de esposa e mãe de suas meninas. O marido, conceituado advogado Michael Zarcades, só pensa em trabalho e quase nunca está presente na vida da esposa e das filhas e, ficou ainda mais distante após a morte de seu pai. Jolene tenta fingir que tudo está bem, tenta entende o distanciamento do marido, mas.... quando ele lhe diz, sem rodeios, que não a ama mais, fica difícil ignorar o casamento fracassado.
Porém, o casal mal tem tempo de pensar em lidar com o divórcio iminente, pois Jolene é convocada para a guerra. A guerra do Iraque. Todos pedem para que ela não vá, mas ela não tem opção. Ela é um soldado e, soldados não fogem de suas responsabilidades, É uma questão de honra. É a forma de ela agradecer ao Exército por tê-la acolhido quando ela estava sem rumo, sozinha, após a morte dos pais alcoólatras.
"Os civis não entendiam, talvez não conseguissem, mas um soldado não fugia quando era necessário. Mesmo que tivesse medo, mesmo que suas filhas precisassem dela. Era hora de Jolene retribuir ao Exército, de servir a seu país." (página 62)
Michael se diante da necessidade de cuidas das filhas e da casa, função que era exclusivamente de Jolene. Ela não tem o direito de abandonar as filhas e obrigá-lo a cuidas dessas coisas. A convocação de Jolene é apenas mais um motivo para Michael culpá-la pelo casamento fracassadoPreciso dizer que o Michael me deu nos nervos durante boa parte do livro. Ele é o tipo de homem MACHISTA que precisa de uma mulher que precise dele o tempo todo, uma esposa dependente e vulnerável e, tendo se casado com uma soldado, ele não encontra o que precisa. Jolene é forte e se tem uma coisa que aprendeu na infância e adolescência com pais alcoólatras e ausentes foi a mascarar seus sentimentos e, mesmo estando estilhaçada por dentro, consegue demonstrar uma falsa alegria, uma falsa esperança.
"Ele queria amá-la. mas não era a mesma coisa, e para ele isso já não era suficiente. Se voltasse atrás, se recolhesse aquelas palavras duras e as amenizasse, lhes desse outra forma, nada mudaria. Continuaria vivendo aquela vida em que tantas vezes sentia-se oprimido pelas regras que ela impunha, enfraquecido pela força dela." (página 54)
A convocação e a consequente ida de Jolene para o Iraque é um acontecimento que mudará a vida da família e, Michael terá muito tempo para repensar as palavras que a esposa levou para o Iraque, a declaração de que ele não a amava. Terá tempo para conhecer realmente as filhas, Betsy, a adolescente de 12 anos que etá passando por aquela fase de rebeldia e, Lulu a garotinha de 4 anos mais fofa de todos os tempo! O homem de negócios finalmente aprenderá a dar valor ao que realmente é importante...
***
A narrativa em 3ª pessoa nos permite conhecer a história sob dois pontos de vista, o de Jolene e o de Michael na medida certa. Os sentimentos, mesmo, situações são descritos com uma humanidade que assusta e, como é de se esperar dos livros da autora, você se envolve da primeira à última página. Uma história linda sobre, amor, dor, guerra e superação. A autora faz uma crítica ao Exército que prepara seus soldados para a guerra, mas não os ajuda quando voltam, não os auxiliam na superação do pós guerra. Os ferimentos internos causados pela guerra podem ser ainda piores que os ferimentos físico. "Quando você voltar" também mostra que o amor pode aparecer de diversas formas diferente e, a frase de abertura da primeira parte do livro ilustra bem o que estou tentando dizer:
"Algumas coisas se aprendem melhor na calmaria; outras, na tempestade." (Willa Cather)
Super recomendo a leitura!

Classificação:

***
Espero que gostem!!!

Beijos e amassos!!

Um comentário

  1. não li nenhum dos livros da autora ainda, mas olhando pela capa, nunca imaginaria que a história fosse tão bela assim!
    parece ser diferente, totalmente fora do habitual
    a autora soube se aventurar, e fiquei curiosa para saber o final desta história!

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