5 de setembro de 2016

RESENHA: A vida do livreiro A. J. Fikry

Editora: Paralela
Autor(a): Gabrielle Zevin
Número de Páginas: 186

Sinopse: Uma carta de amor para o mundo dos livros. “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

Olá gente lindaaaa!
Confiram mais uma resenha da nossa querida resenhista, Ana Paula. Esperamos que vocês gostem!

***
Em "A vida do livreiro A. J. Fikry" conhecemos a história de A.J. Fikry, excêntrico livreiro que vive em uma ilha chamada Alice Island.
A.J. é viúvo e não possui muitos amigos ou qualquer companhia. Na verdade, logo no início da narrativa já percebemos que A.J. não é considerado cativante e amistoso entre os habitantes da ilha. 
Sua livraria, Island Book, possui como lema a frase "Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo". Durante as temporadas de verão e inverno, A.J. recebe alguns representantes de algumas editoras com seus catálogos. É assim que temos um primeiro e breve contato com Amelia, ou Amy, da editora Pterodactyl Press.

A.J. costuma trazer pra realidade o universo da leitura em que está imerso diária e constantemente. Mesmo na tristeza de perder sua esposa, ele traduz seu sentimento necessitando da "ajuda" dos livros para expressar o que sente.
"[...] foi culpa de alguém. Dela. Que coisa idiota ela foi fazer. Que coisa idiota e melodramática ela foi fazer. Que jogada de Danielle Steel, Nic! Se fosse um romance eu pararia de ler agora. Eu jogaria do outro lado da sala." (página 23)
Ou quando conhece alguém:
"O nome da assistente social é Jenny. [...]. Se ela fosse um livro, seria uma brochura nova em folha - sem orelhas amassadas, sem manchas, sem vincos na lombada. [...]. Imagina a sinopse na contracapa da história de Jenny: quando a destemida Jenny de Fairfield, Connecticut, começa a trabalhar como assistente social na cidade grande, não tem ideia do que a aguarda." (página 52)
Em uma noite em que A. J. bebe um pouco mais da conta, acontecem duas coisas que mudam sua vida para sempre: seu exemplar do raríssimo livro "Tamerlane" (escrito por Edgar Allan Poe, mas publicado em anonimato) é roubado de sua casa e, como se isso não fosse motivo para virar seu mundo de cabeça pra baixo, um bebê é deixado pela mãe em sua livraria: Maya.
Desesperado, A. J. recorre ao policial Lambiase e pede-lhe  ajuda. Porém, ao saber que a mãe da criança se suicidou e que provavelmente ela passe por diversos lares adotivos antes de ser enfim adotada em um bom lar, A. J. decide por tê-la como filha, criando assim um laço muito forte com a criança.
A partir dai a história se acalma e passamos a acompanhar o crescimento de Maya, passando pela infância e adolescência. Também podemos conhecer um pouco da relação de Maya com os livros
"A primeira abordagem de Maya ao livro é pelo cheiro. Ela tira a sobrecapa, segura perto do rosto e embrulha sua cabeça com ele. Livros geralmente têm cheiro do sabonete do papai, grama, o mar, a mesa da cozinha e queijo." (página 65)
Em determinado ponto da narrativa, Amy volta a aparecer e acompanhamos o nascimento tímido, porém firme, de um relacionamento de amizade e amor entre os dois. Percebemos um amadurecimento de A. J. tanto como profissional quanto como pai e marido. Ele supera barreiras internas e se torna uma pessoa melhor com o surgimento de Maya e Amy.
A história é muito cativante e bem humorada; é uma verdadeira obra para os amantes de livros. Me senti muito próxima de A. J. e suas manias de leitor. Como o personagem afirma várias vezes, o livro é algo muito íntimo e profundo.
"Você descobre tudo o que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?" (página 69)
Um diferencial deste livro é que cada capítulo é precedido por uma menção a um conto que apresenta relação com o que acontecerá no capítulo seguinte. Assim conhecemos outras histórias, além desta que lemos.
Apesar de ter achado o final triste e não ter gostado muito disso, a história termina de forma delicada e sutil. Há várias reflexões que adorei e que servem pra todos. Separei esta em especial:
"Não somos as coisas que colecionamos, adquirimos, lemos. Somos, enquanto estamos aqui, apenas amor. As coisas que amamos. As pessoas que amamos. Somos aquilo que amamos". (página 81)

Classificação: 

***
Esperamos que gostem!!

Beijos e amassos!!

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