14 de outubro de 2013

RESENHA: Cidades de Papel

Editora: Intrínseca
Autor(a): John Green
Número de Páginas: 361

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Olá gente lindaaaa!
"Cidades de Papel" é o segundo livro do John Green que eu leio e posso dizer que a narrativa do autor é mesmo cativante. Após ler "A Culpa é das Estrelas" confesso que minhas expectativas em relação a todo e qualquer livro do autor ficaram altíssimas e, apesar de Cidades de Papel não ser, nem de longe, tão bom quanto ACEDE, valeu super a pena ler.
"Meu milagre foi o seguinte: de todas as casa em todos os condados de toda a Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman." (página 11)
Lendo esse quote já dá para perceber que Quentin Jacobsen, ou simplesmente Q tem uma queda, ou melhor, um verdadeiro tombo por sua vizinha, a garota mais popular do colégio. Q Margo Roth Spiegelman foram muito amigos durante a infância, mas com o passar doa anos, apesar de continuarem vizinhos, a amizade foi esmorecendo e eles se tornaram apenas colegas de colégio. O que não significa que o amor platônico nutrido por Q tenha desaparecido.
Ao contrário de Quentin, que é chamado pelos amigos de Q, é quase impossível chamar  Margo Roth Spiegelman de outra coisa que não seja seu nome completo, dada sua importância na sociedade escolar. Esta é apenas um das diferenças discrepantes entre os dois.
"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um." (página 16)
O fato é que, mesmo anos sem ter qualquer contato além do necessário com a vizinha, certa noite, Q é surpreendido ao ver Margo, com o rosto pintado de preto e roupas escuras entrando pela janela de seu quarto. Ela lhe pede ajuda para realizar uma lista de coisas durante a noite e, a única coisa que ele precisa fazer é dirigir e passar a noite toda com a garota por quem é apaixonado há anos. Tem como recusar?
Então Quentin acaba se envolvendo 'nos rolos' de Margo e se diverte mais do que gostaria de admitir. Ele consegue até imaginar como vai ser no dia seguinte: eles voltarão a ser melhores amigos e tudo ficará perfeito. Mas as coisas nunca saem como o planejado e, no dia seguinte Margo não aparece no colégio, o que Q considera compreensível já que passaram a noite toda fora, mas a noite ele recebe a notícia de que a vizinha desapareceu. Mais uma vez a garota sumiu sem deixar rastros, ou melhor, é provável que ela tenha deixado pistas, como na vez que fugiu para a Disney e e deixou uma Minie em cima da cama para que a deduzissem o destino de sua 'viagem'.
Mas, desta vez as pistas foram deixadas para Q. Ela quer que ele a encontre e ele não pode, de forma alguma, decepcioná-la.
Esse é o tipo de garota que Margo Roth Spiegelman é. O tipo egocêntrico que acha que todos precisam parar suas vidas para procurá-la. Isso foi o que menos gostei: a personalidade de Margo.
"(...) Eu achei que estivesse colocando Margo para cima. Achei que ela pudesse ser colocada para cima. Achei que talvez, se eu parecesse confiante, algo poderia acontecer entre nós.
Eu estava enganado." (página 69)
O livro é dividido em três partes Os fios, A relva e O navio. Na primeira parte basicamente conhecemos Q, seus amigos (que são os melhores personagens do livro) e Margo. É nesta parte do livro que Q ajuda Margo no meio da noite, é a parte mais divertida do livro, já que Q é o tipo de nerd que tem crises de ansiedade só de pensar em sair da linha. Ri muito! A segunda parte é mais arrastada, recheada de constantes divagações de Q (que me deixaram um pouco entediada) e de sua idealização de uma Margo que certamente não existe. É neste ponto que a afirmação do autor em relação ao livro faz todo sentido. Ele diz que o livro "fala de como imaginamos outras pessoas e nossa própria história de forma deturpada" e, é exatamente o que acontece com Q. É nesta parte que a busca por Margo começa e Q vai seguindo pistas e o leitor acha que conseguiu desvendar Margo, mas aí percebe que a garota fez bem a lição de casa. A garota é mesmo um mistério e é difícil saber quem é a verdadeira Margo, já que cada um de seus amigos a vê de uma forma bem diferente. Finalmente, na terceira parte a leitura engrena novamente.
"A cidade era de papel, mas as memórias, não." (página 260)
*****
Tenho visto nas redes sociais que os leitores meio que se decepcionaram com "Cidades de Papel" por sua semelhança com outro livro do autor, "Quem é você, Alaska?", mas eu não posso fazer tal comparação e talvez por esse motivo eu tenha gostado tanto da leitura, apesar da lentidão da segunda parte (que, devo dizer, não foi de todo ruim). O que mais me encantou no livro, além da mágica que John Green faz com as palavras, além do fato de ele fazer prosa parecer poesia de tão profundos que alguns trechos parecem, além da referência a obras clássicas como Moby Dick e, além dos diálogos inteligentes, amei cada personagem: Ben e seus comentários engraçados, Radar e os milhares de Papais Noéis Negros de seus pais, Q e seu jeito 'certinho' (apesar de ter me irritado algumas vezes), gostei até de Margo e seu espírito livre (apesar de seu egocentrismo).
O livro nos faz pensar sobre as coisas de papel, aquelas coisas que não são nada além de coisas... que não nos acrescem nada. e que ainda assim nos tomam tanto tempo.
Eu recomendo a leitura, com certeza.

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

19 comentários

  1. Eu amei esse livro, John Green soube mesclar reflexões emocionantes com diálogos flexíveis e divertidos !! Adorei ...

    Beijos

    Apaixonada por Livros

    ResponderExcluir
  2. Esse é o único livro do autor que ainda não li, mas tenho ele aqui na estante é minha próxima leitura! Não acho que o fato de ser parecido com Quem é você, Alasca? seja motivo pra decepção, o livro é tão maravilhoso! Green realmente tem o dom das palavras, é um dos meus autores favoritos!

    Um beijo
    http://escolhasliterarias.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. ah, depois de ACEDE estou com vontade de comprar todos os livros do autor hahaha
    já ouvi falar bem dele, mas muita gente diz que lê pensando ser parecido com ACEDE e se decepcionando... eu já não espero que seja igual, e acredito que não seja nem parecido...

    ResponderExcluir
  4. Oie
    Virei fã de carteirinha do autor depois de A culpa é das estrelas.
    Necessito desse livro <3
    Amei a resenha

    Beijoss
    http://cupcakedeletras.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Eu curto o autor, mas sempre acho seus personagens parecidos... acho que isso revela que ele sempre deixa sua marca. O enredo não é novidade, mas eu gostei do tal "amor platônico pela vizinha"... me parece aquelas comédias românticas que vou assistir váárias vezes.

    ResponderExcluir
  6. Um dos livros muito comentados no momento Cidades de papel de John Green me parece ser ótimo, pela resenha deu para perceber que essa história é recheada de mistério e ação.

    ResponderExcluir
  7. nao acredito que ainda não li nada do john green. to doida para ler!

    ResponderExcluir
  8. Gosto muito do John Green, estou doida pra ler esse livro, ele parece ótimo!

    ResponderExcluir
  9. Eu ainda não li nenhum dos livros do jonh Green mas acho que esse tem tudo para me agradar, gostei muito da trama.

    ResponderExcluir
  10. Eu ainda não li o livro, mas estou louca pra lerrrrr!!!! não quero terminar de ler a resenha pra não estragar ><

    ResponderExcluir
  11. Olá.
    Acredita que estou com A culpa é das estrelas do autor e ainda não tive tempo e puder ler ele )=
    Parar tudo por causa dela é super demais né? kkk que Margo.
    Vi algumas resenhas que realmente comparou com Quem é você Alasca mas mesmo assim desperto interesse pela leitura (=
    Beijos
    Tamires C.
    http://de-tudo-e-um-pouco.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

  12. Li A Culpa é Das Estrelas e O Teorema Katherine e confesso que... Gostei mais de OTK :c
    Prefiro humor à drama, enredos mais leves e amei o enredo de OTK, consegui me apegar aos personagens e adorei o Colin <3
    Esse também me pareceu ser bem legal! Fiquei com vontade de ler tanto pelo enredo tanto por conhecer a escrita do John, é leve, te leva fácil e muito bem escrita.
    Nunca li Quem é Você, Alasca? Mas também tenho vontade de ler... Esperando uma oportunidade de lê-los para saber qual vai ser minha opinião kkkk

    ResponderExcluir
  13. Puxa, Green vem cada vez mais criativo, trazendo histórias que divertem e tb fazem refletir! Fiquei deliciada com a resenha, adoro personagens bem construídas e que tenham empatia com o leitor. Margo some, mas seu encanto permanece conosco,imagino que a torcida seja pela busca dela e que finalmente seja encontrada!

    ResponderExcluir
  14. Oi Mandy!
    Eu curto livros que tenham uma narrativa mais poética, nunca li nada do autor e não terei como comparar com o "Quem é você, Alaska?", então acho que vou curtir.
    Beijos... Elis Culceag. * Arquivo Passional *

    ResponderExcluir
  15. Também não tenho como fazer essa comparação com o "Quem é Você, Alaska?", pois também não o li. A única coisa que sei é que se tiver o nome do John Green na capa, já vai direto pra minha listinha de leitura. Ele tem um dom de nos encantar legal. Eu mesmo adorei essa trama, e espero ler em breve.

    @_Dom_Dom

    ResponderExcluir
  16. No momento só conheço a escrita de John Green pelo livro "A culpa é das estrelas". Por mais que a história seja narrada em primeira pessoa, gostei bastante da forma "descontraída" que ele escreve. Ele consegue ser cômico em momentos desesperadores. rs Levando isso em consideração, não duvido que trata-se de uma boa leitura. A forma que escreve flui naturalmente, quando menos se espera, o livro já terminou. Gostei do enredo de "Cidades de Papel", parece ser uma história instigante.

    http://umadosemaisforte.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  17. Eu não estive muito interessada nesse livro mas depois de ler esta resenha fiquei ansiosíssima para poder ler ele.
    Eu amei demais A Culpa é das Estrelas é lindo de mais e Cidade de Papel com certeza não me deixará na mão, pois John Green escreve muito bem.
    Eu nunca fiquei com vontade de ler esse tipo de livro mas agora é uma meta minha poder ler ele.

    ResponderExcluir
  18. Tirando o livro A culpa é das estrelas que não gostei tanto quanto todo mundo, não li outros livros de John e acho que tenho que dar uma chance .As criticas sobre esse livro as vezes e boa e as vezes é ruim, to perdida vou ter que ler, to analizando tudo que disse sobre os personagens e como vale ler por ser divertido e nos fazer pensar em coisas que são apesas coisas rsrrsrs

    ResponderExcluir
  19. Só li A culpa é das Estrelas, e realmente o autor tem o dom das palavras, ele tem uma narrativa cativante e que nos prende. Pode até ser que Cidade de Papel não seja tão intenso quanto ACEDE, mas pela sua resenha, da pra perceber que essas caracateristicas estão presentes na escrita, então só por isso já vale a leitura sem contar que os personagens são inteiramente cativantes! Amei a resenha e quero muito ler esse livro! :)

    ResponderExcluir

Adoro saber a sua opinião. ^^ Deixe um recadinho com sua sugestão e faça uma blogueira feliz! :)