7 de julho de 2015

RESENHA: Melhor que Chocolate (Amor e Chocolate #1)

Editora: ÚNICA
Autor(a): Laura Florand
Número de Páginas: 288

Sinopse: Amor. Chocolate. Paris. Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter essas três coisas misturadas em meio a uma aventura inesquecível. Pois é mais fácil do que parece, basta abrir este delicioso (sem exageros) romance de Laura Florand. Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles. Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate. Você não vai se arrepender!

Olá gente lindaaa!!!
Hoje venho falar do primeiro livro da duologia "Amor e Chocolate", o livro "Melhor que Chocolate". Vou logo dizendo que não trem como a combinação de chocolate + romance num cenário para lá de romântico como Paris, dar errado.
Eu não sei você, mas o fato de envolver chocolate já é meio caminho andado pra eu achar a história interessante. A outra metade do caminho fica por conta do cenário (Ah! Paris!) e um tal chocolatier francês sexy e arrogante.

Cade Corey é herdeira da família Corey, a família conhecida no mundo todo por liderar o mercado mundial (americano, pelo menos) do chocolate. Com apenas 33 cents de dólar é possível comprar uma barra de chocolate Corey, ou seja, a empresa da família Corey é bilionário vendendo chocolate popular, ao alcance de todos. Porém, Cade desejar criar uma linha mais sofisticada, ima linha de chocolate gourmet, assim, decidida Cade parte para Paris com um objetivo bastante claro: comprar o nome o melhor chocolatier da cidade de colocá-lo em sua nova linha de chocolates. Simples assim, afinal, o que o dinheiro não é capaz de comprar?
Entretanto, após seu primeiro contato com Sylvain Marquis, o então "melhor chocolatier de Paris", Cade percebe que as coisas não são tão simples na França. Seu dinheiro e seu sobrenome não valem nada aos olhos do francês, apaixonado pela arte de fazer chocolates. Para Sylvain, a proposta é recebida como uma grande ofensa e ele jamais cogitaria ter seu nome em chocolates populares. Sua arte não é para ser produzida e distribuída em massa.
A solução parece simples, basta que Cade procure um outro chocolatier disposto a receber milhões para apenas assinar sua nova linha de chocolate. Porém, além do fato de que todos os chocolatiers parecem se ofender com a proposta, seu caminho não para de se cruzar com o do arrogante Sylvain Marquis (o fato de ter alugado um apartamento bem em frente à chocolateria dele não ajuda em nada). Do mesmo modo que Sylvain, embora contrariado com a proposta absurda de Cade, não consegue tirá-la da cabeça, ela não para de pensar naquele francês arrogante, em suas mãos com dedos longos e seus mágicos chocolates.
"Meu Deus. Talvez o paraíso não fosse um lugar, mas sim uma mordida. Uma simples mordida." (página 88)
Se um é arrogante e convencido, a outra é orgulhosa e extremamente teimosa. A confusão está armada. Apesar do senso de responsabilidade pelo fato de ajudar o pai e o avô na administração da Chocolates Corey, em Paris Cade "solta a franga" e acaba tomando atitudes bastante repreensíveis (menos pelo avô, que adora um crime corporativo). As situações são cada vez mais divertidas (para nós), ousadas (para Cade) e extremamente exitantes (para Sylvain), fazendo com que esses dois apaixonados por chocolate fiquem em um cabo de guerra. 
Para Sylvain, Cade não passa de uma riquinha mimada acostumada a conseguir tudo o que quer com um dinheiro herdado (o que é verdade, a certa medida), o que ele não sabe é que todos os fracasso de Cade, no que se refere a tentar comprar algo em Paris e não conseguir (até parece que não é possível comprar nada em Paris!) não é de todo ruim para Cade. Ela não conhecia a sensação de não ser tratada como a milionária Cade Corey. Até que não ser conhecida é uma boa coisa. Ela se sente quase normal, como se não carregasse mais de 50 mil funcionários nas costas.
"Ela e a irmã, Jaime, sabiam que havia poucas pessoas com as quais poderiam se casar; pessoas que, mais tarde, não lhes exigiriam pagamento de pensão alimentícia ou que tirassem uma única fatia do Chocolate Corey, colocando-a nas mão de algum sujeito hostil que tivesse ferrado uma das herdeiras fazendo-a acreditar que gostava dela." (página 105)
A química entre o casal é inegável, embora seja permeada por uma desconfiança e antipatia mútua. Mas o que eu mais gostei foi de acompanhar a desconstrução de ambos os personagens, no caso de Cade essa desconstrução se dá pelo fato de ela, pela primeira vez, agir de forma impulsiva (embora use a família e a empresa como desculpa) para conseguir algo que ELA realmente quer, tentando sair "da barra da saia" de sua família; no caso de Sylvain, por sua vez, a desconstrução ocorre quando ele, em sua arrogância e falta de modéstia, se vê de mãos atadas diante de uma mulher. Ele sempre se envolve e acaba ferido, mas no final das contas não tem medo de arriscar. 
"Deus, ele não conseguia suportar mais aquela situação, o medo de que ela o deixasse. Mas como poderia pedir a alguém que conhecera havia menos de duas semanas que prometesse desistr de sua vida por ele?" (página 232)
*** 
Gostei do modo como a história fluiu, gostei do fato de autora ter explorado o idioma francês (e a complicada questão dos pronomes de tratamento), mas confesso que e alguns momentos, quando alguns diálogos me deixaram com a sensação de que eu havia perdido algo... perdido a piada. 
Eu acho o idioma lindo e charmoso, morro de vontade de aprender (tentei uma vez, mas durei apenas 4 meses #arreguei), por isso o livro me deixou com um gostinho de quero mais... mais chocolate, mais francês, mais romance...
Se você tem problemas com a balança, cuidado com esse livro! Ele vai te deixar com água na boca e desejando experimentar todos os chocolates do mundo. Sabe como? Descrevendo cada sensação causada pelo chocolate. Com riqueza de detalhes!
Super recomendo!

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

Um comentário

  1. Saudações Lady Amanda
    Estou acabando de lê-lo e até agora gostei bastante. Tirando a vontade insana de comer chocolate que dá, está tudo certo...
    Você disse tudo sobre o livro, ótima resenha!

    Venha visitar o Castelo
    Att
    Ana P. Maia ♛
    The Queens Castle

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