17 de novembro de 2014

RESENHA: Ligeiramente Casados (Os Bedwyn #1)

Editora: Arqueiro
Autor(a): Mary Balogh
Número de Páginas: 288

Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar!. Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...
Olá gente lindaaa!!
Vocês bem sabem que sou apaixonada por romances de época, né?! Apaixonada por Jane Austen como sou, não posso ouvir falar e histórias ambientadas na Inglaterra oitocentista / novecentista que logo me interesso. A editora Arqueiro tem feito minha alegria nos últimos tempos ao investir em diversas séries épicas como "Os Bridgertons" e "Os Hathaways" e, mais recentemente lançou "Ligeiramente Casados", o primeiros volume da série "Os Bedwyn" e mais uma série dessas, da qual falo nesta resenha.

Aidan é o segundo filho da família Bedwyn e, como não poderia deixar de ser, em se tratando de uma família aristocrática, é o filho militar. É sempre assim, o primeiro filho, o primogênito herda o título nobre, o segundo se torna militar e o terceiro  se torna clérigo. Independentemente de suas vontades e aspirações.
O livro se inicia em 1814, quando a Inglaterra e seus aliados finalmente venceram a batalha contra oc franceses e Napoleão Bonaparte renunciou. Entretanto, após a última batalha, Aidan, o então coronel Bedwyn está caminhando entre os corpos de seus homens a fim de fazer um reconhecimento daqueles que perdeu e, acaba se deparando com o capitão Morris em seus últimos momentos. Dois anos antes, o capitão salvou a vida de Aidan e, desde então, o coronel Bedwyn ficou em dívida. Assim, quando Morris lhe pede para dar a notícia de sua morte à sua irmã e protegê-la "custe o que custar", Aidan não hesita nem por um segundo.
Eve Morris está em luto a quase um anos, desde a morte do pai. Quando um de seus criados a informa que há um oficial a sua espera, seu primeiro pensamento é no irmão. Quão grande não foi seu choque ao se deparar com um estranho em sua sala. Um homem fardado. Isso só pode significar uma coisa. Ela recebe a notícia da morte do irmão sentindo-se anestesiada.
Seu problema não é apenas a perda do irmão, logo agora que iria deixar o luto. Seu pai, que trabalhou anos em minas de carvão e fez fortuna ao se casar com a filha do dono das minas, lhe deixou toda a propriedade como herança.... por apenas um ano. Se a filha não se casasse nesse período, tudo seria passado para o irmão e, no caso da morte deste, seu primo Cecil Morris seria o único herdeiro.
Se sua única preocupação fosse consigo mesma, Eve poderia procurar um emprego como tutora, mas ela é responsável por muitas pessoas. Pessoas que viviam à margem da sociedade até serem acolhidas / empregadas por Eve. Há desde ex-presidiária à mãe solteira, além de duas crianças órfãs que Eve ama como se fossem seus filhos e um cocheiro e capataz com deficiência física.
Ao saber sobre a situação de Eve - por terceiros, já que a moça insiste em negar que precisa de ajuda - Aidan, movido por seu senso de dever e honra e, atento à promessa que fez ao capitão em seu leito de morte, decide que a única solução é se casar com Eve. Após o casamento, é certo que cada um siga seu próprio caminho e viva sua vida como melhor lhe aprouver. 
"Fizera tudo como se estivesse em um sonho. Mas a terra se movera durante aqueles poucos minutos. Algo grandioso, irrevogável e irreversível acontecera.
Os dois estavam casados. Até que a morte os separasse." (página 67)
Contudo, após a partida de Aidan, quando Eve acredida que sua vida se normalizará, ela recebe uma visita inesperada: o duque Bewcastle, irmão de Aidan, com toda a pose e arrogância que a aristocracia exige. É aí que passamos a conhecer os membro da família Bedwyn e vou confessar que nenhum me causou uma impressão muito boa, com exceção, talvez, de Alleyene, o único com o mínimo de simpatia e senso de humor (embora seja difícil saber quando ele está sendo simpático ou sarcástico).
A família Bedwyn está longe de ter o carisma dos Bridgertons, então não espere diálogos engraçados e muito menos uma família super unida e amorosa. Se tem algo que define os membros dessa família, não é o carisma, mas sim o senso de honra e dever. Todos chegam a ser sisudos e, por vezes, arrogante e desagradáveis. Gostei de ver Eve dando uma sacudida em toda a pompa aristocrática. Aos poucos vamos conhecendo um pouco mais sobre a vida da família e todas as obrigações e deveres que um membro da nobreza precisa cumprir. 
"Se algum dia ela imaginara que a vida privilegiada da aristocracia era fácil - o que provavelmente fizera -, mudara de ideia naquele momento. Os aristocratas talvez tivessem menos liberdade do que qualquer um na Inglaterra. Era estranho descobrir isso." (página 257)
A convivência forçada por um período de tempo faz com que o casamentos de Eve e Aidan, a princípio de conveniência, acabe se tornando "real". Ambos começam a nutrir sentimentos um pelo outro, mas o acordo inicial de não se envolver ou esperar qualquer coisa do outro os impede de se declarar ou criar expectativas. Assim, até o final fica numa 'lenga-lenga' de "gosto dele(a), mas não devo gostar". Aos poucos acabei simpatizando com Aidan, mas confesso que foi algo gradual. Ele ganhou primeiro o meu respeito, por 'sacrificar' a própria liberdade para ajudar Eve, para cumprir a promessa feita a um moribundo, mas aos pouco fui solidarizando com sua história e toda a falta de sorrisos dele foi explicada.  
Gostei do fato de não haver aquele amor à primeira vista, o sentimentos foi se construindo aos poucos (como deve ter acontecido com a maioria dos casamentos do período, né?!). 
Eu recomendo a leitura, mas não espere muito carisma e humor desses irmão aristocráticos arrogantes rs. Eu estou ansiosa pelos demais livros da série, não por morrer de amores pelos outros irmão (já disse que não me causaram uma boa impressão), mas quero ver cada um deles ser sacudido por alguma mocinha espirituosa como Eve.

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amassos!!

17 comentários

  1. olha olha olha .. veja só ..
    Eu que nem gosto de romance de época, até me encantei pela historia ..
    e ainda tem um ponto extra que é serie ..
    vou tentar conseguir este livro o mais rápido possível , sera um dos primeiros romances que vou ler, em que o amor não é algo instantâneo a primeira vista ...
    Quem diria que uma boa e simples resenha me faria procurar por um romance épico .
    Parabéns Amanda :)

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  2. Oi, Amanda!
    Eu também sou da turma dos fãs por romances de época, e amo de paixão a série Os Bridgertons <3

    Confesso que estou mega empolgada para ler esse livro, mas agora eu fiquei com um pouquinho de medo de não me sentir tão ligada aos irmãos, por eles serem um tanto arrogantes rsrs
    Gostei de saber que Eve é espirituosa. Gosto de mocinhas de atitudes.
    E achei lindo saber que o amor deles nasce/cresce se intensifica com o tempo. Adorei a resenha, e espero em breve poder ter o meu "Ligeiramente Casados" em mãos.

    Beijinhos
    aculpaedosleitores.blogspot.com.br

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  3. Oi, Flor! Tudo bom?
    O que sempre me deixa com o coração na mão, quando se trata de história de época, é o fato dos casamentos arranjados, guerras e as mortes. Fiquei triste por Aidan encontrar o Capitão a beira da morte. Fico triste pela situação e Eve, mas sabia que o encontro dela e de Aidan prometia e achei linda a atitude dele ao mostrar a solução e casar-se com ela, mesma que seja para salvar seus bens e ajudar outras pessoas, continua sendo nobre sua atitude, aos meus olhos.
    Vai entender como Aidan, uma pessoa de coração bom, nasceu no meio de uma família tão gananciosa? Existe sempre a ovelha negra e ele com certeza, é a mais branca de todas. É claro que fiquei ainda mais feliz ao ler que finalmente um sentimento aflora dentre esse casal. Estava esperando ler alguma resenha e por sorte cruzei com a sua, tirando as dúvidas de que com certeza PRECISO ler o livro! Linda resenha!

    Beijinhos,
    www.percepcoes.blog.br

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  4. Oi Amanda, tudo bom?!

    Gosto de romances históricos, mas ando dando um tempo deles. Acabo dividindo com a minha tia, que gosta mais do que eu. Mas essa história parece ser boa demais. Vou procurá-lo na livraria *o* Arqueiro anda arrasando nos romances <3 Parabéns pela resenha!!!

    Beijos, Rob

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  5. Oi Amanda.
    Eu adoro um romance de época, e até fiquei empolgada quando a editora divulgou essa nova série. Mas quando fiz a leitura do primeiro capítulo disponibilizado no site da arqueiro, não gostei da escrita da autora.
    E lendo sua resenha tive uma ideia mais ampla sobre a história, e realmente ela não funcionaria comigo, não gostei da arrogância da família Bedwyn.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  6. Oooi,

    Eu não sou fã de romances de época, mas acho que é por que não consegui ler nenhum bom ainda.
    Já tinha visto varias resenhas desse livro e dos demais que a Arqueiro está lançando. A sua resenha foi a que mais me chamou a atenção. Mesmo os personagens não te agradando tanto, parece ser uma otima leitura. Não está na minha lista de prioridade mas vou parar de torcer o nariz para eles hahaha


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  7. Olá Amanda!
    Eu também gosto muito de historias de época. E esse parece ser o primeiro de uma série muito boa. Com certeza é um livro que vou ler.
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  8. Amores à primeira vista têm seu charme (tipo Métrica), mas também curto muito um romance construído aos poucos. Nesse caso, como vc mesma ressaltou, fica ainda mais crível, por causa da época. Eu nunca li romances assim; tentei Orgulho e Preconceito, mas não rolou - odiei! Quero tentar esses romances de época, mas escritos agora, acho que vou curtir. Domingo vou a um evento que falará sobre esse livro, torcendo pra eu ganhar no sorteio. rs
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  9. Ola Amanda lindona adorei a resenha estou com esse livro para ler , adoro romances históricos . Gostei de saber que o amos vai se construindo com a convivência , a cada dia crescendo o sentimento e um conhecendo ao outro dia a dia. Logo lerei. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  10. Olá Amanda, bom eu também amo romances de época e esse já entrou para minha listinha de desejados <3 gosto quando a historia traz esse amor construído porque se torna mais real do que quando é amor a primeira vistar.

    Visite o blog "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  11. Oi Amanda, tudo bem? Bom, não curto muito romances de época, então não tenho muito interesse em ler esse. Entretanto, achei interessante a forma como a Eve dá uma abalada na vida dos irmãos Bedwyn e principalmente do Aidan. Geralmente costumamos ver esses romances com personagens bonzinhos e gentis e é legal ver algo diferente, e confesso, tenho uma certa queda por personagens um pouco mais arrogantes... rsrs. Também gostei de saber que a relação deles vai crescendo de forma gradual.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  12. Oi, Amanda;
    Não considero o romance meu gênero favorito. No entanto, eu adoro livros com ambientações históricas. Nunca li um romance histórico, propriamente dito. Mas eles estão sempre em alta. Não sei se vou gostar, mas tenho curiosidade em relação a esse livro. Nem tanto pelo romance, mas pela época e costumes e como o amor era mais valorizado nessa Inglaterra.
    Resenha linda :)

    Abraço
    Adriano
    GeraçãoLeitura.com || http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/

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  13. Olá Amanda,
    assim como você eu sou apaixonada por estes romances de época. Eu amo os livros da Julia Quiin <3
    Bom este romance não foi tudo aquilo que eu imaginei. Primeiro começa com a escrita que é diferente do que estamos acostumadas com esses romances. E o amor que eles vão construindo eu achei muito enrolado. Como você disse: Fica no lêngua-lêngua e não acho legal.
    Porem estou ansiosa também pelos próximos volumes deste romance e saber como sera. Só espero que a autora mude um pouco a forma de escrever.
    Adorei a resenha!

    Beijokas Ana Zuky

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  14. Acho que esses irmãos aristocráticos arrogantes me irritariam muito... ainda não li nenhum dos romances de época da arqueiro, mas vou começar pelos da Julia Quinn, e não pretendo chegar a essa série. Não curti o fato da família se unir basicamente pelo senso de honra e dever, acho que ler sobre famílias unidas e amorosas é muito mais legal. Acho que só ia gostar da Eve, ou seja, pra mim não compensa ler, preciso de muitos personagens carismáticos para me interessar pela leitura!

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  15. Olá, Amanda!

    Nunca li nenhum romance de época e não possuo vontade. Gosto de livros de ficção/suspense, então pulo esse tipo de leitura. Fiquei feliz em ver que você gostou, embora não tenha encontrado carisma nos personagens, haha!

    Até logo,
    Sérgio H.

    www.decaranasletras.blogspot.com

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  16. Olá

    Não sou muito fã de romances, mas a estória parece ser bem interessante, os irmãos arrogantes, as disputas, isto é bem legal, além do fato de ter todo um fundo histórico. Vou aguardar as resenhas dos próximos volumes.
    Abraços

    estantejovem.blogspot.com.br

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  17. Oi Amanda,
    Eu nunca li nenhum romance de época e pelo que li aqui, acho que eu poderia muito bem começar por esse!
    Adoro romances cosntruidos com a convivência, acho que isso dá um quê de real, de verdadeiro, levando-nos a imaginar que poderia tb acontecer com a gente!
    Sim, você me convenceu a ler esse livro e espero poder comprá-lo em breve!
    Beijos
    Chrys Audi
    Blog Todas as coisas do meu do mundo

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