21 de setembro de 2012

RESENHA: Puros

Editora: Intrínseca
Autor(a): Julianna Baggott
Número de Páginas: 268

Sinopse: Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos da antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido: como um mundo com parques, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras e corpos mutilados. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.
Houve, porém, quem escapasse ileso do apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.
Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam - e continuarem vivos - precisarão unir suas forças.

Olá gente linda!!! ^^
Finalmente uma resenha nesse blog, né?! Nos últimos dias o calor foi tanto que eu tinha preguiça até de ler! Na verdade, tinha preguiça até de ter preguiça. PODEISSO? 
Bem, mas... para compensar toda essa enrolação e espantar a preguiça monstra, li Puros da autora Julianna Baggott. É o primeiro livro de uma série (ou trilogia?) que me deixou com um gostinho de quero mais.

O livro trata de uma distopia. Sim, mais um livro sobre sociedade distópica, mas..... Puros é, de longe, a distopia mais assustadora que eu já li. Ao mesmo tempo em que é totalmente surreal, se pararmos para pensar na humanidade e na sede de poder existente, veremos que nem é tão surreal assim.
Confesso que no começo fiquei um pouco confusa e um tanto quanto chocada com a realidade descrita. A ideia de haver pessoas fundidas ao chão, à animais ou mesmo objetos, me pareceu sinistra demais. Mas, aos poucos, quando vem à tona a intensidade e grandiosidade das explosões ocorridas 9 anos antes, as coisas vão se encaixando.
Pressia tem 15 anos e "mora" com o avô em uma barbearia destruída pelas explosões. Ela vive cultivando lembranças de sua infância que, se misturam com histórias contadas por seu avô e pelas outras pessoas, tanto que Pressia nem sabe mais o que lhe pertence e o que pertence aos outros. Todos são sobreviventes. Todos carregam cicatrizes... todos carregam algum fardo. Alguns foram fundido à animais durante as explosões e, são mais animais do que humanos, são conhecidos como Feras. Deve-se manter distância das Feras. Outros, fundidos ao chão são conhecidos como Poeiras. parece confuso para você? Assustador, né?!
"Ela por alguma razão estranha ela espera olhar para o cômodo acima e  ver uma casa com um sofá bordado com flores, janelas iluminadas com cortinas esvoaçantes, uma família usando cintos de fita métrica e comendo um peru suculento, um cachorro de óculos escuros sorrindo para ela e, do lado de fora, um carro envolvido em um laço (...). 
Não há sofá, cortinas,  família, cão nem laço.
Há apenas um cômodo com catres empoeirados e grades na porta." (página 50)
Mas, o mais assustador é que, alguns poucos "sortudos" não foram atingidos pelas explosões, acolhidos no Domo. São conhecidos pelos sobrevivente como Puros. Vivem no privilégio do Domo, protegidos de qualquer contaminação exterior, mas... ao mesmo tempo, são vigiados bem de perto constantemente. Partridge é um desses "sortudos", mas após a morte do irmão, que sempre foi melhor que ele em tudo, sente que não consegue corresponder às expectativas do pai (não que queira correspondê-las, já que sua relação com ele não é das melhores). E, após encontrar alguns pertences de sua mãe, que ele sempre achou estar morta, Partridge começa a questionar tudo o que sabe sobre sua vida, sobre sua mãe e sobre o mundo do lado de fora do Domo. O Domo não é tão perfeito quanto se pensa.... codificações cerebrais, comportamentais, são apenas algumas das coisas impostas pelos poderosos do Domo, incluindo seu pai.
"Partridge sabe o que querem dele. Querem alterar sua codificação comportamental e, por algum motivo não conseguem. E isso tem a ver com sua mãe." (página 53)
Eu gostei bastante dos personagens... todos eles. Pressia, apesar da pouca idade, sabe que é uma sobrevivente e precisa demonstrar força, mesmo que esteja longe de se sentir forte. Ela sempre tenta so mostrar durona, mas internamente não passa de uma criança com uma fagulha de esperança de que a coisas voltem a ser como eram no Antes. Partridge, sempre criado "em segurança" no Domo, quando se vê em uma realidade diferente, fica um tanto quanto perdido e, em certos momentos se mostra fraco, mas aos poucos ele vai se adaptando ao ambiente e as criaturas que o rodeiam. Há também outros personagens que não dá para chamar de secundários, pois foram essenciais em cada passagem do livro, alguns deles são Bradwell, o garoto com pinta de durão e pássaros nas costas que, contrariando as expectativas, pode ter um toque doce e delicado em se tratando de Pressia.
"- A cicatriz é linda - murmura ele.
Ela sente o coração pular. Coloca  a cabeça de boneca junto ao peito.
- Linda? É uma cicatriz.
- É uma marca de sobrevivência."
(página 273)
El Capitán, que carrega o irmão Helmud nas costas, fundidos como um só. Na mesma intensidade que El Capitán ama o irmão, ele também o odeia...
"Às vezes, à noite, quando ouve a respiração profunda do irmão, ele se imagina rolando de costas - sufocando o irmão de uma vez por todas, Mas, se Helmud morresse, ele morreria também. El Capitán sabe disso. Eles são muito grandes para que um possa morrer e o outro viver, são muito inteligados." (página 126)
****
Claro que vários outros personagens são importantes ao longo na história, mas podemos dizer que são esses que fazem acontecer. Em diversos momentos eu fiquei emocionada com a intensidade do sofrimento e da superação mostradas por eles. Em um sociedade "pós-apocalíptica" não se pode dar ao luxo de relaxar, nem mesmo que se destair. No início da resenha eu disse que se pararmos para pensar veremos que não é algo tão surreal assim.... se os poderosos quiserem destruir a humanidade co o intuito de repovoar com pessoas "selecionadas", não duvido que consigam. Acredito que há muitos meios de se pôr tudo abaixo... se lembrarmos das bombas de Hiroshima, teremos uma leve noção do mal que se é possível fazer à um semelhante. Julianna Baggott nos transporta para um mundo sombrio, cheio de cicatrizes... mas também de esperanças. Coisas horríveis são descritas e são capazes de te fazer arfar de aflição, e chorar de descrença.... o desfecho te deixa curiosa pelo próximo livro e ao mesmo tempo aprrensiva com o que está por vir. Eu suuuper recomendo! 

Classificação:

***
Espero que gostem!!

Beijos e amasos!!

26 comentários

  1. Oi Mandinhaa!
    Eu tô louca para ler esse livro vai ser o próximo que eu vou pegar depois de terminar o que eu tô lendo. Realmente parece assustador, eu ainda não havia me dado conta do teor da história, mas só me deixou ainda mais curiosa. Parece-me que a autora soube desenvolver essa nova sociedade muito bem. Eu sempre acho que nunca estamos tão longe da realidade dessas distopias que leio rsrs Sei lá né, é tanta loucura no mundo.
    Beijos!! Ótima resenha!

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  2. Não entrei muito de cabeça nessa onda de distopias, mas parece que Puros trás uma proposta bem interessante com essa infecção de parte da sociedade e tudo o mais. Também achei bem legal essa coisa de a parte da população que vive sob a proteção do Domo ser também controlada, mostrando os dois lados da moeda.

    Beijos
    http://trouxesteachave.wordpress.com/

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  3. Muitas pessoas já comentaram comigo sobre esse livro e por ser tipo "freak" fiquei muito interessado, gosto muito de distopias e sinto que essa pode ser tornar uma das minhas favoritas *-* Muito ansioso pra poder ler. :)

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  4. Hummm interessante... Vou adicionar esse livro à minha listra do Skoob =D

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  5. parece ser assustador mesmo... bem do tipo que eu gosto :D
    só não gosto muito de borboletas... e essa da capa não me atraiu muito :(

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  6. Não conhecia esse livro, não tinha visto nenhuma resenha dele ainda, gostei e me interessei. Já quero ler. ;)

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  7. SEGUIDORA: ANDRESSA NUNES


    Excelente resenha, a história parece ser envolvente e cativante, vale a pena conferir.

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  8. Achei o livro bem legal e diferente. Adoro esse gênero e queria ler. Deve ser bem legal mesmo.

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  9. Adorei a resenha,o livro parece ser muito bom por mais que eu nunca tenha lido nenhum livro de distopia

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  10. Seria mto dizer q so pela sua resenha e o trecho q vc escolhei eu ja estou apaixonada pelo Bradwell?
    Queruu esse livro,nao li nada do genero e acho a historia original,humanos com partes de animais é simplesmente incrivel,bem o qgosto..parece ser assustador mas nao é...Enfin kk queru ler ele.Ameei o fato da Pressia nao ser fraquinha ou a coitadinha,ser forte ajuda mto em um personagem ^^

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  11. Uau *o* Adorei a resenha, o livro parece muito interessante

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  12. Esse ritmo de distopia que os livros tomaram parece ter aberto um novo gênero para leitura, é como um mundo paralelo! Me interesso por esses tipos de livros.

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  13. Parece ser uma leitura bem difícil e bem real, deu pra sentir aqui, aliás essas distopias que estão lançando estao me dando medo... haha espero ler de qq jeito.

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  14. Percebi que ultimamente há bastante livros distópicos sendo lançado (estou amando isso), obviamente ele já esta na minha lista de desejados!! Ótima resenha guria!

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  15. Adorei a resenha, assim como o livro. Espero poder lê-lo ainda. Adoro livros que me faze arrepiar-me a espinha, e Puros pelo viso vai ser um deles :)

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  16. Eu ainda prefiro ler e depois comentar na resenha!!!
    espero ter a sorte de ganhar!!

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  17. Adoro livro sobre distopia, esse parece bem sombrio e com personagens bem interessantes.

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  18. Não conhecia esse livro. Agora após ler essa belíssima resenha, vou colocá-lo na minha listinha de livros para ler.

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  19. Depois de ler tantas resenhas maravilhosas,não tem como não ter vontade de ler o livro né rs

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  20. Estou com muita vontade de ler esse livro, ainda mais com essa resenha, adorei!

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  21. Numa outra resenha ja tinha lido que esse livro é a distopia mais bem elaborada de todos os tempos.. mas conhecendo a estória por sua resenha, fiquei bem contente, uma distopia assustadora e sombria como deve ser.

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  22. Amei a capa e com essa resenha me deu mais vontade ainda de ler *-*

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  23. Fiquei boquiaberta com sua resenha. Não fazia ideia de que o livro se tratasse disso. Pessoas fundidas em animais, objetos, outras pessoas? OMG! Seria um tipo de quimerismo, então, creio eu.
    Incrível.

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  24. Parece meio sinistro mesmo... rs Mas eu gosto de historias sobrenaturais.
    Pessoa fundidas a animais e a objetos... Confesso que to muuuuito curiosa pra ler sobre isso, me parece bastante confuso... Tipo, sento numa poltrona e posso ter sentado em meu amigo? Oo
    Eu não achei surreal, se você for interpretar direitinho(como você citou no ultimo paragrafo) é como no mundo de hoje, tudo é obscuro, tudo ou quase tudo é do mal, mas mesmo assim buscamos esperanças e vivemos esperando que o amanhã seja melhor... Não duvido que o livor me faça chorar com sua descrição, o mal é triste...
    Com certeza vou ler!

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  25. Oi..

    Gostei muito da história desse livro e também ao ler a sua resenha fui ficando com mais e mais vontade de ler esse, mas como tenho uma fila enorme de livros para serem lidos e como não posso comprar todo livro que amo ( e são muitos.. heheheh) tenho que me conformar e esperar algum dia ler ou quem sabe se ganhar ele futuramente lerei com muito gosto..

    Bjinhos!!! =/

    Samira Chasez

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