11 de dezembro de 2017

RESENHA: Tartarugas até lá Embaixo

Editora: Intrínseca
Autor(a): John Green
Número de páginas: 256

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Olá gente lindaaaa!
Confiram o que nossa resenhista Ana Paula achou do livro "Tartarugas até lá embaixo", do autor John Green. Pra fechar o ano com chave de ouro!

A história contada em “Tartarugas Até Lá Embaixo”, novo livro do autor John Green, representa, para mim, um ensinamento sobre aceitar nossas fraquezas e medos como parte intrínseca de nós mesmos. 
A personagem principal, Aza Holmes, tem TOC, um transtorno de ansiedade que a faz se preocupar 24 horas por dia sobre ser infectada com alguma bactéria ao menor toque de outra pessoa. Apesar de ter acompanhamento psiquiátrico há algum tempo, a jovem não vê melhoras, uma vez que o transtorno a impede de viver sua simples rotina. Isso é o que percebe sua mega preocupada mãe e sua melhor amiga, Daisy
"[...] eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar." (página 9).
"Eu queria dizer mais, só que os pensamentos, inoportunos, indesejados, não paravam de invadir minha mente." (página 15-16).
Aza e a amiga possuem um lema “Parta corações, mas não quebre promessas”. Esta frase representa a amizade das duas e destaca algo que sempre é valorizado e está presente nos livros de Green: a lealdade entre amigos.
“Muitas vezes nada conseguia me livrar do medo, mas, em outras, só ouvir Daisy já resolvia. Ela conseguia consertar alguma coisa dentro de mim, e eu já não sentia mais como se estivesse num redemoinho, ou sendo sugada por uma espiral que só se afunilava. Eu não precisava recorrer a comparações. Estava dentro de mim mesma de novo.” (página 68)
A parte principal do livro, que desencadeia todos os fatos que se decorrem até o final, surge quando as duas amigas ouvem uma notícia de que um bilionário da cidade procurado por corrupção está foragido. A recompensa para quem descobrir seu paradeiro é de 100 mil dólares. Aza e Daisy decidem, então, entrar numa investigação para tentar resolver o mistério que ronda o sumiço do foragido. Aza conta a Daisy que conhece Davis, um dos filhos do empresário, pois estudaram juntos. Isso poderá facilitar as coisas para elas enquanto vão atrás de sua recompensa.
Enquanto Aza e Daisy buscam por respostas, temos outros acontecimentos que surgem de pano de fundo. Mesmo os personagens secundários têm destaque na narrativa!! Isso é bom, pois o leitor tem mais chances de se identificar com os diferentes personagens. Do reencontro de Aza com Davis um antigo envolvimento entre s dois é recordado e isto é algo muito importante para o crescimento dos personagens e, consequentemente, o desfecho da história.
[...] Davis e eu não conversávamos muito, sequer nos olhávamos muito, mas [...] isso não importava, porque estávamos observando juntos o mesmo céu. [...]. Qualquer um pode olhar para você, mas é meio raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu." (página 15-16).
No fim da história, Aza percebe que devemos fazer de tudo para procurar sermos as melhores pessoas possíveis, mas sem mudar nossa essência pois essa, afinal, não muda.
“Talvez a gente seja o que não pode deixar de ser.” (página 79)
John Green utiliza de várias técnicas para aproximar o leitor ao livro: há várias referências à filmes e livros presentes na cultura pop, tais como Star Wars. Além de, é claro, nos fazer relembrar de nossa adolescência e dos medos que tínhamos (ou ainda temos) enquanto entramos na vida adulta.
“Tartarugas até lá Embaixo” é um livro leve, divertido e nostálgico! Vale a pena ler para matar a saudade das histórias incríveis de John Green.

Classificação:
***
Esperamos que vocês gostem!!

Beijos e amassos!!

Um comentário

  1. Saudações Lady Ana Paula,

    Tenho cá meus preconceitos com John Green, mas estou pensando seriamente em ler esse livro depois das várias críticas positivas que ele recebeu. Além de me identificar bastante com a protagonista!

    Venha visitar o Castelo!

    Att.
    A Rainha ♛ The Queen's Castle
    Mirror Kingdoms: The Best of Peter S. Beagle

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