Editora: Desfecho Romances
Autor(a): Viviane L. Ribeiro
Número de Páginas: 309
Sinopse: Gabriel é filho de um importante magnata da indústria de órgãos artificiais, e Alicia é apenas uma estudante inteligente o bastante para ter uma bolsa de estudo na mesma faculdade privada que Gabriel frequenta. O fato é que eles nunca teriam se conhecido se Gabriel não tivesse parado para ajudar Alicia com seus livros e muito menos se aproximado tanto se não a tivesse visto cantar em um bar numa noite.
Então acontece um acidente de carro.
E estranhamente as pessoas próximas a eles estão tentando mantê-los afastados, e enquanto isso, eles vivem a vida naturalmente, acreditando que o acidente não trouxe nenhuma consequência para suas vidas.
Mas a verdade é que estão completamente errados.
Olá gente lindaaaa!!!
Hoje é dia de resenha, a primeiríssima resenha de 2016! Ebaaaa!!
Li "Coração Artificial" por estar participando de um book tour organizado pela autora e confesso que, apesar das altas expectativas, fiquei um pouco decepcionada.
A resenha de hoje será um pouco diferente, pois antes de falar sobre a história ou sobre os personagens, eu irei falar sobre o texto, sobre a escrita da autora e sobre minha dificuldade em concluir a leitura.
As primeiras 100 páginas foram extremamente arrastadas, não pela história em si, mas pela quantidade de problemas gramaticais. Eu não costumo ser chata pra esse tipo de coisa, pelo contrário, por ser formada em linguística, eu costumo relevar muita coisa e "fechar os olhos" para certos "erros" gramaticais ou ortográficos, mas, poxa, é um livro! E ele está circulando, está sendo vendido, lido... é preciso ter um cuidado maior com o texto. Eu entendo que por se tratar de uma publicação independente, os custos de uma revisão podem ser um pouco altos, mas seria um bom investimento, né?!
A autora escreve em primeira pessoa, no passado, embora, creio eu, ela quisesse dar o sentido de simultaneidade entre os acontecimentos e a narração, e é aí que ocorre uma das coisas que mais me incomodou durante toda a leitura: a confusão com os tempos verbais e a noção espaço temporal.
Por exemplo:
"Eu olhava para o relógio no pulso o tempo todo, a única coisa que eu conseguia pensar era no compromisso que eu teria depois que conseguisse dá o fora daqui." (página 11)